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Lições espirituais do coronavírus

Publicada em 08/05/2020, por Wilson Czerski

 

Que a Covid-19, agenciada pelo novo coronavírus, abalou as estruturas sociais e econômicas, respingando fortemente na política e no psicológico e emocional das pessoas, todos já sabemos.

Mas e espiritualmente? Será que quando tudo isso passar, deixando marcas indeléveis atrás de si em alguns aspectos, as pessoas terão se tornado melhores? Hipóteses têm sido elaboradas para determinar as possíveis causas da pandemia do ponto de vista espírita.

Aliás, surpreende que as outras religiões se calem. Seus porta-vozes parecem tão assustados quanto as pessoas em geral. Melhor assim do que invocar versões modernas das pragas bíblicas e apontar o Criador como o responsável direto pela catástrofe sanitária. O bom senso recomenda não pintar o Pai como o velho ‘deus’ criado à imagem e semelhança dos homens, cheio de imperfeições, incluindo a crueldade de impor castigos periódicos aos filhos rebeldes.

O que hoje vemos pode, sim, representar uma expiação coletiva pelos abusos acumulados pela humanidade ao longo de séculos ou milênios desencadeada pelo seu próprio livre-arbítrio. As manifestações das leis divinas de justiça e necessidade de progresso moral implicam que os homens sejam visitados de tempos em tempos por adversidades mais duras para promover transformações espirituais mais rápidas e profundas do que as embutidas no dia a dia.

Poderíamos pensar numa tempestade saneadora mais intensa formada na psicosfera do planeta, melhorando o ambiente espiritual em que vivemos, tanto pela dor que provoca como pela inspiração de sentimentos e ações mais salubres de seus moradores. 

Os Espíritos Benfeitores nos dizem que toda expiação inclui também o caráter de prova, lembrando-se que é justamente essa condição de expiações e provas o que caracteriza o nosso planeta na atualidade.

Portanto, podemos estar sofrendo um processo expiatório e, ao mesmo tempo, sendo testados na fé em Deus e na revelação de outros valores espirituais. Ou enfrentando somente uma duríssima prova sem vínculos com os atos e comportamentos do passado.

Pessoalmente preferimos a hipótese da provação por ser mais abrangente e simultaneamente seletiva, impondo experiências e dificuldades em graus diferentes conforme a necessidade de cada indivíduo. A uns o isolamento social; a outros os sintomas leves da enfermidade como um alerta; a outros mais, sintomas críticos com risco de vida e tudo o que isso implica; mais além, a desencarnação e os traumas dos familiares. A uns o sacrifício de tentar salvar vidas; para outros, desdobrar-se no exercício da solidariedade.

Para encamparmos a ideia pura e simples de atuação da lei de causa e efeito (expiação) teríamos que admitir aparentes distorções na distribuição da justiça divina ao alvejar principalmente idosos e pessoas já portadoras de enfermidades crônicas. Como pensar em punição, mesmo que não fosse fruto da arbitrariedade ou falta de bondade de Deus, quando sabemos que, certamente, entre os milhares que estão morrendo ou sofrem outras consequências, há muitos de boa índole e, igualmente, entre os bilhões que sobreviverão há um número incalculável de viciosos?

O fato é que para quem tem “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, uma verdade cresce aos olhos: a pequenez humana diante do universo e de Deus. Até agora o homem tem driblado a própria ignorância, os leques de intolerâncias, sua miserabilidade espiritual e, com isso, evitado possíveis males aniquiladores como uma guerra nuclear.

Contudo, bastou um microrganismo surgido do nada para obrigá-lo a curvar-se diante de um poder com qual não sabe e não consegue lutar. De um momento para outro, ricos e pobres, famosos ou anônimos, os mais poderosos do mundo, todos são constrangidos a dobrar os joelhos, o orgulho vai ao chão.

Quanto aos efeitos futuros, naquele nosso questionamento inicial, só o tempo poderá responder. Esperamos que as pessoas aprendam realmente alguma coisa para ficar como experiência de cunho espiritual. Caso contrário, “lição mal aprendida, lição repetida”. Novas ondas do corona, outros vírus ou bacilos virão, outras catástrofes provocadas pelo homem ou originárias da Natureza poderão sobrevir.

E então, sim, diremos que ser reprovado da primeira vez é normal pela condição de ser humano neófito em determinados temas do espírito, mas ter que repetir indefinidamente as mesmas lições já se torna uma expiação ou um castigo imposto a si mesmo pelo comportamento negligente na grande escola da vida. 

 

(*) O autor é escritor, jornalista e palestrante espírita; produtor e apresentador do programa Diálogo Espírita na Tv a cabo; cofundador e atual presidente da ADE-PR.

 

 

Wilson Czerski (*)

 

Que a Covid-19, agenciada pelo novo coronavírus, abalou as estruturas sociais e econômicas, respingando fortemente na política e no psicológico e emocional das pessoas, todos já sabemos.

Mas e espiritualmente? Será que quando tudo isso passar, deixando marcas indeléveis atrás de si em alguns aspectos, as pessoas terão se tornado melhores? Hipóteses têm sido elaboradas para determinar as possíveis causas da pandemia do ponto de vista espírita.

Aliás, surpreende que as outras religiões se calem. Seus porta-vozes parecem tão assustados quanto as pessoas em geral. Melhor assim do que invocar versões modernas das pragas bíblicas e apontar o Criador como o responsável direto pela catástrofe sanitária. O bom senso recomenda não pintar o Pai como o velho ‘deus’ criado à imagem e semelhança dos homens, cheio de imperfeições, incluindo a crueldade de impor castigos periódicos aos filhos rebeldes.

O que hoje vemos pode, sim, representar uma expiação coletiva pelos abusos acumulados pela humanidade ao longo de séculos ou milênios desencadeada pelo seu próprio livre-arbítrio. As manifestações das leis divinas de justiça e necessidade de progresso moral implicam que os homens sejam visitados de tempos em tempos por adversidades mais duras para promover transformações espirituais mais rápidas e profundas do que as embutidas no dia a dia.

Poderíamos pensar numa tempestade saneadora mais intensa formada na psicosfera do planeta, melhorando o ambiente espiritual em que vivemos, tanto pela dor que provoca como pela inspiração de sentimentos e ações mais salubres de seus moradores. 

Os Espíritos Benfeitores nos dizem que toda expiação inclui também o caráter de prova, lembrando-se que é justamente essa condição de expiações e provas o que caracteriza o nosso planeta na atualidade.

Portanto, podemos estar sofrendo um processo expiatório e, ao mesmo tempo, sendo testados na fé em Deus e na revelação de outros valores espirituais. Ou enfrentando somente uma duríssima prova sem vínculos com os atos e comportamentos do passado.

Pessoalmente preferimos a hipótese da provação por ser mais abrangente e simultaneamente seletiva, impondo experiências e dificuldades em graus diferentes conforme a necessidade de cada indivíduo. A uns o isolamento social; a outros os sintomas leves da enfermidade como um alerta; a outros mais, sintomas críticos com risco de vida e tudo o que isso implica; mais além, a desencarnação e os traumas dos familiares. A uns o sacrifício de tentar salvar vidas; para outros, desdobrar-se no exercício da solidariedade.

Para encamparmos a ideia pura e simples de atuação da lei de causa e efeito (expiação) teríamos que admitir aparentes distorções na distribuição da justiça divina ao alvejar principalmente idosos e pessoas já portadoras de enfermidades crônicas. Como pensar em punição, mesmo que não fosse fruto da arbitrariedade ou falta de bondade de Deus, quando sabemos que, certamente, entre os milhares que estão morrendo ou sofrem outras consequências, há muitos de boa índole e, igualmente, entre os bilhões que sobreviverão há um número incalculável de viciosos?

O fato é que para quem tem “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, uma verdade cresce aos olhos: a pequenez humana diante do universo e de Deus. Até agora o homem tem driblado a própria ignorância, os leques de intolerâncias, sua miserabilidade espiritual e, com isso, evitado possíveis males aniquiladores como uma guerra nuclear.

Contudo, bastou um microrganismo surgido do nada para obrigá-lo a curvar-se diante de um poder com qual não sabe e não consegue lutar. De um momento para outro, ricos e pobres, famosos ou anônimos, os mais poderosos do mundo, todos são constrangidos a dobrar os joelhos, o orgulho vai ao chão.

Quanto aos efeitos futuros, naquele nosso questionamento inicial, só o tempo poderá responder. Esperamos que as pessoas aprendam realmente alguma coisa para ficar como experiência de cunho espiritual. Caso contrário, “lição mal aprendida, lição repetida”. Novas ondas do corona, outros vírus ou bacilos virão, outras catástrofes provocadas pelo homem ou originárias da Natureza poderão sobrevir.

E então, sim, diremos que ser reprovado da primeira vez é normal pela condição de ser humano neófito em determinados temas do espírito, mas ter que repetir indefinidamente as mesmas lições já se torna uma expiação ou um castigo imposto a si mesmo pelo comportamento negligente na grande escola da vida. 

 

(*) O autor é escritor, jornalista e palestrante espírita; produtor e apresentador do programa Diálogo Espírita na Tv a cabo; cofundador e atual presidente da ADE-PR.

 

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