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Jornal Comunica Ação Espírita | 65ª edição | 01 de 2008.

Janeiro de 2008: sesquicentenário da Revista Espírita

No texto inaugural do periódico, lançado no primeiro dia do ano de 1858, o editor Allan Karec admite a existência de dois outros veículos especializados no assunto: o Journal de l'âme , de Genebra - Suíça e do Spiritualiste de la Nouvelle, Orléans, nos USA. Mas certamente nenhum dos dois teve vida tão longa e, principalmente, a importância da Revue Spirite.

Kardec foi um homem incansável, dedicado e persistente, sem se falar na extraordinária capacidade intelectual que possibilitou em 14 anos incompletos compor este conjunto de obras que há um século e meio serve de farol à humanidade, bastando que o interessado se deixe envol­ver pelo interesse de conhecer-se melhor, ao mundo que o rodeia, incluindo os habitantes da dimensão espiritual e obter respostas para os mais varados questionamentos sobre sua origem, natureza e destino.

Paralelamente à duríssima rotina de trabalho que absorvia-o por completo com os compromissos doutrinários assumidos, encontrou tempo e energia não só para dirigir o mensário, mas elaborá-lo inteira­mente, até sua morte, em 1869. Hoje conhecemos o seu conteúdo reunido em volumes correspondentes a cada ano, contendo suas 12 edições mensais.

A Revista Espírita compunha-se de textos diversos como a reprodução de centenas de diálogos travados com os espíritos, artigos, ensaios e comentários, relatos de corresponden­tes de várias partes do mundo sobre fenômenos mediúnicos e o movimento iniciante.

É obra de leitura cansativa se tomada no seu todo. Afinal, são cerca de 4.000 páginas e pouco conhecida mesmo entre os espíritas mais antigos. Mas a Revue ou Jornal de Estudos Psicológicos como fez constar em seu frontispí­cio é uma valiosíssima para quem deseja conhe­cer melhor não só o Codificador, mas o Espiritismo como um todo. Se a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas viria a se constituir no laboratório de observação e experi­mentação dos fenômenos mediúnicos, a Revis­ta foi, à sua época, o principal canal de divulga­ção de tudo o que lá se aprendia, mais até que os livros.

Conforme artigo de Marcelo Henrique, à página 11, justa homenagem prestou-se a Allan Kardec como Patrono da Imprensa Espírita Internacional bem como a escolha de 1º de janeiro como o Dia Mundial da Imprensa Espírita, decisão tomada no Congresso Espírita Mundial de Paris, em 2004, proposta oferecida pela Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo.

Na exortação do Espírito Verdade Espíritas, instruívos , bem que se poderia acrescentar... ,inclusive e necessariamente pela Revista Espírita de Allan Kardec. Sem sua leitura, mesmo aos espíritas mais experientes, restará uma lacuna irreparável no seu conheci­mento.

Como o leitor sabe, mantemos aqui a seção A Revista de Kardec , onde, a cada edição (nesta, à pág. 06), abordamos alguns tópicos referentes a um semestre das publicações da Revue. É uma forma de esmiuçar o interesse e curiosidade. Longe de servir de resumo, é convite para a sua leitura integral, fonte abundante informações imprescindíveis.

2º semestre de 1864

Do mês de novembro fazemos brevíssimas transcrições textuais do discurso proferido por Allan Kardec durante sua visita aos espíritas de Bruxelas e Antuérpia, em 1864. Nelas nota-se a preocupação do Codificador em enfatizar alguns aspectos da Doutrina Espírita nascente como a necessidade do seu estudo mais aprofundado. Ao final, ao lado de mais uma demonstração de humildade quanto ao gigantesco trabalho por ele desenvolvido, deixa escapar, em um só adjetivo, um leve desabafo pelo custo intelectual, físico, econômico e moral no cumprimento de sua missão.

É um fato constante que o Espiritismo é mais entravado pelos que o compreendem mal do que pelos que não o compreendem absolutamente e, mesmo, por seus inimigos declarados. E é de notar que os que o compreendem mal geralmente têm a pretensão de o compreender melhor que os outros... para prevenir as conseqüências da ignorância e das falsas interpretações, é preciso cuidar da divulgação das idéias justas, em formar adeptos esclarecidos... O Espiritismo não é uma concepção individual, um produto da imaginação; não é uma teoria, um sistema inventado... Tem sua fonte nos fatos da natureza mesma, em fatos positivos... porque toda ciência que repousa sobre fatos é uma ciência positiva e não puramente especulativa.

O Espiritismo vem mostrar uma nova lei... que reside na ação dos espíritos sobre a matéria, lei tão universal quanto a da gravitação, contudo ainda desconhecida e negada por certas pessoas... esta lei repousa sobre fatos e contra fatos não há negação que possa prevalecer... terão que se render à evidência... a descoberta do elemento espiritual prepara uma revolução moral... mata a superstição e o fanatismo... e o homem sabe de onde vem e para onde vai; vê um objetivo para o seu trabalho, para seus esforços, uma razão para o bem; sabe que nada do que aqui adquire em saber e moralidade lhe é perdido... compreenderá melhor a solidariedade... a fraternidade deixa de ser palavra vã.

Qual foi o meu papel? Não é o de inventor, nem o de criador. Vi, observei, estudei os fatos com cuidado e perseverança; coordenei-os e lhes deduzi as conseqüências... fui apenas um instrumento... entretanto, a tarefa é mais pesada do que podem supô­la e se tem para mim algum mérito, é que tenho a consciência de não haver recuado ante nenhum obstáculo e nenhum sacrifício.

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