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Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 71ª edição | 01 de 2009.

A Revista de Kardec: 2º semestre de 1867

De todas as matérias publicadas por Allan Kardec nos seis números da Revue referente ao segundo semestre de 1867, optamos por destacar duas delas, uma do mês de agosto e outra de outubro.

No primeiro, Kardec abre a edição com a notícia sobre a publicação de “Fernanda”, uma novela espírita, segundo o editor do jornal Moniteur du Cantal, que a publicou em forma de folhetim em seis capítulos, entre maio e junho de 1866.

O Codificador lamenta que a história não tenha sido enfeixada na forma de livro para permitir a leitura de outras pessoas uma vez que constitui “...uma pintura verdadeira e atraente das relações do mundo espiritual e do mundo corporal...”. Elogia o autor Jules Doinel “por ter fé naquilo que se diz” (grifo do original).

A seguir Kardec resume o enredo: “É uma jovem, ternamente amada por sua mãe, roubada na flor da idade à sua ternura e do amor de seu noivo, e que revela coragem...ditando ao seu amado que em breve deve encontrá-la, o quadro do mundo que o espera”. Seguem-se três páginas de trechos relevantes, segundo Kardec, da obra e outro tanto de comentários seus.

No mês de outubro há três comunicações em série assinadas pelo Abade Príncipe de Hohenlohe, obtidas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, respectivamente a 12, 15 e 24 de março do ano em curso e cada uma através de um médium diferente. Em todas elas, o mensageiro trata sobre a mediunidade curadora, mas com enfoque especial a cada vez. Segundo Kardec, na edição seguinte, o Abade, quando encarnado, possuía justamente esta faculdade, razão pela qual com ela ocupou-se.

Na primeira comunicação, o Espírito afirma que todas as pessoas possuem em algum grau a faculdade curativa e alerta que o restabelecimento da saúde física é “o menor dos serviços” que ela pode prestar. Ao explicar que a manifestação mórbida no corpo é apenas o reflexo da enfermidade originada na alma, o comunicante faz entender que o ideal é se cuidar dos dois – alma e corpo – pois se forem tratados somente os efeitos sem atingir as causas, corre-se o risco de após um período de melhora, a doença retornar.

Diz ser necessário que o médium curador, além da boa capacidade de transmitir os fluidos curadores, trabalhe pela depuração da sua própria alma para exercer influência moral sobre aqueles a quem pretenda curar. E acrescenta a norma de se curar não só os pobres, mas também os ricos, sem discriminação.

Na segunda comunicação, Hohenlohe segue esclarecendo que são os vícios e as más tendências partidas do espírito que desorganizam o corpo. Portanto, a cura a que ele se refere é aquela tão propalada pelo Espiritismo, resumida na exortação da “Reforma Íntima”. Não deixa ele de lembrar, inclusive, dos espíritos obsessores, reconhecendo assim que apesar da incompreensão para o problema, na verdade, eles também são doentes que necessitam de orientação para mudar de atitudes perante a vida, não só pelo mal que desistem de praticar como já visando merecer um corpo saudável na próxima reencarnação.

Na última comunicação, o abade volta a falar de se prestar o auxílio da cura a ricos e pobres, crentes ou incrédulos, bons e maus, porque Deus criou o sol para todos. Mas antes informa que não se é necessário ser perfeito para exercer a mediunidade curadora, caso contrário, ninguém seria digno dela. O que Deus pede é que se melhore sempre, haja esforço para purificar-se.

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