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Jornal Comunica Ação Espírita | 138ª edição | 03 de 2020.

Palavra dos Espíritos e dos espíritas

 

As fotografias transcendentais

 As chamadas fotografias transcendentais, segundo Ernesto Bozzano [1], foram obtidas pela primeira vez em 1890 e em 1910 fotografava-se membros amputados (espectroscópio). Porém, há notícias [2] de que em Boston, William Mumler, foi o primeiro a fotografar um fantasma, em 1861.

Já Arthur Conan Doyle[3] recua ainda mais no tempo. Ele crava o primeiro fenômeno dessa ordem, embora sem conservação da fotografia, em 1851, com Richard Boursnell. Ao sucesso de William H. Mumler, em 1861, sucedeu-se outro, na Inglaterra, com Hudson, em 1872. Ele tinha 64 anos. Um desconhecido do médium obteve um retrato de dois de seus filhos mortos. 

Alfred Russel teve um retrato de sua mãe por este médium. Houve uma série de três sessões: um homem com punhal, outro alguém com flores e na terceira sua mãe. O da segunda sessão também era dela.

Também daquele ano, e contado por Conan Doyle, outro fato curioso que se iniciou bem antes, em 1856, quando foi predito que Mr. Slater conseguiria fotografias. Estavam com ele dois senhores, um era Robert Owen que disse que se já estivesse morto, ele apareceria. Em 1872 o fato aconteceu. Alfred Russel Wallace, o naturalista que contribuiu com a formulação da teoria da evolução de Charles Darwin, viu e afirmou que o rosto de Owen estava menos definido e o do colega do encontro bem mais nítido.

Mais tarde, informa Bozzano na obra acima, Albert De Rochas, Stainton Moses em Londres, o Cap. Volpi na Itália, Istrati e Hasden na Romênia e Durville em Paris, obtiveram fotos de duplos.

O sábio italiano, em outra de suas obras [4], esclarece que as mesmas podem ser produção mediúnica ou anímica. Nestas, o projetor é o próprio doador e nas primeiras, geralmente, um espírito projeta com o ectoplasma do médium. É possível se retratar o objeto ou ao próprio espírito. 

Ao fenômeno de se registrar imagens de objetos mentalizados pelo sensitivo, dá-se o nome de escotografia. A primeira fotografia do pensamento que se tem notícia data de 27/05/1896 com o Cmdte. Darget - uma garrafa. O fato foi repetido em 05/07/1896. Depois também uma bengala e um pássaro incompleto. Na primeira, foi tão intensa que lhe deu dor de cabeça.

Se as placas fotográficas[5] fossem colocadas entre os dedos, na fronte, na altura do coração ou na mão, podiam ser impressionadas pelas ideias e sentimentos do indivíduo. Tais placas, quando seguradas pelos dedos e juntando-se preces, formavam uma coluna de chamas que se elevavam como um jato. Léon Denis, em outra obra sua[6], afirma que Russel Wallace e o Dr. Thompson obtiveram fotografias de suas mães falecidas havia muitos anos.

Já Alexander Aksakoff fotografou os espíritos de Abdullah e John King (pai de Kate, espírito que se materializava com o suporte mediúnico de Florence Cook, estudadas por William Crookes). 

W. H. Hulmer[3] fotografou a si mesmo e apareceu junto uma prima morta há 12 anos. De fotógrafo amador, famoso pelo obtido, passou a ser requisitado por ministros, doutores, prefeitos, professores. Muitos fotógrafos profissionais acompanharam tudo, traziam todos os equipamentos a ser utilizados e até nos estúdios deles faziam sessões. Com Mulmer nunca descobriram qualquer fraude. Em 1863, ele obteve fotografias de espíritos encarnados. Acusaram-no de fraude, mas sabe-se que também isso é possível. Em 1868 foi preso, julgado e absolvido. Morreu em 1884. 

Uma nota lamentável[7] envolvendo tais fenômenos ocorreu em 1874. A Revue Spirit, em 1874, sob direção de Pierre Goëtan Leymarie, publicou uma matéria sobre fotografia espiritual, inclusive uma de Allan Kardec com mensagem na mão ao lado de Amélie. O fotógrafo Édouard Buguet, era também médium de efeitos físicos. Um policial denunciou. Houve um processo contra ambos e também o médium americano Alfred Firmon. No ano seguinte, Leymarie cumpriu um ano prisão e pagou pesada multa; os outros dois foram expulsos. O juiz desrespeitou até Amélie, a viúva do Codificador, com 80 anos. A acusação era de fraude. 

Conan Doyle relata que Stainton Moses, em livro deste, escreveu sobre uma médium em que foram retratados 110 espíritos, todos bem diferentes uns dos outros; alguns deles foram identificados. Mais casos de identificação de espíritos foram possíveis nas chapas fotográficas do médium Richard Boursnell. Muitas vezes não aparecia a imagem só de um espírito, mas de vários “extras” e até de vivos. Sempre se obtinha fotografando uma pessoa encarnada, geralmente aquela que desejava obter o retrato de um falecido seu. 

Conan Doyle, em seu “História do Espiritismo” também descreve experiências pessoais suas com fotografias transcendentais. Elas demonstraram que os retratos ou imagens, às vezes, eram reproduções de já existentes, criações mentais, portanto, de um espírito agente dos fenômenos e não necessariamente, de figuras humanas daqueles espíritos ali presentes. Doyle conseguiu uma série de fotografias em sequência dos estágios de formação da imagem.

Zalmino Zimermann[8] anota que Hippolyte Baraduc fotografou uma nuvem luminosa sobre os corpos desencarnantes de sua mulher e filho. Watters, mais tarde, disse que eram íons. O mesmo tipo de névoa foi observado formando o desenho do corpo de animais moribundos.

O magnetizador Hector Durville (1849-1923) detectou um segundo fantasma ligado ao primeiro e que a sensibilidade e luminosidade haviam se transferido para ele. Seria o corpo astral.

Fotografou-se os ‘fantasmas’ de grilos, rãs, ratos, isso no início da década 1930. Quando se conseguia ressuscitar algum, a chapa não ficava impressionada. Se isto ocorria, o ressuscitamento era impossível, mesmo com adrenalina.

A partir das Câmeras Kirlian, na década de 1960, o fantasma de uma folha se mantinha mesmo após ter sido cortado um pedaço dela. Na Universidade de Kirov, com um microscópio acoplado à máquina Kirlian, foi possível visualizar o duplo de um organismo vivo se movimentando feito de plasma (elétrons e prótons ionizados e talvez outras partículas, mas não só de partículas estas).

Em 1960[9], o norte-americano Ted Sérios olhava por uma câmara fotográfica e se concentrava alguns segundos em certa imagem solicitada e apertava o disparador. Ao revelar o filme as fotografias traziam imagens da Torre Eiffel, do Vaticano, do Taj Mahal, Pentágono, de centenas de pessoas. Ficavam mais nítidas quando bebia uísque antes.

 

 [1] BOZZANO, Ernesto. Animismo e Espiritismo. 3ª ed. Rio de Janeiro-RJ: FEB, 1982.

[2] LEWIS, James R. Vida após a morte. 1ª ed. São Paulo-SP: MAKRON Books, 1995.

[3] DOYLE, Arthur Conan. História do Espiritismo. 2ª ed. São Paulo-SP: Pensamento-Cultrix, 1960

[4] BOZZANO, Ernesto. Pensamento e vontade. 8ª ed. Rio de Janeiro-RJ: FEB 1991.

[5] DENIS, Léon. No Invisível. Rio de Janeiro-RJ: FEB. 

[6] DENIS, Léon. Depois da morte. 15ª ed. Rio de Janeiro-RJ: FEB, 1989.

[7] Revista Internacional de Espiritismo, junho/1998.

[8] ZIMERMANN, Zalmino. Perispírito. 2ª ed. Campinas-SP: Centro Espírita Allan Kardec, 2002.

[9] DVERSOS. A dança das energias. 1ª ed. Curitiba-PR: Centro Espírita Luz da Caridade, 2011.

 

 

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