ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 140ª edição | 07 de 2020.

Lentes Especiais

 

O mundo e nós...

 

No meio espírita, com certa frequência, ouvimos que devemos estar no mundo sem sermos do mundo. Significa dizer que por estarmos encarnados por aqui não temos como fugir de todas as contingências que envolvem a vida no corpo de carne num planeta de provas e expiações.

Porém, temos que usar de inteligência e anseios de progresso para não nos deixarmos escravizar pela matéria. Podemos nos adaptar muito bem às necessidades e imposições da vida material, contudo, como seres essencialmente espirituais, não devemos nos submeter a ela como se fosse a única realidade.

Então, onde está o equilíbrio? Como viver neste mundo mantendo a prioridade da alma? Como estamos enfrentando os desafios impostos por este mundo? Como reagimos a tudo o que vem de fora tanto por parte da natureza como daquilo que provém dos atos humanos? 

Análise constante e disciplinada nos levará ao autoconhecimento. Que tal respondermos com sinceridade absoluta às perguntas abaixo?

Como agimos em relação ao que recebemos? Quais são as nossas reações diante do que vemos e ouvimos na TV, por exemplo? Ou do que nos enviam pelas redes sociais? Temos pressa em espalhar notícias ruins? 

Quando tomamos conhecimento de uma tragédia, nossa reação é de revolta, tristeza, desespero? O que pensamos e fazemos diante de uma fofoca? E quando ouvimos ou lemos a notícia de um assassinato? De um ato de corrupção?

Qual a atitude que adotamos quando nosso filho nos endereça um pedido justo? E se, ao nosso ver, o pedido for inadequado? Como lidamos com a falta de dinheiro?  E quando adoecemos? O que fazemos ou mesmo apenas pensamos quando somos assomados pelas queixas do cônjuge ou advertências do patrão?

Que sentimentos emitimos? Que pensamentos ou julgamentos fazemos? Possuímos algum padrão ético para avaliar todas as situações, todas as ações alheias?

 

... e nós e o mundo

 

A reflexão sobre como nós, seres de natureza essencialmente espiritual, temos agido ou reagido em relação às contingências impostas pelo mundo material em que vivemos é a metade do problema da relação “o mundo e nós”.

Deixamo-nos escravizar pela vida material, tornamo-nos joguetes das circunstâncias, entregamo-nos a toda sorte de prazeres mundanos esquecidos que somos espíritos, que temos um futuro diferente em outro lugar e que devemos estar atentos para essa realidade que nos espera?

Respondidas essas questões iniciais podemos passar para a fase dois e formular a interrogação: como está a nossa relação para com o mundo em que vivemos? Temos assumido a nossa parcela de responsabilidade para fazê-lo um lugar melhor de se viver?

Consta das nossas preocupações diárias a manutenção do nosso lar terrestre como um lugar agradável, limpo e alegre? E quanto ao bem-estar da nossa família humana, o que temos feito para que todos os seus membros sejam felizes, trabalhando por esse objetivo tanto quanto trabalhamos pelo nosso próprio?

Estamos todos no mesmo barco, a sociedade como um todo, e é nosso dever moral envidar os melhores e maiores esforços para que todos, sem exceção, tenham a oportunidade de ser felizes. Alguém afirmou que, dadas as múltiplas diferenças que nos caracterizam, na verdade, somos, cada indivíduo, uma embarcação navegando todos no mesmo oceano.

John Kennedy, 35º presidente dos Estados Unidos da América, foi assassinado em 1963. Uma das frases mais marcantes que ele pronunciou foi a seguinte: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país”.

Podemos adaptar e aplicar aos brasileiros ou aos espíritas, por exemplo, aos cristãos ou a qualquer outro segmento religioso ou, então, ao membro de um grupo social, de uma empresa e até da família. 

Não fique esperando que somente o governo resolva os seus problemas; faça parte da solução. Qual é a contribuição que você como ser humano e cidadão - porque, infelizmente, nem todo ser humano comporta-se como cidadão ou exerce a cidadania – pode dar à sociedade? Aí entra a força do seu trabalho, participação social, bons exemplos, a paternidade e maternidade responsáveis, os cuidados com o planeta.

Mas tem algo ainda mais importante. É o que vem de dentro de cada um. Claro, muita coisa disso se concretizará na própria conduta mais visível do convívio social. Se a boca fala do que o coração está cheio, o cérebro, como expressão da mente, pensa do que a alma está repleta.

A qualidade do pensamento depende em grande parte do tipo de “terreno” que existe dentro de nós. Dificilmente uma pessoa de constante má conduta, um criminoso contumaz, consegue emitir um pensamento – que, em uma sequência lógica, pode se manifestar também em palavras e atos – de amor, perdão, solidariedade. Isso porque esses pensamentos não têm lastro, não têm de onde brotar. 

Pode ser que aconteça, numa hipótese mais favorável, que os bons impulsos latentes apenas encontrem maior resistência de romper o solo impermeável e árido. Boas sementes do Bem, todas as criaturas de Deus as possuem e um dia germinarão, mas demandará muito tempo, esforço, estímulo, transformação.

Já para as pessoas normalmente boas ou medianas nas condições morais, o processo é mais simples e natural. Se, com frequência, o indivíduo formula e alimenta ideias construtivas e a estas seguem-se - da teoria à prática – palavras e ações coerentes e de boa qualidade, a cada vez será mais fácil o cultivo e a multiplicação desta mesma ordem de pensamentos, palavras e ações.

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