ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 141ª edição | 09 de 2020.

Autorretrato

Nossa edição de maio-junho de 2010, número 79, abriu falando de divulgação espírita. A chamada principal dirigia para a entrevista de Astolfo Olegário de Oliveira Filho nas páginas centrais com ênfase no uso da internet, já há uma década considerada pelo jornalista paranaense como a “mídia mais promissora” para a disseminação da mensagem espírita.

Mas vamos antes a outros assuntos tratados naquela edição, como, por exemplo, o texto “O porquê das catástrofes”, de Celso Carneiro, na página 3. Ao enumerar diversos cataclismos físicos provocados pelas forças da natureza como inundações em alguns estados brasileiros, ainda o tsunami na Ásia, em 2001, e um terremoto no Haiti, o articulista recorreu à questão 728 de “O Livro dos Espíritos” que fala sobre a Lei de Destruição.

“É preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar, porque o que chamais destruição não é senão uma transformação que tem por objetivo a renovação e melhora dos seres vivos”.

Na página 4, em “Você Sabia?” particularidades da mediunidade de Eusápia Paladino e outros como Katie King e Henry Slade e a pneumatografia ou escrita direta; a ossada de Charles Rosma e as curas pelo magnetismo humano.

Mas o principal veio no texto “E Deus não protegeu” na forma de crítica aos ingênuos ou exacerbados na fé que acham que ela sozinha é capaz de proteger propriedades e até a própria vida.

Mas foi além ao apontar que essa ilusão, não só não impede “que espírita seja assaltado, pegue câncer ou morra de acidente”, mas acaba por revelar comportamentos farisaicos, derrubando máscaras e pondo reis a nu. Aparecem os “atavismos contundentes, o autoritarismo e arrogância dos donos da verdade que ditam regras, determinam, proíbem e excluem... idolatram oradores e médiuns”.

“Deus tudo prevê e provê – lembra – mas não perde tempo com picuinhas e caprichos de suas crianças, nem com suas contrariedades, temores e maus-humores. Elas têm que aprender sozinhas. Não podem ser eternos pidonchos de miudezas incapazes de fazer a sua parte”.

Vale reproduzir, ao menos o seguinte parágrafo: Como o ato do ladrão ou a chuva que causa prejuízos e sofrimento. Servem de provações, novas lições, causas de outros efeitos futuros, econômicos, morais, mas não necessariamente vinculados ao passado. E finaliza: Daí o acerto de Allan Kardec ao assinalar a síntese de que a fé verdadeira é somente aquela capaz de enfrentar a razão, face a face, em qualquer época da humanidade. Muitos não sabem disso. E os que sabem, não usam a razão e por isso é como se não soubessem. E a sua fé é falsa.

Deus tudo prevê e provê, 

mas não perde tempo 

com picuinhas e capri-

chos de suas crianças, 

nem com suas contra-

riedades, temores e

 maus-humores. Elas têm

que aprender sozinhas.

 

Voltando agora à entrevista de Astolfo Olegário. Para o mineiro radicado há quase 60 anos no Paraná, editor há décadas do jornal impresso “O Imortal”, de Cambé, no norte do estado, e diretor da revista eletrônica “O Consolador” em 2007, a internet, por se dirigir a todas as pessoas e poder ser lida em todos os lugares do mundo, é, sem dúvida, o meio mais promissor de divulgação do Espiritismo.

Sobre o caráter progressista da Doutrina Espírita e eventuais necessidades de correções de alguns de seus ensinamentos, o entrevistado citou a teoria do espírito de Erasto em “O Livro dos Médiuns” para explicar o fenômeno de transportes, confrontada pela observação de Ernesto Bozzano e apontamentos do instrutor Áulus a André Luiz.

Perguntado sobre a necessidade ou não de alguns temas atuais – e continuam o sendo – como a união entre pessoas do mesmo sexo, uso de embriões para fins terapêuticos e outros serem mais debatidos nos Centros Espíritas, Astolfo não só concordou como afirmou que os periódicos espíritas vinham apresentando maior abertura para a discussão destes temas. 

Criticou a sofisticação e a cobrança de taxas para participação em eventos como os congressos promovidos pelo Movimento Espírita, comentou o esvaziamento no movimento dos jovens espíritas e lastimou a qualidade de muitos livros colocados no mercado.

Na página 11, na seção “Divulgar com Eficiência”, publicamos a parte II do tópico Livraria Espírita. Os subtemas foram: auxiliares, atendimento, telefone e horário de funcionamento, relacionamento com editoras e distribuidoras e consignação.

E fechando a edição, um caso curioso ocorrido em Frankfurt, Alemanha, e divulgado a partir de 2008. A ciência oficial reconhecia pela primeira vez na história a obtenção de uma fotografia da alma.

Vale um resumo do caso. A personagem principal foi uma mulher de 32 anos de idade, Karin Fischer, internada para ser submetida a uma cirurgia corretiva das válvulas cardíacas implantadas tempos antes. Mas algo não correu como o esperado e Karin veio a óbito.

Na sala cirúrgica, além da equipe composta por 12 pessoas, estava o professor Peter Valentin com o objetivo de fotografar ou filmar o trabalho médico, praxe em muitos hospitais para posterior utilização em divulgação científica, arquivos e em universidades.

O doutor Valentin descobriu no rolo do filme uma fotografia que causou grande impacto. Examinada por vários especialistas foi considerada como autêntica e depois até levada ao Vaticano para análises. No exato momento em que o monitor cardíaco acusava a cessação dos batimentos, o espírito saía do corpo, elevando-se verticalmente na sala.

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