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Jornal Comunica Ação Espírita | 144ª edição | 03 de 2021.

Palavra dos Espíritos e dos espíritas

 

As dores e os chacras

 

Na realidade o título acima será desdobrado em dois tópicos distintos e juntá-los justifica-se pelo impulso que temos de associá-las, as dores, às disfunções dos chacras ou centros energéticos. Comecemos por elas, então. Recortamos daqui e acolá alguns apontamentos trazidos pela espiritualidade. Vamos a elas.

O que se segue é de Léon Denis[1]. A dor física, explica ele, é sensação; a dor moral é sentimento. Pela dor nos libertamos dos vícios, da ignorância, do passado delituoso, dos efeitos infelizes da inferioridade da carne. Sem a reforma, a elevação não se dá espontaneamente, é a dor que se encarrega de despertar o mundo íntimo. 

Sobre as dores físicas, isto é, do espírito encarnado, o Codificador[2]  leciona que é quase sempre voluntário como complemento expiatório, mas o espiritual é imposto. Mas o primeiro serve, também, para a reparação no mesmo tipo de falha, por exemplo, de atos praticados contra os semelhantes e, ainda, como exercício da caridade.

Através de André Luiz ficamos sabendo sobre a existência de três tipos de dor[3]: dor-expiação, dor-evolução e dor-auxílio. Sobre esse tipo menos explorado nos estudos espíritas destacamos dois casos citados pelo mesmo repórter do Além servindo-se da mediunidade de Chico Xavier.

Ele narra que determinado espírito reencarnaria com uma perna defeituosa como medida preventiva e sem relação direta com as vidas passadas nas quais o equívoco foi o excesso de vaidade e o próprio espírito diz “a perna doente me auxiliará com boas preocupações”. Ele não usara indevidamente a perna para o cometimento de qualquer falta como apressadamente alguém poderia concluir interpretando de forma linear a lei de causa e efeito.

O segundo caso[4] envolve um pai de família alcoólatra em conúbio espiritual com entidades vampirizadoras. Após tentativas de ajuda para aconselhamento e assistência indireta, para evitar queda maior e graves consequências, um espírito aplicou passes ao longo da espinha dorsal e depois no coração do encarnado durante vários minutos quando ele teve uma parada. Foi hospitalizado, mas, conforme Calderaro “por algum tempo... será amparado pela enfermidade. Conhecerá a prisão, no leito, durante alguns meses a fim de que se não apodreça num hospício... será portador de nevrose cardíaca por dois ou três meses”. 

O mesmo Waldehyr transcreve (do livro “Ação e Reação”, p. 255-6): “pela intercessão de amigos devotados à nossa felicidade e à nossa vitória, recebemos a bênção de prolongadas e dolorosas enfermidades no envoltório físico, seja para evitar-nos a queda no abismo da criminalidade, seja, mais frequentemente, para o serviço preparatório da desencarnação...“constituem, por vezes, dores-auxílio, para que a alma se recupere de certos enganos em que haja incorrido na existência do corpo denso, habilitando-se, através de longas reflexões e benéficas disciplinas, para o ingresso respeitável na Vida Espiritual”.

 

Os chacras

 

A palavra chakra vem do sânscrito e significa “roda”, por se constituírem em vórtices giratórios na recepção e emissão de energia vital em pontos específicos do nosso corpo físico. 

Estariam localizados[5] no corpo vital ou duplo-etérico e os centros de força no perispírito; os microcondutores de Fluido Vital são os meridianos chineses ou nadis hindus.

Há quem os tome como sinônimos, chacras e centros de força e em correspondências a algumas regiões do corpo físico com entroncamento nervoso, os plexos nervosos.

Vejamos agora alguns apontamentos retirados de uma única obra [7]. Os yogis que se enterram vivos conservam a vida pela ativação do chacra laríngeo que controla a fome e a sede. Os chacras tanto podem transformar energia mento-espiritual em física como o inverso. 

Segundo Jung, o centro coronário leva ao nirvana; o fundamental ou básico estaria relacionado aos instintos e o umbilical ou esplênico, às emoções. Para alguns, conforme seja homem ou mulher, muda o sentido do movimento dos chacras. Também não há consenso quanto às cores de cada um deles.

Haveria também um determinado número de ‘pétalas’ para cada chacra. Assim, no genésico seriam seis, no gástrico dez e no coronário 1.000.

Os chacras e os nadis (canais por onde circularia a energia vital) podem ser observados por aparelhos como os de Hiroshi Motoyama.

José de Ribamar Tourinho afirma que entidades “errantes” conectam-se ao médium pelo esplênico e o realinhamento de chacras desconecta pelo menos por 48 horas. Foram observadas variações elétricas em chacras estimulados.

A respeito, André Luiz[8]  esclarece que o centro cerebral comanda o sistema endócrino referente aos poderes psíquicos. Já Núbor Facure[9] ensina que o centro cerebral estaria ligado ao sistema dopaminérgico; o coronário ao sistema endócrino-pineal e ao eixo hipotálamo-hipofísico.

Finalmente, Jaider Rodrigues Paulo[10] entende que os distúrbios da mente afetam os centros coronário e frontal; se for no corpo astral (emocional), repercute no gástrico e no frontal.

 

Bibliografia:

 

[1] DENIS, Léon. O problema do ser, do destino e da dor. 13ª ed. Rio de Janeiro-RJ: FEB, 1985.

[2] KARDEC, Allan. Revista Espírita. Volume ano 1867, maio. 1ª ed. São Paulo-SP: Edicel,1985.

[3] Revista Internacional de Espiritismo. Matão-SP: Clarim, agosto/2000.

[4] XAVIER. Francisco Cândido. Pelo espírito André Luiz. No Mundo Maior. Rio de Janeiro-RJ: FEB.

[5] DIVERSOS. A dança das energias. 1ª ed. Curitiba-PR: Centro Espírita Luz da Caridade, 2011.

[6] DIVERSOS. Saúde e Espiritismo. 1ª ed. São Paulo-SP: AME-BR, 1998.

[7] XAVIER. Francisco Cândido. Pelo espírito André Luiz. Entre a Terra e o Céu. 27ª ed. Rio de Janeiro-RJ: FEB, 2015.

[8] FidelidadEspírita. Campinas-SP: n° 93, junho/2010.

[9] palestra “Os Transtornos mentais à luz do paradigma Médico-Espírita”, Jaider Rodrigues Paulo, “X Jornada Médico-Espírita da Serra Gaúcha”.

 

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