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Jornal Comunica Ação Espírita | 71ª edição | 01 de 2009.

Ex-ministro Reale Júnior lembra o centenário de morte de Lombroso no “Estadão”

O artigo foi publicado no dia 03 de janeiro último sob título “Razão e Religião” no qual o ilustre jurista historia sobre a produção intelectual do antropologista criminal italiano que defendeu por muito tempo a tese do criminoso nato, passando mais tarde a admitir a influência do ambiente na formação psicológica do homem e, finalmente, ao final da vida, como salienta o autor do artigo, graças a sua adesão ao Espiritismo, reconhece a existência do livre-arbítrio como fator decisivo na tomada de decisões das práticas delituosas.

Assim, boa parte do artigo do ex-ministro da Justiça é dedicada à conversão de Cesare Lombroso à Doutrina Espírita, após a negação sistemática em que até a ridicularizou. A primeira das cerca de 100 sessões com Eusápia Paladino deu-se em 1891 em Nápoles tendo ficado impressionado pelo fato da médium estar presa numa cadeira e a cortina do aposento ter vindo envolvê-lo. Suas convicções se consolidaram onze anos depois ao se deparar com a materialização da própria mãe que se apresentou diversas vezes e sempre com a mesma estatura, voz e o tratamento familiar.

Após citar o livro “Hipnotismo e Mediunidade”, de 1909, do eminente estudioso italiano, Reale menciona que “Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, reconhece o livre-arbítrio, mas admite que não são os caracteres físicos que determinam o comportamento, e sim a natureza do espírito encarnado, que pode ter inclinação para o mal, mas possui o poder de enfrentar com o seu querer a tendência manifestada”.

E conclui: “Este escorço histórico, quando dos cem anos da desencarnação de Lombroso, recoloca a angustiosa questão do livre-arbítrio ou do determinismo. A meu sentir, a liberdade não pode ser indiferente. Cabe situar o homem em suas circunstâncias biológicas e sociais, pois age no mundo que o circunda. O homem possui uma liberdade, mais que situada, sitiada, sem deixar de ter, contudo, uma esfera de decisão última pela qual define a realização da vontade e a do seu próprio modo de ser. Sem liberdade perdem sentido a dignidade do homem e a imortalidade do espírito”.

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