ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 73ª edição | 05 de 2009.

O que dizem os outros jornais

Recomendamos ao leitor antes de iniciar a leitura deste texto, se não o fez, ler antes o Editorial onde explicamos os motivos e critérios usados para a elaboração desta nova seção. Feita esta observação, passemos às matérias selecionadas.

A lágrima de Chico

O jornal Aldebaran (51) 3249-3700, primeiro bimestre deste ano), reproduz mensagem com o título acima do espírito de Humberto de Campos, psicografada pelo médium Arael Magnus, em 08 de janeiro também de 2009, no C. E. Luz na Estrada, de Sabará-MG.

Humberto narra diálogo que teve com Rubens Romanelli a respeito de encontro recente que este tivera com Chico Xavier. “Chico está muito triste. Nunca o vira assim, tão lancinado pela angústia, mesmo quando enfrentamos o negro episódio de 58, em Pedro Leopoldo”, disse Romanelli. “O Chico está sofrendo por ingratidão, dor profunda... por atitudes de gente espírita... Trouxeram-lhe notícias da programação para a monumental celebração do centenário dele... Imagine que estão elaborando gigantescas festividades. E há brigas. Disputas, questões comerciais e de marketing, grandes somas de dinheiro envolvidas. Briga de foice”.

E o interlocutor passa a enumerar as homenagens: um grupo quer erigir um hipercomplexo na cidade natal de Chico, com grandes pavilhões, museus, fontes luminosas, passarelas de acrílico, laser e néon, tudo com dinheiro da venda de livros, doações e dinheiro público e com cobrança de ingresso; em Uberaba, bustos, museus, shows, congressos, festivais e muita festa; editoras preparam obras com capa e letras douradas; leilão de páginas psicografadas; em Brasília, congressos mundiais, festas, museus, banquetes, grandes caravanas, lançamentos de biografias.

Humberto concorda: “... posso entender a dor do Chico. Ele, sempre avesso a estas manifestações, sempre longe dessa idolatria, e, mais: sempre próximo de gente humilde, sofredora”. Romanelli então critica muitos centros espíritas cheios de guardas e sistemas de segurança, “alguns luxuosos” e argumenta que “nas favelas, nos aglomerados, nos lugares bem pobres, quase não existem mais centros espíritas” e também os ganhos de algumas editoras, inclusive com os livros de Chico.

E segue: “A turma é indócil e não vai largar o filão altamente lucrativo que hoje financia construções faraônicas, banca viagens e caravanas de doutrinação e visitas ao exterior com humildade nas palestras e ostentação nas estadias”. E cita a construção da “Casa de Chico”, em Belo Horizonte, um palácio arquitetônico, “deboche à doutrina do Consolador!”

“Mas a utilização do nome, do conceito e da vida de Chico para esses expedientes é que é doloroso, sobretudo para ele”. E faz sugestões de outras maneiras de homenageá-lo: minorar o sofrimento dos desvalidos, construção de lares, hospitais beneficentes, orfanatos, escolas profissionalizantes. E quase ao final, adverte: “Ai desses que traem os próprios conceitos e consciências... que fazem a caridade de fachada, criando ‘obras’ para dourar pílulas... desses que fazem cair essa lágrima de Chico”.

O Espiritismo ante a eutanásia

Artigo publicado ao mesmo tempo nos jornais “Abertura” – ickardecista@terra.com.br - (Santos – SP, ed. n° 245, abr/09) e “Opinião” – imprensalivre@imprensalivre.net - (Porto Alegre, ed. 162 do mesmo mês). Nele, Milton Medran inicia citando palavra de São Luís a Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, tomada como princípio doutrinário contrário à eutanásia.

Depois narra o caso da belga Amelie Van Esbeen, de 93 anos que, cansada de viver, pediu à justiça o apressamento de sua morte, o que lhe foi negado por não se tratar de um caso de ‘afecção incurável grave’ nem de ‘sofrimentos constantes, insuportáveis que não possam ser amenizados’. Amelie, na verdade, sofre de polipatologia ou várias doenças crônicas associadas à velhice. Vive internada num lar e já tentou cortar os pulsos. Está confinada à cama, limitada a olhar o teto.

Medran comenta que no século XIX quando a Doutrina Espírita foi sistematizada, um problema como este não era nem pensado “nem por Kardec nem por São Luís” pois a expectativa de vida na Europa era, em média, de 40 anos. Após mais alguns comentários, ele finaliza: “Nem a lei e nem as prescrições dos espíritos entrevistados por Kardec previram esse drama típico de nossos dias: o cansaço da vida. Por isso, não posso condená-la. Tenho, sim, pena de Amelie.

Trinta anos de saudade!

Da Revista Harmonia – harmonia@floripa.com.br - (São José – SC, n° 174, ed. que se pressupõe relativa ao mês de abril/09), fazemos dois recortes, ambos relacionados ao filósofo, jornalista, escritor, educador e conferencista José Herculano Pires cuja desencarnação completou 30 anos no dia 09 de março último.

Sobre ele escreve longo texto Marcelo Henrique, editor da revista, relembrando para alguns e, provavelmente, dando a conhecer para a maioria, o perfil biográfico do grande intelectual espírita, autor de 85 livros, 62 deles espíritas.

Em coluna fixa do periódico “Herculano ensina”, texto do próprio falando “Sobre a Filosofia”. A analogia poética no final surpreende: “Porque a Filosofia tornou-se de tal maneira complexa, um mar profundo e amplo, que nenhum nadador... consegue dominar suas vagas em toda a extensão da superfície. Isso não impede que tentemos as nossas braçadas. Se as grandes profundidades nos são interditas, e se o mar largo oferece perigos que não podemos enfrentar, resta-nos o remanso das praias, com postos salva-vidas à vista. ...podemos... experimentar as forças das ondas, tocar com os pés a areia fina e movediça dos lugares menos perigosos. E é sempre melhor esse exercício do que ficar em casa e olhar o mar pela janela”.

César Lattes e o Espiritismo

Tribuna Espírita – celc.pb@gmail.com - (João Pessoa - PB, ed. nº 147, jan-fev/09), assinado por Adriano Oliveira, transcreve artigo publicado originalmente na Folha Espírita (nov/1998). Em negrito constam declarações do maior físico brasileiro, morto em 2005. “A questão da origem da matéria não é física, na minha opinião. Na melhor das hipóteses, é metafísica”; “Cérebro e mente não são a mesma coisa. Temos cérebro, mente, espírito, alma”; “...tenho tido experiências que podem ser classificadas como transmissão de pensamento..., principalmente com minha mãe”; “...minha mulher viu no hall de entrada um amigo comum... Ele se virou e entrou no escritório... Naquela noite recebemos a notícia de que ele havia morrido no Rio de Janeiro”.O jornal Aldebaran (51) 3249-3700, primeiro bimestre deste ano), reproduz mensagem com o título acima do espírito de Humberto de Campos, psicografada pelo médium Arael Magnus, em 08 de janeiro também de 2009, no C. E. Luz na Estrada, de Sabará-MG.

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