ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 80ª edição | 07 de 2010.

Autorretrato: As pesquisas sobre a telepatia nas plantas

Além das chamadas para as matérias incluídas na edição n° 21 do ADE-PR Informativo, referente ao bimestre setembro-outubro de 2000, a primeira página trouxe a boa notícia sobre a inauguração do site da ADE-PR na internet ocorrido no dia 22 de agosto.

Na página seguinte, ao lado do editorial, na seção “Cantinho Científico”, o assunto tratado foi a telepatia das plantas. O texto iniciava com a questão 540 de O Livro dos Espíritos: “... tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo quie, ele mesmo, começou pelo átomo” e as frases de Léon Denis e o mentor André Luiz. O primeiro declarando que “a alma dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal, desperta no homem e se realiza na angelitude”. O segundo afirmando que “o mineral é atração, o vegetal é sensação, o animal é instinto e o homem é razão”.

Depois o redator escreveu sobre as experiências de Clive Bakster, em 1996, utilizando polígrafo e galvanômetro para testar as reações de uma planta, a dracena. Por sua vez, Pierre Sanvim fez uso de aparelhos que captaram e registraram reações de plantas a 130 quilômetros de distância e Ken Hashimoto também com polígrafos e agulhas de acupuntura “ensinou” um cacto a contar até 20.

Na Rússia um filodendro adquiriu reflexo condicionado de se contrair toda vez que uma rocha lhe era aproximada, isso após várias vezes este ser objeto ser assim posicionado simultaneamente a uma descarga elétrica efetuada na planta. Estas e outras experiências, dizia o texto, fazem parte do livro A vida secreta das plantas. Para o pesquisador Clive há “uma consciência primária em todas as coisas” e para Watson “uma linguagem universal da vida”.

No Editorial, sob título “Analisando as análises”, escreveu-se sobre as críticas de alguns espíritas inconformados com certos equívocos cometidos pelos autores de uma reportagem da revista Veja sobre o Espiritismo, publicada em 26 de julho de 2000. No total, 308 correspondências foram endereçadas à redação da maior revista brasileira sobre o assunto, quase o dobro da matéria de capa que era o uso da maconha.

Muitos textos circularam pela internet e enquanto o presidente da Abrade - Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, tecia elogios pela iniciativa, embora recomendando a busca de informações mais abalizadas para o caso de alguma futura abordagem, outro fez militante severas admoestações à Revista.

Mais ponderadamente, o órgão da ADE-PR propunha esclarecimentos com “moderação e equilíbrio” e perguntava: “O que é melhor, esperar trabalhando para que a sociedade, inclusive a mídia leiga, gradativamente compreenda em profundidade as ideias que esposamos através da filosofia espírita ou fechar desastradamente as portas da informação?”.

À página 03, em Subsídios para melhoria da imprensa espírita”, o tema foi comunicação de massa definida como o processo industrializado de produção e distribuição oportuna de mensagens culturais em código de acesso e domínio coletivo, pó meio de veículos mecânicos, aos vastos públicos que constituem a massa social, visando a informá-la, educá-la, entretê-la ou persuadi-la.

Nas páginas centrais (04 e 05), tivemos uma entrevista com Rubens Denizard Figueira dos Santos, à época coordenador do SAE – Serviço de Assistência Espiritual do Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, da capital paranaense, ocasião em que pôde discorrer longamente sobre o trabalho realizado na instituição.

Destacamos sua resposta à questão de aceitação ou não dos métodos empregados pélo SAE como as reuniões de desobsessão, a exposição de O Evangelho Segundo o Espiritismo, a fluidoterapia, o atendimento familiar, etc por parte dos médicos e terapeutas. “De um modo geral – respondeu -, aceitam muito bem, sendo que muitos deles, mesmo não espíritas, solicitam constantemente a avaliação de nosso serviço, encaminhando pacientes com sintomas que sugerem atuação espiritual”.

No JOGO RÁPIDO, entre outras definições, citou como preferido o livro “Evolução Anímica”, de Gabriel Dellane e o planeta Terra, entre as opções ‘hospital’, ‘presídio’, ‘escola’ ou ‘lar’, ficou com a penúltima.

Na página 06, um artigo de Walter Baruffi sobre a diabetes, na seção “Saúde’ e a notícia do 3° Congresso Brasileiro de Esperanto, na cidade de Petrópolis. Na 07, relato sobre a IV Conferência Estadual Espírita promovida pela FEP entre os dias 18 e 20 de agosto, com temas relacionados aos 500 anos do Brasil.

E, fechando a edição, na página 08, Wilson Czerski abordou novamente o tema “A inteligência das plantas e a razão do homem”, valendo-se principalmente das questões 586 e seguintes de O Livro dos Espíritos, bem como do capítulo III da obra Evolução em dois mundos”, de Chico Xavier/André Luiz, cujas informações parecem rebater as observações constatadas pelos pesquisadores antes citadas na página 02.

O articulista recorda a precaução de Allan Kardec quanto aos ensinamentos espíritas confrontados com os avanços científicos, recomendando que aqueles deveriam acompanhar o progresso das novas descobertas, abrindo possibilidade com isso de que em relação ao tema “inteligência das plantas”, as informações contidas nas obras da codificação poderiam sofrer mudanças ou atualizações.

Transcrevemos parte do último parágrafo do texto. “Diante da firme postura dos Espíritos sobre as faculdades das plantas, negando-lhes os atributos do pensamento e vontade, parece difícil aceitar, a despeito das surpreendentes reações (ou seriam ações?) apresentadas que possuam linguagem, ouçam, amem e pensem. Já sensações, emoções e mesmo uma espécie rudimentar de memória, seria mais plausível”.

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