ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 82ª edição | 11 de 2010.

Autorretrato

Cairbar Schutel escolhido patrono da ADE-PR; as curiosidades sobre as materializações, filmes  com temática  espírita e  o caso das  xifópagas  de Malta

A primeira edição do “ADE-PR Informativo” do 3° Milênio, de n° 23, referenciou na matéria de capa o “Ano Internacional do Voluntariado” instituído pela Organização das Nações Unidas. Estimava-se que, à época, 40 milhões de pessoas no Brasil estavam envolvidas com alguma atividade não remunerada de assistência ou promoção social, englobando pessoas físicas e empresas.

            O texto admitia que Finalmente, a sociedade brasileira está compreendendo que não podemos esperar que o governo resolva todos os nossos problemas, quer por incapacidade técnica, quer por falta de vontade e ética política. E finalizava, justamente motivado pela expectativa em torno da histórica alteração de data: Será que alguém ainda duvida que o mundo está cada vez melhor? São os novos tempos. E não apenas no calendário.

            O Editorial tambérm foi muito especial por anunciar o nome de Cairbar Schutel, “O Bandeirante do Espiritismo”, como patrono da ADE-PR. A sugestão do então presidente Wilson Czerski, aprovada pela diretoria, fez-se constar desde então no próprio Estatuto Social da entidade e visa homenagear o espírito de escol que reencarnou menos de seis meses após a desencarnação do Codificador Allan Kardec e que “ao contrário dos que planejam a vida inteira sem realizar coisa alguma”, trabalhou incansavelmente na defesa teórica e aplicação prática dos princípios espíritas. Corajoso, destemido, combativo, nunca se intimidou com ameaças do clero e nem mesmo da polícia.

            Autor de 14 livros, orador, fundador do jornal O Clarim, em 1905, e da Revista Internacional de Espiritismo, em 1926, em Matão-SP, criou o primeiro programa radiofônico espírita do Brasil, na Rádio Cultura de Araraquara-SP, em 1936, Além de se destacar como pessoa muito caridosa.

            Do “Teste seus Conhecimentos”, à página 03, das 10 perguntas propostas ao leitor, rememoramos três delas. Na primeira, no descritivo a definição: “Presidente americano em cujo mandato realizavam-se sessões mediúnicas dentro da própria Casa Branca”. As alternativas tinham como possíveis respostas: a) Abraham Lincoln; b) George Washington; c) Theodore Roosevelt e d) John Kennedy.

            Uma outra tinha por enunciado: “Médico amigo e colaborador de Kardec que após o desencarne continuou se comunicando com o mestre lionês”. Nas opções: a) Carlotti; b) Mesmer; c) Richet e d) Demêure. E a última propunha: “Psicólogo e um dos fundadores da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres que, após o desencarne em 1910, participou das famosas experiências de “correspondências cruzadas”. Nas alternativas: a) Eugene Osty; b) Frederic Meyers; c) Gustave Geley.

            As páginas centrais apresentaram a parte final da matéria iniciada na edição precedente sobre o fenômeno das materializações. Recomeçando do ponto interrompido, acrescentou comentários sobre o ectoplasma mencionando, por exemplo, alguns resultados de exames de laboratório. Assim, é que em 20/02/1916, o Dr. Lebiedczinki recolheu fragmentos ectoplasmáticos da médium polonesa Stanislawa os quais foram analisados separadamente por ele em Varsóvia e por Albert Scherenck Notzing, e Munique cujos resultados não só coincidiram entre si como também com outras amostras recolhidas da médium Eva Carriére.

            “Substância albuminoide ligada ao corpo gorduroso, células semelhantes às orgânicas, muitos leucócitos lembrando o linfático, poroso, branco-amarelado reluzente, sem odor e medindo 10x5mm e 0,101 gramas de peso”. Esse foi a conclusão dos estudiosos.

            Sobre a gênese do fenômeno, Américo Ranieri, em “Materializações luminosas”, registra duas possibilidades. Numa o espírito recolhe o ectoplasma do médium e aglutina-o em seu perispírito enquanto o do médium guarda independência. Na outra situação o ectoplasma é modelado pela mente do espírito sobre o perispírito do médium, surgindo a materialização transfigurada.

            Um parágrafo foi dedicado à participação do ectoplasma no fenômeno de poltergueist, estudado por Hernani Guimarães ANDRADE. Depois seguiu-se com o relato surpreendente do médium Glogher, estudado por Crawford, em Belfast, cujo peso durante os transes chegava a diminuir em até 23 quilos, correspondendo à doação de ectoplasma. Com Peixotinho no Rio de Janeiro também a assistência perdia entre 100 e 2000 gramas, peso que era transferido para os enfermos. Léon Denis, em “O Invisível”, é outro que atesta tal particularidade.

            O texto especial trouxe muitas outras curiosidades em torno do assunto como, por exemplo, o fato de que às vezes as materializações de objetos não se dissolvem, assumindo o caráter de definitivos, como os cabelos de Katie King. Citou a luminosidade como fator prejudicial à produção do fenômeno e o testemunho de Charles Richet que certa vez tomou o pulso, auscultou o coração e analisou a exalação com gás carbônico na respiração do espírito Bien Boa com a médium Marta Berand, em 1909.

            A última parte da matéria discorreu sobre as materializações do Cristo “ressuscitado” e de Moisés e Elias no Tabor. E da mãe de Cesare Lombroso que pretendia desmascarar uma suposta fraude e acabou por render-se às evidências dos fatos. Citou ainda as luvas de parafina e gesso, só possíveis de serem obtidas com a primeira ainda derretida, o que seria impossível para uma mão humana suportar.

            Notáveis também as materializações de animais como a do Pithecanthropus que não falava, mas tomava as mãos das pessoas e as lambia e a Ada águia de três metros de altura. Cães latindo, gatos, esquilos e raposas, todos concretamente palpáveis nas sessões do médium polonês Franek Kluski, acompanhado por Richet, Notzing e Geley.

            Na página 06 noticiamos a eleição de Chico Xavier como o “Mineiro do Século”, votação pela internet de iniciativa da Globo-MG. Chico teve 27,5% dos quase 2,6 milhões de votos, superando personalidades como Pelé, Santos Dumont, Herbert de Souza, Carlos Drumond de Andrade e Jucelino Kubitscheck e Guimarães Rosa.

            O lançamento do livro “Almas Sofredoras” da escritora Zélia Carneiro Baruffi no dia 24 de novembro de 2000 foi outra notícia da mesma página 06, bem como o texto “Cinema e Espiritismo”. Este fazia menção a uma seção do “Anuário Espírita” que até a edição de 1999 apresentava resenhados 87 títulos contendo temas espíritas em seus enredos.

            Do próprio acompanhamento do articulista alguns outros, recentes à época, muitos interessantes foram citados como “O homem que brincava com a morte”, “Ilusões Perigosas”, “Lembranças Mortais” e “Exorcizando o passado”.

            E nas páginas 11 e 12, outro texto de Wilson Czerski por título “As siamesas de Malta na Visão Espírita”. A cirurgia para separação ocorreu na Inglaterra e, como previsto, uma das gêmeas não sobreviveu, o que causou muita polêmica, caracterizando segundo alguns, a prática da eutanásia.

            Após algumas explicações médicas, seguiram-se hipóteses sobre as possíveis causas espirituais para a ocorrência, provavelmente envolvendo ódios profundos do passado, processos obsessivos e a necessidade dos reajustes reparadores através da expiação.

OBS. Respostas das três questões mencionadas no “Teste seus Conhecimentos”: 1ª) letra “a”; 2ª letra “d” e 3ª letra “b”.

 

 

 

 

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