ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Jornal Comunica Ação Espírita | 86ª edição | 07 de 2011.

FEP mantém silêncio sobre documento da ADE-PR

     Agora são cinco meses desde o encontro mantido entre a então presidente da ADE-PR, Zélia C. Baruffi, e seu vice, Wilson Czerski, e o 2° vice-presidente da Federação Espírita do Paraná, Daniel Dallagnol. E nenhuma resposta para o documento entregue na ocasião com uma lista de 14 itens.


     Causa estranheza tamanha demora quando considerado que tais itens são, em quase sua totalidade, de uma absoluta singeleza como se verá mais abaixo, sem exigir o envolvimento de grande número de pessoas ou exaustivas discussões. O dirigente da federativa deu garantias de que tão logo transcorresse a Conferência Estadual de Espiritismo, marcada para dali a 30 dias, o documento seria analisado.

     Mas não tem sido fácil dialogar, em caráter oficial, com a federativa. Esta reunião de 16 de fevereiro, por exemplo. Poucos meses após a atual DIREX assumir o primeiro mandato, durante reunião do Conselho Federativo Estadual, em maio de 2008, o então presidente da ADE, Wilson Czerski, sugeriu para que esta instituição, juntamente com outras Especializadas, como AME e Abrame, se interessadas, tivessem dia e horário específicos para tratar com a FEP de assuntos estritamente atinentes às suas áreas.


     A ideia central era copiar o exemplo do ocorre há alguns anos no CFN, após a saída oficial das Especializadas do órgão máximo da Federação Espírita Brasileira. Por iniciativa da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, as Entidades Especializadas e a FEB criaram um fórum próprio, em condições de igualdade.


     O presidente da FEP, Francisco Ferraz Batista, deu acolhida à ideia, comprometendo-se a convidar os representantes para uma primeira conversa, o que nunca ocorreu. Para a reunião de agosto de 2008, impossibilitado de comparecer à reunião, seu presidente enviou correspondência datada do dia 22 daquele mês, justificando a ausência e recordando a sugestão anterior. Nunca houve qualquer resposta.


     Em várias reuniões seguintes do CFE representantes da ADE tocaram no assunto, formal e informalmente, e sempre as respostas foram evasivas e protelatórias. Finalmente, após nova correspondência no início deste ano, foi oferecida uma data para se conversar. Mas o resultado, como explicado acima, até agora, foi nulo.


     Nos Estatutos da FEP consta a recomendação de prestar apoio às Especializadas. No passado fomos contemplados com ações que poderiam ser assim designadas, ainda que pontuais como, por exemplo, o uso das instalações do Teatro por duas vezes para os lançamentos da campanha de incentivo à leitura e assinatura dos periódicos espíritas – mas nenhum apoio à campanha em si – e do livro “A Eficiência na Comunicação Espírita”, nos anos de 2000 e 2001, no que somos muito reconhecidos.


     No momento atual, o apoio da FEP para com a ADE-PR resume-se aos convites às reuniões do CFE e às solenidades de abertura das Conferências Estaduais Espíritas. Nós queremos mais. Precisamos mais. Entendemos que para o ideal de união – não necessariamente de unificação – se materializar, é preciso haver mais que palavras de fraternidade.


     Mais entristecidos ficamos quando, independente da apreciação do referido documento, diante da situação da ADE-PR descrita aqui e por outros meios, não termos recebido um único telefonema de solidariedade em nome da FEP. Alguns dos nossos problemas poderiam ser facilmente solucionados com um pouco de boa vontade no atendimento de um ou dois itens da pauta de reivindicações.

 
     A impressão que fica – salvo erro de julgamento a que todos estamos sujeitos – é que não há nenhuma preocupação ou interesse em ajudar a ADE superar a crise. Talvez mesmo preferível que ela seguisse o caminho da extinção.

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