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Jornal Comunica Ação Espírita | 86ª edição | 07 de 2011.

Divulgar com eficiência

Por Alkíndar de Oliveira

Conseguindo eloquência na oratória

 
As técnicas retóricas são essenciais ao orador, colocando ordem nas frases e tornando sua fala agradável aos ouvidos. No entanto, por melhor que sejam, não são necessariamente persuasivas.  Alcançam, em termos de força de comunicação, não mais do que 20% do resultado final.  Muitos oradores acreditam que, se bem aplicadas, suas falas serão brilhantes e persuasivas. E aí está o grande engano.


A probabilidade de conseguir efetivos resultados aumenta consideravelmente se o fator fundamental da eloquência se fizer presente. Em termos de força de comunicação, ela atinge 80% e completa, com as técnicas retóricas, os 100%.

 O bom comunicador preocupa-se em utilizar as técnicas retóricas para conseguir atingir seus objetivos. No entanto, quantos as utilizam corretamente e não motivam o público a agir de acordo com os seus propósitos? Há pouca valia em utilizar-se das mais eficientes técnicas retóricas se a eloquência não se fizer presente. Uma boa comunicação, sem eloquência, nada mais é do que uma fala agradável de ouvir.


  De forma simples e direta, ser eloquente é conseguir resultados positivos através da comunicação. Exige disciplina, mudança de atitudes e persistência nessas novas atitudes. Se o orador cumprir com os procedimentos abaixo comentados e persistir nessas novas atitudes, fácil será ser eloquente, passarando a ser um novo e produtivo hábito.


 Como pré-requisito é preciso que o comunicador tenha desenvolvido habilidades na arte do uso de técnicas retóricas. Em síntese, elas têm por finalidade transformar a fala em comunicação, colocando ordem na exposição.

A ordem do esquema retórico é composta de três fases:


I - INTRODUÇÃO: fase em que o orador procura captar a atenção do público através de recursos adequados como, por exemplo, contar uma história relacionada com o tema;


II - ASSUNTO CENTRAL: o orador entra no tema propriamente dito, inserindo argumentações apropriadas;

III - CONCLUSÃO: o orador faz uma síntese do que foi dito e termina com uma frase forte e objetiva.
Como requisitos para ser eloquente, deve o orador utilizar-se dos seis procedimentos a seguir.


I- O orador precisa conhecer o tema mais do que o público. Falar com conhecimento de causa é não ser preciso “procurar” palavras; estas espontaneamente irão surgir.


II- O segundo fator é o que denomino de SOS: Sentir – Olhar – Sorrir. Falar com sentimento (nada de passar um relato frio, sem vida). Olhar nos olhos dos ouvintes e falar esboçando leve sorriso. O orador que se comunica visualmente com o ouvinte tem quatro principais vantagens de imediato: valoriza o público, tem condições de sentir a receptividade da fala, sua naturalidade fica evidente e as palavras vestem as ideias com grande facilidade. A pessoa que na comunicação utiliza desses três procedimentos passa ao interlocutor simpatia e confiança, qualidades imprescindíveis à boa comunicação.


Vale a pena insistir na importância da força do sentimento e da emoção. Digo, sem medo de errar, que falar com emoção é a regra básica da boa comunicação. Sentir o que está dizendo faz a mensagem ser transmitida por todos os poros do corpo. Colocando sentimento a fala será muito mais expressiva, uma vez que naturalmente a emoção faz aflorar a necessária gesticulação, além de melhorar o ritmo da voz, ingredientes que dão colorido à fala.


Os gestos expressivos, consequência do sentimento colocado pelo orador, impõem sua presença, estimulam o surgimento de frases fortes, cativam o público. Acompanha a boa gesticulação também a expressividade fisionômica que é uma das melhores maneiras de passar ao público sinceridade, convicção e emoção. O ritmo da voz - conjunto das alternâncias da intensidade e velocidade e a correta utilização das pausas -, outra consequência do sentimento, entretém e comove o ouvinte.


III- O terceiro fator é a construção e sequência de frases. O bom comunicador precisa criar algumas frases que bem reafirmem as partes de sua oratória, valorizem as argumentações e sejam estimuladoras. A boa construção das frases e sua adequada sequência propiciam o necessário diferencial qualitativo.

IV- O bom comunicador pode até ter curtas falas paralelas ao tema para deixar a comunicação mais leve e natural. Mas o que o público mais quer é a objetividade. O ouvinte ali está para ser bem informado. E a boa informação só ocorre se a objetividade se fizer presente.


V- O quinto fator é a concisão, falar o necessário e o suficiente. O contrário de ser conciso é ser prolixo, aquela pessoa que fala demais, que não sabe a hora de parar. O ouvinte quer concisão, pois ela ajuda na retenção do que está sendo passado. O orador conciso que fala apenas o necessário não cansa o público, portanto, colhe com maior facilidade os frutos da boa retórica.

VI- Empatia é o sexto e último fator, qualidade das qualidades. Se a sequência desses fatores determinasse a importância de cada um deles, a empatia figuraria em primeiro lugar. Empatia é a capacidade que todo comunicador tem (ou deve desenvolver) de colocar-se no lugar do ouvinte. Não se fala para paredes ou cadeiras, mas para seres pensantes, divagadores por natureza. Se o ouvinte não se interessar pelo assunto passa-se a falar para paredes ou cadeiras. Ser empático significa ter a preocupação de, ao transmitir a mensagem, colocar-se no lugar do outro, saber como e o quê o outro gostaria de ouvir.

 
ADENDO: Faça seu próprio teste: Sou um orador eloquente?


1) Começo a apresentação com frase, história ou pergunta que capte a atenção do ouvinte no início de minha fala, despertando-lhe o interesse em me ouvir?
(   ) SIM                    (   ) NÃO
 
2) Termino a apresentação com frase, história ou pergunta que estimule o ouvinte a ir entusiasticamente ao encontro do propósito da minha fala?
(   ) SIM                    (   ) NÃO
 
3) Preparo-me adequadamente para dominar e conhecer o tema?
(   ) SIM                    (   ) NÃO
 
4) Coloco sentimento na fala para que a expressividade (voz, gestos, postura) possa aparecer?
(   )  SIM                   (   ) NÃO

 5) Procuro comunicar-me visualmente de forma simpática com o público?
(   )  SIM                   (   ) NÃO
6) Mesmo em assuntos sérios, mantenho a expressão facial sorridente?
(   )  SIM                   (   ) NÃO
 
7) Saio do lugar comum, construindo boas frases e colocando-as na sequência ideal?
 (   )  SIM                  (   ) NÃO
 
8) Falo de maneira objetiva fazendo com que, ao final da apresentação, o público não tenha dúvida sobre qual foi o tema básico desenvolvido?
 (   )  SIM                  (   ) NÃO
 
9)  Sou conciso, isto é, evito a prolixidade (o falar além do necessário)?
 (   )  SIM                  (   )  NÃO
 
10) Utilizo-me da empatia, colocando-me no lugar do público?
 (   )  SIM                  (   ) NÃO
 
 Se todas as respostas forem “SIM”, parabéns! Você é um orador eloquente.

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