ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 91ª edição | 05 de 2012.

Autorretrato

A desencarnação de Chico Xavier, principal destaque

da edição de julho de 2002; elaboração de reportagens 

e uma análise imparcial da literatura espírita 

 

O título “A lâmpada se apaga” destacou a matéria de capa da edição n° 32 do “ADE-PR INFORMATIVO” que noticiava a desencarnação do médium Francisco Cândido Xavier, ocorrido a 30 de junho de 2002. A expressão de referência à lâmpada fora retirada do comentário de Allan Kardec à questão 154 de O Livro dos Espíritos, para explicar que na morte natural, consequência do esgotamento dos órgãos, em função da idade avançada, o espírito abandona o corpo sem perceber, por falta da energia vital que o alimentava.

A lâmpada iluminara milhões de pessoas – dizia o texto – através da palavra oral e escrita, mas principalmente pelos atos de amor e bondade. “O tempo e talvez uma tardia boa vontade dos homens se encarregarão de ajuizar mérito sobre as múltiplas facetas do missionário por excelência e a grande obra deixada”, vaticinava. Falava das centenas de títulos publicados com 30 milhões de exemplares vendidos e o livro maior, o de sua própria vida.

Algumas das virtudes que assinalaram a trajetória terrena de Chico foram enumeradas: caridade, humildade, capacidade de perdoar. O tempo “talvez um dia confira o seu verdadeiro quilate, reconhecendo-lhe a importância como homem de escol, cristão genuíno e fidelíssimo mensageiro das Inteligências Espirituais”.

No Editorial assinado pelo então presidente da ADE-PR, Y. Shimizu, teve lugar o terceiro texto concernente à literatura espírita. Dividira os leitores de obras espíritas em quatro grupos: iniciantes, militantes, investigadores e os buscadores de lazer.

Ao primeiro grupo indicava as Obras Básicas, roteiros de estudos sistematizados, livros-textos, manuais de cursos e livros para essa camada. Ao segundo recomendava “todo o acervo de livros escritos por expoentes do movimento e por autores desencarnados”. Para a minoria dos que se dedicam à pesquisa científica ou ao aspecto filosófico, historiadores e autores de teses acadêmicas, a bibliografia deveria incluir relatos de experiências da ciência, paraciência, espiritualistas, cotejadas com as obras espíritas. Finalmente, para proporcionar lazer e lenitivo os romances, contos, crônicas, poemas e biografias, mensagens de consolo e autoajuda.

Alertava para a multiplicação desordenada dos empreendimentos editoriais com descuido da qualidade doutrinária e linguística. Redações prolixas com frases gongóricas e adjetivação exagerada, escassa coesão e consistência, erros gramaticais elementares, informações incorretas e teorias de outras correntes filosóficas ou religiosas.

Em “Subsídios para a melhoria da imprensa espírita”, no primeiro tópico sobre Reportagem, explicou-se que toda reportagem é notícia, mas nem toda notícia é reportagem. Ao evoluir, a notícia muda de caráter, mas não de natureza.

As características apresentadas para a reportagem foram; objetividade, oportunidade, interesse coletivo, feição jornalística apropriada. A notícia apresenta uma só versão; a reportagem, várias. Esta é, “por excelência, o exercício da vertente interpretativa do jornalismo”. E entre as qualidades do repórter estão a persistência, a curiosidade, a tenacidade, interesse pelo que faz, memória visual e auditiva, compreensão do contexto.

Nas páginas centrais, Wilson Czerski concluiu naquela edição, a matéria especial “Livro Espírita: a qualidade e o direito de escolha”. Citou o escritor e articulista Eliseu Mota Júnior: “... o pensamento progressista e livre-pensador está predominando na maioria dos editores e divulgadores, deixando para o leitor, no uso o seu livre-arbítrio, escolher o livro que pretende ler... sem, perder o bom senso e sem risco aos princípios básicos...”

Juvanir Borges, ex-presidente da FEB, durante o 1° Congresso Espírita de Goiás, assim se expressou: “Allan Kardec não é prisão... podemos ler, mas não significa aceitar tudo o que dizem... proibir não devemos... incidir no velho erro da Igreja Romana”.

Wilson acrescenta: “Ou aderimos ao arejamento de ideias... ou, em se desejando continuar com posturas intransigentes em relação às obras de cunho científico, de elocubrações filosóficas ou a novos autores, façamos uma revisão completa de tudo o que divulgamos há muitas décadas (grifo no original). E depois enumera diversas citações de autores e obras consagradas no meio espírita que contêm contradições entre si. Quem estará certo, pergunta.

Primeiro exemplo: Allan Kardec , p. 160 de Obras Póstumas sobre a inconsciência do espírito no momento que nasce e desencarna, confrontado com Hermínio de Miranda, p. 61 de Nossos filhos são espíritos, onde 84 % de pessoas em regressão ou em EQMs possuíam lembranças. Segundo: o mesmo Hermínio recomenda de quatro a oito componentes nos grupos de desobsessão; já Léon Denis fala em 10 e André Luiz em 14.

Léon Denis, (No Invisível, p. 115, 12ª ed. FEB, 1987) instrui os grupos mediúnicos a formar círculos com alternância de sexos e o médium no centro. Há divergência entre as obras de André Luiz sobre as Colônias Espirituais e O Livro dos Espíritos (questão 1011 – “nenhum lugar circunscrito...”). A questão controvertida das ‘almas-gêmeas’, a ausência do corpo mental em Kardec, as divergências sobre a xenoglossia, são outros exemplos. Herculano Pires considerava válida a realização de sessões mediúnicas na própria casa.

A matéria trouxe, ainda, pelo menos mais uma dezena de casos em que obras respeitáveis trazem ideias, conceitos, afirmações ou teorias conflitantes entre si. Entre seus autores estão Ernesto Bozzano, Marlene Nobre citando Chico Xavier, Jorge Andréa do Santos, André Luiz (diversas vezes e diversas obras). 

O autor do texto não deixa de reconhecer a existência de livros fracos, repetitivos, com ligeiros desvios ou comprometimentos graves e carências literárias. Somente recomenda bom senso e tolerância, sem extremismos de conotações inquisitoriais.

Do “Teste seus Conhecimentos”, da página 06, separamos três questões para rememorar. 

1) Cientista que constatou através da emissão de gás carbônico o processo respiratório das materializações de espíritos:

a) Cel. De Rochas   b) William Crookes   c) Zöelner   d) Gabriel Dellane

 

2) Escritor francês convertido em 1853 ao Espiritismo após comunicar-se com a filha desencarnada:

a) Victor Hugo   b) Arthur Conan Doyle    c) Dostoievski    d) Honoré Balzac

 

3) Prática que pode ser considerada como uma forma de exercício da mediunidade:

a) cartomancia   b) horóscopo   c) oráculos   d) hipnotismo

Respostas na pág. ??

Referências

Na seção “Cantinho Científico”, tratou-se do transe mediúnico e sua performance cerebral. Impossível resumir aqui as informações, mas lembramos que o estudo foi baseado no livro “Além do Inconsciente”, de Jaime Cerviño.

E na página 08 foi apresentada uma matéria que forneceu todos os principais detalhes de um fórum sobre Política de Comunicação Social Espírita, realizado pela ADE-SC, na capital catarinense, no dia 30 de maio daquele ano de 2002.

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