ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 97ª edição | 05 de 2013.

Autorretrato

ADE-PR fez chegar 1100 livros espíritas às 

bibliotecas de escolas de Curitiba; dois romances

de Zélia C. Baruffi e os incríveis fenômenos de

transportes de objetos, animais, plantas e até seres

humanos através de paredes.

 

A capa da edição n° 38 deste periódico, ainda com a denominação ADE-PR Informativo, publicada no bimestre julho-agosto de 2003, trazia como grande destaque a notícia da entrega de 1092 livros espíritas novos às bibliotecas das escolas do ensino fundamental, médio e faculdades e universidades da capital do Estado do Paraná.

Cumpria-se, assim, a meta 2.13.b do macro-objetivo “Divulgar o Espiritismo com qualidade” constante no Planejamento Estratégico da ADE-PR para o período 1999/2004. Deste total 751 exemplares haviam sido entregues diretamente na Secretaria Estadual de Educação, conforme registro fotográfico do dia 15 de junho daquele ano.

Mais detalhes da realização constaram da página 04 como veremos logo mais. De qualquer forma, previa-se uma grande dificuldade para se cumprir as outras duas fases da campanha, nas quais se previa a ampliação da distribuição para todas as escolas da Região Metropolitana e depois, enfim, ao menos das Obras Básicas para as instituições de ensino superior de todo o Estado.

Meses depois a campanha alcançou, de fato, a terceira etapa, sem poder, contudo, atender a intermediária. De qualquer forma a sugestão que a organizadora da campanha deixava é que cada comunidade espírita assumisse a responsabilidade de entregar alguns livros espíritas às bibliotecas escolares de suas respectivas cidades, constituindo uma rede de divulgação por este meio. E encerrava com a adaptação da frase de Monteiro Lobato: “Distribuamos livros, muitos livros, livros a mancheias”.

O Editorial daquela edição, sem poder se omitir diante de uma situação lamentável que ocorria no Movimento Espírita, comentou em tom moderado a respeito das formas como estavam sendo conduzidas duas federativas estaduais. Numa o problema referia-se aos bastidores da administração com “discussões apaixonadas, relatos apócrifos na internet, articulações obscuras na disputa pelo poder, censura jornalística, mentiras, acusações, pressões psicológicas a funcionários e colaboradores, processos judiciais”.

Na outra testemunhava-se “Inacreditáveis maquinações urdidas para perpetuação do então, presidente, o qual lá estava há mais de uma década” e que “na hora das eleições, faz-se ele próprio suposto porta-voz de entidades espirituais para coagir o colegiado a reelegê-lo para novas e seguidas gestões”.

Também foram lembrados casos na área da divulgação. “A pretexto – dizia o texto – de demonstrar sua aversão à hipocrisia que, com razão, afirma grassar em nosso meio, com posturas de falsa humildade e discursos de tribuna em oposição ao comportamento diário, adota propositadamente atitudes que resvalam ao extremo oposto... sinceridade excessiva... agressividade verborrágica, não economizando provocações grosseiras recheadas de termos chulos...”

O Editorial, após várias considerações, arrematava: “Não nos esqueçamos do dia em que teremos que prestar contas pelo uso do precioso “talento” recebido na forma de revelação dos Espíritos Superiores e do gênio do Codificador. Que não seja tarde demais para ninguém”.

Na página 04 detalhava-se a ação da ADE-PR em relação à distribuição de livros espíritas para as escolas. A campanha havia atendido as 165 bibliotecas das escolas estaduais de Curitiba, 35 Faróis do Saber de escolas municipais e 13 Bibliotecas Comunitárias através da Fundação Cultural de Curitiba, além de 17 instituições de ensino superior, incluindo a Universidade Federal do Paraná e a PUC-PR. Ao todo foram entregues 488 Obras Básicas (OLE, OLM, ESE) e 603 outras.

Na página 06 foram resenhados dois romances do espírito Celmo Robel e psicografados pela escritora paranaense Zélia Carneiro Baruffi: “Sob o Céu de Bagdá” e “Amarga Trajetória”, editados ambos em 2002 pela Editora EME, de Capivari-SP. 

Na página seguinte, na seção “Cantinho Científico”, comentou-se sobre os fenômenos de transportes de objetos e até pessoas por forças não físicas. Um exemplo seria uma planta recém colhida ser removida para uma sala hermeticamente fechada. Tais “incidentes” podem ocorrer tanto durante o dia como à noite.

O astrônomo e físico Friedrich Zölnner (1834-1882) aventou a hipótese de uma quarta dimensão para explicar o fenômeno, teoria combatida pelo italiano Ernesto Bozzano (1862-1943) em seu livro “Fenômenos de Transportes”. Para Bozzano o que ocorre é a desmaterialização do objeto e sua reconstituição após o aporte para o novo ambiente. O objeto a ser transportado seria reduzido em um fluido sutil, embora mantendo a sua forma original, graças à existência de um duplo. Uma vez completado o aporte fluídico o objeto retomaria a sua densidade usual.

A favor de sua teoria, obteve-se registros fotográficos nos quais se pôde captar o exato momento em que um objeto estava rematerializando-se no ambiente interno. A película acusou uma sombra esbranquiçada com contornos perfeitamente reconhecíveis do objeto em questão.

Os brasileiros Hernani Guimarães Andrade e Carlos Tinoco também encampam a ideia do denominado Modelo Organizador Biológico que equivale ao conceito de perispírito de Allan Kardec ou de psicossoma do autor espiritual André Luiz. Mas não só os seres humanos possuiriam esse duplo ou matriz energética ou fluídica do corpo físico, mas também os animais, vegetais e objetos inanimados teriam essa cópia astral. A questão para os estudiosos acima mencionados, como para Zölnner, estaria na possibilidade o universo possuir várias dimensões, dentro de algumas das quais os espíritos e demais seres se moveriam.

Para outros estudiosos o mais fácil de aceitar é a transposição da matéria baseando-se no conhecimento de que a matéria só é densa aparentemente, havendo, em realidade, uma distância proporcionalmente enorme entre os componentes atômicos.

O fenômeno é intrigante, especialmente em exemplos comprovados como os que se seguem: flores com gotas de orvalho, pequenos animais como insetos ou minhocas acompanhando plantas com terra fresca, grandes cubos de gelo ou pedras e metais escaldantes e até um bebê de nove meses que atravessou uma parede.

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