ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 101ª edição | 01 de 2014.

Autorretrato

          Abril, mês de importantes datas para a literatura espí-

          rita e que em 2004 tinha uma biografia de Chico Xavi-

          er como best-seller; uma polêmica alimentada pela Glo-

          bo e a carta da Abrade; tipos de entrevistas;a instituição

          do Dia Internacional da Imprensa Espírita e as mediu-

          nidades de audição, inspiração e profecia.

 

  No bimestre março-abril de 2004 circulou a edição de n° 42 do “ADE-PR Informativo” cujo resumo reproduzimos abaixo. Além das chamadas das demais matérias, a primeira página trouxe em destaque o texto “Período agitado na literatura espírita”. Relembrava que o mês de abril possui várias datas relacionadas ao assunto, a começar pelo dia 18 que marca o lançamento da obra básica da Doutrina Espírita, ou seja, O Livro dos Espíritos. No dia 29 foi publicada aquela que é considerada por muitos como a segunda obra mais importante da Codificação, O Evangelho Segundo o Espiritismo e que, como sabemos, agora em 2014 completará 150 anos de publicação. Sempre relevante mencionar o dia 23 dedicado ao Dia Internacional do Livro. 

  Naquele ano de 2004 uma biografia sobre o médium Francisco Cândido Xavier tornara-se best seller, figurando, então, já durante 33 semanas – duas delas em primeiro lugar – na lista dos mais vendidos da revista Veja, na categoria ficção, classificação, obviamente,  inapropriada para uma biografia. A matéria destacava a curiosidade de que As vidas de Chico Xavier fora lançada em 1994 e só alcançara o sucesso de vendas após a desencarnação do biografado em junho de 2002.

  O Editorial, sob título “A carta polêmica, a Globo e a Abrade” tratou de uma reportagem do programa Fantástico do dia 29 de fevereiro de 2004 na qual foi trazida à tona uma polêmica envolvendo os dois maiores médiuns brasileiros. A repercussão, dizia o texto do Editorial, parecia ter sido maior dentro do Movimento Espírita do que fora dele: “As reações oscilaram entre o silêncio omisso e a indignação exacerbada... Numa atitude claramente passional, muitos espíritas exasperam-se contra jornais, revistas e emissoras de televisão por cometerem elas o imperdoável pecado de não crer em tudo o que acreditamos nem de conhecer em profundidade aquilo que supomos conhecer...”.

  “Tais espíritas empolgados e perigosos - seguia o texto -, se dependesse de suas vontades, lacrariam as redações dos jornais e os estúdios de Tv, proibindo-os de cumprir seu papel que é o de informar. Acusam de parciais, sensacionalistas, de manipulação e de estarem a soldo deste ou daquele segmento interessado em denegrir o Espiritismo... Se ainda há má vontade, equívocos ou deturpações, devem ser combatidos e esclarecidos...”.

  Na sequência, o Editorial lembrava do papel reservado à Abrade, associação especializada na divulgação do Espiritismo, que, em uma medida de equilíbrio, serenidade e bom senso, enviara à Rede Globo uma carta cujo teor vinha reproduzido na íntegra à página 4 daquela edição. Na ocasião lembrava que recentemente a Abrade, da mesma forma que agora protestava, também já se manifestara para elogiar como o fizera em relação a uma matéria recente da época da revista Superinteressante.

  Na página 3, na seção “Subsídios para melhoria da imprensa espírita”, do terceiro tópico sobre “A Entrevista”, pinçamos algumas definições, como, por exemplo, a de Luiz Beltrão: Entrevista é a técnica de obtenção de matéria de interesse jornalístico por meio de perguntas a outrem. W.G. Bleyer afirma que mediante a reprodução das palavras do entrevistado, a matéria ganha vida. Parece que o entrevistado está falando a cada leitor individualmente. E: fatos, explanações e opiniões em palavras próprias por quem fala com autoridade têm muito mais peso do que as asserções de um escritor desconhecido.

  A entrevista mais fácil de ser obtida é a informativa. Já a opinativa é aquela em que uma pessoa considerada autoridade no assunto apresenta além de fatos objetivos, juízos, opiniões e pontos de vista. Nas entrevistas ilustrativas, menos formais, o jornalista pode ‘jogar com a personalidade do entrevistado, com a história de sua vida ou de momento de sua carreira, traçando um retrato psicológico com a descoberta de qualidades e dons’.

  Em “Notícias da Abrade”, à página 4, publicou-se a mencionada carta dirigida à Rede Globo, datada de 04 de março de 2004 e assinada pelo presidente da instituição, Gezsler Carlos West, em que esclarece sobre a mediunidade em geral, ratifica a respeitabilidade conquistada por Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco e propõe “pelo restabelecimento da verdade, com a necessária aparição dos autores do fato presente”, uma vez que o médium mineiro já desencarnara e não podia mais se manifestar.

  Ainda naquele espaço constava a proposta da Abrade para a instituição do Dia Internacional da Imprensa Espírita a ser comemorada a 1° de janeiro lembrando o lançamento da Revue Spirit por Allan Kardec, no ano de 1858. A motivação decorria das comemorações do bicentenário de nascimento do Codificador da Doutrina Espírita ocorrido naquele ano e o encaminhamento da proposta foi feito à Comissão Organizadora do 4° Congresso Espírita Internacional, realizado em Paris (??), ao fim do qual foi aprovada.

  A matéria lembrava que em âmbito nacional já existia o Dia da Imprensa Espírita comemorado a 26 de julho, data de nascimento de Luis Olímpio Teles de Menezes, fundador do primeiro jornal espírita no país, Eco de Além-túmulo, no ano de 1865, na Bahia.

  No “Cantinho Científico” foram abordados dois temas: mediunidade de audição e médiuns inspirados, de pressentimentos e proféticos. Um surdo pode ser médium audiente, mas não clariaudiente. A diferença sutil está em que esta última faculdade está associada a uma maior sensibilidade do sentido físico enquanto a outra é uma percepção eminentemente espiritual. É a falta de um melhor termo que faz com que se use ‘audição’ para a capacidade de ouvir vozes de espíritos ou ruídos produzidos por eles, pois quem capta as vibrações é o perispírito.

  A audição pode se confundir com a intuição, voz percebida no interior do cérebro na forma de pensamentos, distintos dos do próprio indivíduo, mas vez por outra também classificados como telepatia. Em outras ocasiões, o som procede claramente do exterior como se fosse de um encarnado.

  A inspiração é uma variação da intuição, comunicação mental, consciente ou não, entre dois espíritos, sendo um encarnado. A intuição insere-se num contexto de atualidade e manifesta-se com informações que estão além dos limites intelectuais do médium. A inspiração apresenta-se mais vasta no tempo e costuma vir em auxílio às capacidades intelectuais já existentes do médium. Os pressentimentos podem representar uma dedução elaborada por ser pensante acerca do futuro ou realmente uma comunicação espiritual, além de sua aplicação pessoal, e a profecia é excepcional e direcionada à coletividade.

  Na página 6, além do texto “Alteridade na seara espírita”, de Marcelo Henrique Pereira, então Diretor de Metodologias de Comunicação da Abrade, a nota de desencarnação do escritor Alceu Costa Filho, em 15 de fevereiro daquele ano. Foi autor, entre outros, dos livros O Diário de Sofia, Na poeira dos séculos, Razões para um dia feliz, À sombra da luz, Os valores do tempo e Do amor nasce o perdão.

  E fechando a edição uma resenha de Y. Shimizu a respeito do livro “A transição está pedindo mudanças” das escritoras Saara Nousiainen e Simone Ivo Sousa, de Forlateza.

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