ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 106ª edição | 11 de 2014.

A exploração do cosmo exterior e interior

Há 45 anos o homem pisou na Lua. A Voyager I viajou 36 anos e saiu do sistema solar. O robô Curiosity está em plena atividade em Marte e também para lá está programada uma viagem tripulada em 2022. Agora o robô Philae conseguiu a façanha de pousar no cometa 67P, “uma mosca numa bala disparada por uma arma”, segundo os cientistas, ou um dardo de 16 cm lançado a 275 Km/hora após dar 810 voltas na Terra e acertar um alvo com diâmetro de um terço da ponte Rio-Niterói, também se  movimentando a 675 Km horários, em outra comparação.

Quase 11 anos de viagem da sonda Rosetta, 6,5 bilhões de quilômetros percorridos e o objetivo principal de descobrir pistas sobre a origem da vida e de água na Terra.

Essa é apenas mais uma proeza proporcionada pelo quase inimaginável desenvolvimento intelectual e tecnológico da Humanidade. Na edição passada mencionamos o otimismo em torno da previsão de se descobrir vida em outros planetas nas próximas duas décadas. A exploração do espaço sideral pela coletividade humana vai bem, obrigado! E o do mundo interior dos indivíduos?

Pelo visto como as pessoas se comportam e conduzem suas vidas, parece uma questão ainda bem distante de solução satisfatória. “É tão difícil observar-se a si mesmo quanto olhar para trás sem se voltar.”, afirmou o filósofo norte-americano Henry Thoreau. 

Falta-nos desejo, coragem, força de vontade de enfrentar a nossa realidade íntima, nossas verdades, defeitos e fraquezas. Muitos duvidam até do que são, espíritos imortais. E a maioria fala de si mesmo na terceira pessoa: quando eu morrer, a minha alma...

O maior desastre que um ser humano pode cometer é o que aponta outro filósofo, o suíço Henry Amiel: “A nossa maior ilusão é acreditar que somos o que pensamos ser”. Vivemos disso, autoenganados pelo orgulho besta, pela vaidade exacerbada e fincada unicamente na casca apodrecível do corpo, espiritualmente cegos, incapazes de enxergar o que de fato somos, as finalidades dos estágios no planeta Terra e menos ainda sobre a viagem pela eternidade que temos à frente.

Quando iremos nos dispor a fazer essa viagem para dentro de nós mesmos para encontrar no rastro luminoso do cometa primitivo a identidade da criatura divina que necessita se despojar da poeira cósmica dos instintos para se transformar na estrela a pulsar amor e justiça no espaço infinito? Como dizia o cantor Zé Rodrix, “eu sei que esse dia chegará, mas quando será?”

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