ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 108ª edição | 03 de 2015.

Traços Biográficos

  • Túmulo de Gabriel Dellane no Cemitério Túmulo de Gabriel Dellane no Cemitério

 François-Marie Gabriel Dellanne nasceu em 23/03/1857 – um mês antes do lançamento de O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec, e não deve ser confundido com o pai, Alexandre, que estava na casa do Codificador na hora em este desencarnou e discursou à beira de seu túmulo no Cemitério de Montmartre. Gabriel desencarnou em 15/02/1927.
 Renomado intelectual e pesquisador espírita, fundou a União Espírita Francesa em 1882. Conferencista, divulgou o Espiritismo por toda a Europa e participou com Léon Denis do I Congresso Espírita Internacional de 1890, realizado em Paris. Em 1896 fundou a Revista Científica e Moral de Espiritismo, que por muitos anos levou a público artigos científicos e filosóficos sobre a temática espírita.
 Escreveu os seguintes livros: “O Espiritismo perante a ciência” (1885), “O Fenômeno Espírita” (1893), “A Evolução Anímica” (1895), “A Alma é Imortal” (1897) e “A Reencarnação”, publicada após a sua morte, em 1927. Outros títulos parece não terem sido traduzidos para o português.
 A Revue Spirit, de outubro de1865 descreve a iniciação de Delane por seus pais, uma vez que sua mãe era médium e era capaz de escrever com as duas mãos simultaneamente em línguas desconhecidas e o pai era amigo de Kardec.
 Certa vez, ele com oito anos, uma prima de cinco e dois meninos, um de sete e outro de quatro estavam em casa da vizinha de pessoa amiga da família. Gabriel contou à senhora sobre as experiências de seu pai com as mesas girantes.
 Diante da dúvida, resolve ele próprio realizar o fenômeno. Após uma evocação muito séria, logo a mesinha ergueu-se e bateu com força. Instigada pelo menino a senhora indaga quem ali estava e a mesa soletra “teu pai”. Ela pergunta sobre a conveniência de enviar ou não certa carta e o espírito responde afirmativamente. Como prova final, a mulher pergunta há quantos anos ele estava morto e a mesa bateu oito pancadas, o que estava correto. Por fim, a mesa soletra o nome do manifestante a cidade onde havia terminado a vida.
 Passamos agora a mencionar fragmentos de estudos próprios ou divulgados por Gabriel Delanne. Em 1905, em companhia de Charles Richet, assistiu às famosas sessões de materializações na Vila Carmen, na Argélia. Em 1° de setembro daquele ano, com o apoio das médiuns Martha e Alicha, foi possível provar a respiração do espírito materializado de Bien Boa. Para tanto usaram barita. Bien soprou no frasco à vista de todos, o líquido borbulhou e saiu uma nuvem branca, ou seja gás carbônico.
 No livro “A Reencanação”, Delanne afirma que muitas vezes, no sonambulismo e durante algumas enfermidades, o paciente repete frases inteiras lidas ou ouvidas em algum tempo e lugar, mas uma palestra sustentada em língua desusada e em plena consciência só pode ser explicada pela mediunidade.
 Na mesma obra ele reproduz uma declaração de Léon Denis. Segundo este, um espírito anunciou a sua próxima reencarnação e que teria um sinal para reconhecimento: uma cicatriz de dois centímetros, no lado direito da cabeça, o que, após o nascimento, se confirmou. Em outro caso, uma jovem era reencarnação da própria irmã e parecia uma cópia fiel da primeira. Era canhota, cultivava os mesmos hábitos e possuía recordações de lugares e experiências da vida anterior.
 Delanne também narra as experiências de Dusart e Broquet com Celina, uma criança de três anos e meio que escrevia automaticamente mensagens claras e definidas; transformava a fisionomia, tudo em movimentos rápidos e nervosos.
 Em “O Fenômeno Espírita”, ele escreve sobre outra experiência em que uma música foi transmitida pela tiptologia, isto é, através de pancadas. Após as notas com certo número de pancadas para cada uma, ditadas as cifras, a divisão dos compassos e quantidade das notas de cada um deles. Depois Bureau executava a melodia num órgão. A mesa indicava os movimentos, batendo o compasso, retificando erros. Terminada a audição a inteligência se manifestava com satisfação com várias pancadas no chão ou erguia a mesa e a deixava cair se não estivesse satisfeita.
 Ainda desta obra, pinçamos o seguinte: o Sr. Boston viu, ao meio-dia, uma irmã sua falecida há nove anos. Além de detalhes do vestuário, etc viu arranhado no rosto. Ao contar à mãe, esta desmaiou porque fora ela que acidentalmente fizera tal arranhão e escondera com pó.
 De “O Fenômeno Espírita” tiramos que o juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos John Worth Edmonds constatou os fenômenos espíritas em Hydesville e depois através de experiências próprias. Delanne refere-se também às experiências que levaram à conversão de Robert Hare, professor da Universidade da Pensilvânia, em relato deste em livro de 1856.
 Gabriel Delanne, na obra “A Reencarnação”, registrou que havia verificado os fenômenos de telepatia, clarividência e ideoplastia nos animais, bem como atestou a possibilidade da telepatia entre os animais domésticos e os humanos. Segundo suas observações, os animais possuem uma forma fluídica que lhes permite se desdobrar; que essa forma sobrevive e pode ser vista por clarividentes; que podem ocorrer materializações desse perispírito nas sessões apropriadas.
 Ele narra o caso, com base nos estudos do Dr. Duchâtel, do cão Rolf, de três anos, escocês, 60 centímetros e que foi capaz de resolver a conta 10 + 3 e 6 – 2 através de pancadas na perna da dona. Por meio de alfabeto convencionado perguntou: Quem é este senhor? Também antecipou-se a uma criança e respondeu 2X2 e 5+5. O próprio cão é que teria tomado a iniciativa de usar as pancadas. Definiu ‘outono’ como ‘O tempo em que há maçãs’ porque era nesta estação que lhe davam maçãs assadas. Em outra ocasião respondeu o que mais gostava era ‘Comer salmão de fumeiro’.
 Sobre o perispírito, entre muitas outras afirmações sobre o assunto, em “O Espiritismo perante a ciência”, afirmou que ele não é homogêneo, mas possui partes quase materiais e outras quase imateriais.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2019 / Desenvolvido por Leandro Corso