ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 108ª edição | 03 de 2015.

Obsessão e doenças mentais

 Se alguns sintomas das chamadas doenças mentais fossem melhor estudados, encontraríamos alguns deles compatíveis com os provocados por maus espíritos que vão desde atitudes excêntricas, agressividade e os obsessivos-compulsivos.
 O Espiritismo não é ingênuo ao ponto de ignorar a existência de patologias oriundas do sistema nervoso, no cérebro, causadas por malformações, lesões por acidentes, AVC. Mas quando há descompassos dos neurotransmissores (serotonina, dopamina, endorfina), entendemos que as causas espirituais estão muito presentes porque isso já é consequência do desequilíbrio da alma e seu perispírito, ou causado por um descompasso energético exógeno, isto é, por mentes desencarnadas.
 Muitos agentes da violência, homicidas, por exemplo, atribuem seus crimes à influência de vozes exteriores personificadas como de Satanás. Vejamos o seguinte caso: no dia 02/02/14 um cineasta brasileiro de reconhecimento público foi assassinado pelo filho. Tempos depois este foi diagnosticado como esquizofrênico paranoide e não duvidamos do diagnóstico.
 O que queremos ponderar é a possibilidade deste, como tantos outros atos desta natureza, terem sido praticados sob influência perniciosa de espíritos maldosos ou vingadores. Essa doença apresenta vários sintomas onde se destacam as alucinações e “ouvir vozes” parece ser um das mais comuns. Este rapaz não era exceção, além de se sentir perseguido.
 Disse que ouvia essas vozes ordenando o suicídio, ficando-lhe a certeza de ser a encarnação do demônio e que essa condição provocava inveja e rancor “das vozes”. Relatou que no dia do evento acordou em ‘pânico’ e decidido a cometer o suicídio e, estando com a cabeça raspada, viu desenhado nela várias vezes o número 666, símbolo da besta, o que reforçou sua convicção sobre a presença da entidade maligna. Após ferir a mãe e sucumbir o pai, viu fracassar a tentativa do suicídio e sentiu-se traído pelas vozes com quem mantinha “uma intensa comunicação mental”.
 Chamamos a atenção sobre o fato de que na esquizofrenia constata-se a presença do neurotransmissor dopamina em quantidade inferior ao normal no lobo frontal e superior ao normal no lobo temporal, razão dos delírios e alucinações.  Há também um forte componente genético.
 O psicólogo espírita Geremias Rodrigues Villela, em artigo da Revista Internacional de Espiritismo, de outubro de 2007, afirma que todos os sintomas das doenças mentais resultam do bloqueio da energia mental que favorece a relação da mente com as experiências traumáticas anteriores da infância e/ou vidas passadas. Os distúrbios não são causas das doenças, mas efeitos de causas psicológicas, núcleos de conteúdos conflitivos personímicos.
 O espírito André Luiz estabelece relação entre a esquizofrenia, as psicoses, as obsessões cumpulsivas e a glândula pineal e sua produção de melatonina. No livro No mundo Maior descreve a esquizofrenia de Fabrício por conta de um crime praticado na vida atual, embora o mais comum é ter origem em vidas passadas.
 Resumindo: não queremos generalizar, mas é quase certo que por detrás de doenças mentais graves como a esquizofrenia, as psicoses, e os transtornos obsessivos-compulsivos, a chave esteja nas profundezas da própria alma do indivíduo como reflexo de graves comprometimentos morais em vidas anteriores ou provocados por espíritos desencarnados vingadores e cruéis.

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