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Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 108ª edição | 03 de 2015.

Carta aberta aos espíritas

 No capítulo da “Emancipação da Alma” constante de “O Livro dos Espíritos”, na questão 455, o Sr. Allan Kardec estuda os fenômenos do sonambulismo, do êxtase e da dupla vista. Em relação ao sonambulismo afirma que pode ser espontâneo ou provocado magneticamente.
     Um dos fenômenos característicos da alma emancipada através do sonambulismo é o da clarividência independente dos órgãos ordinários da vista. Diz ainda o codificador: “De uma causa única se originam a clarividência do sonâmbulo magnético e a do sonâmbulo natural. É um atributo da alma, uma faculdade inerente a todas as partes do ser incorpóreo que existe em nós e cujos limites não são outros senão os assinados à própria alma. O sonâmbulo vê em todos os lugares onde sua alma possa transportar-se, qualquer que seja a longitude. No caso de visão à distância, o sonâmbulo não vê as coisas de onde está o seu corpo, como por meio de um telescópio. Vê-as presentes, como se se achasse no lugar onde elas existem, porque sua alma, em realidade, lá está.”
        Em outro ponto dessas elucidações, ainda na mesma questão 455, o Codificador afirma: “A emancipação da alma se verifica às vezes no estado de vigília (grifos nossos) e produz o fenômeno conhecido pelo nome de segunda vista ou dupla vista, que é a faculdade graças à qual quem a possui vê, ouve e sente (grifos nossos) além dos sentidos humanos.”
        Entendemos daí que o sonambulismo, o êxtase e a dupla vista são fenômenos anímicos e por isso mesmo não constaram de “O Livro dos Médiuns”. São de fato fenômenos anímicos, mas que quase sempre se tornam mediúnicos pela facilidade do relacionamento com os desencarnados. Hoje falamos em desdobramento consciente que vem dessas mesmas vertentes da emancipação da alma.
 A aplicação desses valiosíssimos recursos para auxiliar a prática mediúnica é contestada por companheiros do Movimento Espírita. Sentimos que é apenas uma questão de tempo, visto que esse fenômeno está se fazendo sentir em vários grupos mediúnicos, cujas manifestações vão sendo tolhidas por dirigentes que ainda não têm conhecimento da forma como aproveitar esse potencial a benefício dos espíritos sofredores. Nada foge dos postulados da Doutrina Espírita e tudo vem no seu devido tempo, basta que tenhamos olhos de ver e ouvidos de ouvir do dizer evangélico.
        Não temos nenhum compromisso com a apometria ou a projeciologia que também usam o desdobramento consciente em suas práticas. Apenas fazemos o aproveitamento desse atributo da alma junto ao trabalho mediúnico de desobsessão, nos possibilitando chegar aos redutos espirituais negativos, da subcrosta terrestre, nos apresentando aos chefes das trevas em nome do nosso mestre Jesus, resgatando um grande número de Espíritos ali aprisionados, hipnotizados e treinados para a prática do mal, os chamados “executores”. Tarefa que em última análise visa esta fase de transição planetária.
        Atualmente os espíritas que fazem seus ensaios com esse fenômeno anímico acoplado ao mediúnico, sofrem a pecha de hereges do nosso Movimento Espírita. No entanto, esses fenômenos já estão acontecendo, está no seu tempo e nada fará com que haja um abortamento, muito pelo contrário, principalmente nos médiuns iniciantes e os espíritas terão que se preparar para recebê-los.
        Àqueles companheiros radicais, aos quais dedicamos nosso apreço, apenas recomendamos que desarmem seus espíritos e busquem aprofundar seus conhecimentos dedicando-se com afinco às práticas mediúnicas e não fiquem somente na periferia. Houve evolução, a linha psicológica do Espírito Joana de Ângelis, vem nos preparando para o conhecimento mais aprofundado destas questões. Lembremos que lá pelos anos 70 houve a febre da regressão de memória, tema tratado com muitas reservas pelos renomados oradores espíritas de então. Aos poucos os espíritas foram incorporando aqueles conceitos, que não fazem parte da Codificação, sendo que hoje já utilizamos esses recursos regularmente com bom proveito no tratamento de Espíritos que sofreram traumas em vivências passadas.
        Em relação ao desdobramento consciente dá-se a mesma coisa com as reservas e mesmo as proibições da utilização desses recursos que, em verdade, são atributos da alma humana que não dependem de decretos e regulamentos. Entendemos que esses fenômenos são a manifestação da evolução natural das coisas que atingem também a mediunidade.
        Nossas experiências nessa área vêm desde os anos 70 quando participávamos de um grupo mediúnico no qual duas médiuns se desdobravam perfeitamente conscientes e integravam uma caravana socorrista conduzida por mentores espirituais. Se hoje sofremos restrições e mesmo proibições em relação a esses fenômenos, imaginemos naquela época.
        Agora, dizem-nos nossos mentores espirituais, os Irmãos do Caminho, que é chegado o momento para a divulgação dessas possibilidades, tendo em vista esta fase de transição planetária.
        Alertaram-nos esses amigos espirituais de que iríamos sofrer contrariedades pela incompreensão de alguns companheiros espíritas. Não queremos causar cisões em nosso meio espírita e acatamos as decisões dos órgãos de direção de nossas Casas Espíritas, aguardando com paciência o desenrolar dos acontecimentos.
        Sendo nossa causa verdadeira, mais cedo ou mais tarde ela se concretizará. Esta vivência que já tivemos a oportunidade de compartilhar com muitos companheiros, ninguém poderá nos retirar.
        Fique para trás quem quiser.

                               Rubens Denizar Figueira dos Santos
                                   (Curitiba – Janeiro de 2015)

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