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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 108ª edição | 03 de 2015.

Perguntas & Respostas

 A primeira pergunta desta edição é a seguinte: Quem determina a hora da nossa morte: nós, Deus ou o acaso? Partindo do raciocínio de Kardec de que não há efeito sem causa e efeitos inteligentes resultam de causas inteligentes, logo descarta-se a ideia do acaso a gerir nossos destinos.
 Mas onde está o efeito inteligente no fenômeno morte? Não se trata do simples cumprimento de uma lei biológica natural? Resposta: mas quem criou essas leis, como de resto, todas as demais que instalaram a ordem universal e governam a vida de todos os seres animados? Se admitimos a multiplicidade dos renascimentos, alguma inteligência deve estar por detrás dos mecanismos que determinam o início e o final de cada experiência carnal.
 A questão 853 de O Livro dos Espíritos afirma que “nada é fatal senão o instante da morte” e que “chegada a hora de partir, nada pode subtrair-te dela”. Nem todos os estudiosos admitem uma interpretação literal do texto. Para muitos, “instante” e “hora”, estão ali no sentido de “mais ou menos”, “aproximadamente”.
 A questão da hora está interligada ao gênero. Muitos justificam que se uma pessoa sofreu um acidente letal ou foi assassinada é porque “havia chegado a sua hora”.
 No livro “Destino: determinismo ou livre-arbítrio?”, do nosso editor, encontramos o tópico “A fascinante transição chamada morte. A hora. Antecipações”. Há uma confrontação do que diz OLE, questões 853 (já citada), 411, 738, 954 e citações de outras obras. Há muitos relatos sobre dilatações do tempo de vida e nem precisa ser de espíritos especiais como Chico Xavier.
 Como há as mortes prematuras provocadas pelo suicídio direto ou indireto (excessos que minam a saúde do corpo) e aquilo que muitos não admitem: que muitas - não todas – desencarnações ocorridas em acidentes, catástrofes, homicídios, não estavam programadas. Ocorreram por ação do livre arbítrio de terceiros que agiram com negligência ou premeditadamente para alcançar aquele efeito. É o que chamamos de imposição do livre arbítrio do mais forte sobre o mais fraco. Não estava escrito que o indivíduo deveria morrer naquele dia, hora e circunstâncias; a causa não estava no passado, mas no presente, ação nova consumada no aqui e agora.
 Em resumo: não é Deus quem determina a hora de nossa morte. E nem sempre somos nós que escolhemos. Isso pode fazer parte do nosso planejamento reencarnatório: uma determinada enfermidade, a exaustão dos órgãos pela velhice que não consegue mais entreter o fluido vital e até mesmo acidentes, porém, não podemos perder de vista que planejar é uma coisa e “querer” ou “poder” cumprir são coisas bem diferentes. Nenhuma morte é por acaso e Deus estabeleceu leis sábias que regulam tudo o que acontece, mas a hora da morte é apenas uma sinalização da estrada. Podemos parar antes ou seguir um pouco além dependendo de nossa habilidade, até o limite de sua própria extensão determinada pelas leis naturais biológicas.
 A segunda pergunta é: Quantas reencarnações já tivemos e ainda teremos? Não há como saber nem do passado nem do futuro. Sobre as primeiras pesa o esquecimento. Veja-se o esclarecimento da questão 308 de “O Livro dos Espíritos”: Todo o seu passado se lhe desdobra à vista... Mas... não se recorda... de todos seus atos. Lembra-se... conforme a influência... do seu estado atual. Quanto às primeiras existências... essas se perdem no vago e desaparecem na noite do esquecimento. Em relação às futuras, o número depende do esforço individual em, pelo livre-arbítrio, estacionar ou avançar mais ou menos rapidamente.
 Da “Revista Harmonia”, n° 168, de outubro de 2008, transcrevemos o resumo de um curioso estudo realizado sobre o assunto por Fábio Alessandro dos Anjos, Gustavo Leopoldo Rodrigues Daré, Luiz Vaz, Marcus Gandolfi e Vital Cruvinel Ferreira, sob o título “Precisamos de Muitos Mundos Habitados?”.
  Supondo um espírito ‘criado’ na Terra iniciando como Homo sapiens há 40 mil anos e tendo uma encarnação a cada 100 anos, o número total delas seria de 400. Pela classificação espírita dos mundos, dividimos a existência do homem em duas partes: uma com 30 mil anos de planeta primitivo e centenas de encarnações e outra, de provas e expiações, há dez mil anos, com de 20 encarnações, uma a cada 500 anos. Chega-se a esse número pelo seguinte raciocínio. Hoje somos seis bilhões de encarnados. Estima-se em 120 bilhões os nascimentos desde a origem do homem. Se todos vivemos na Terra desde a pré-história e o mesmo número de encarnações e dividirmos o número total de nascimentos pelo atual de habitantes, teremos 20 encarnações para cada um.
 Mas Emmanuel, em “Há dois mil anos”, afirma ter sido seu avô com reencarnação quase imediata. No livro “Eustáquio”, do espírito Cairbar Schutel, são relatadas 17 reencarnações em 1500 anos com intervalos menores que 100 anos.
 André Luiz, em “Evolução em dois Mundos”, em 1958, informou que havia dois espíritos desencarnados para cada encarnado. Mantida esta proporção para agora a humanidade seria composta por mais de 18 bilhões de espíritos e não teríamos encarnado 20 vezes, mas apenas seis ou sete, com intervalos, desde a pré-história até hoje, de 5.000 anos.
 Duas possibilidades: a) em 1800 a população era de um bilhão. Se todos vivemos pelo menos uma vez de lá para cá, havia uma proporção muito maior de espíritos desencarnados (6X1) do que em 1958 (2X1) e o intervalo era maior. Crê-se que ocorreram 20 bilhões de nascimentos de 1650 para cá. Como somos 18 bilhões ao todo, provavelmente nossa última encarnação teria ocorrido antes de 1650.
 Estima-se 40 bilhões de nascimentos do ano zero até 1650. Então teríamos encarnado duas vezes neste período com intervalos de 800 anos. Ou seja, reencarnamos mais frequentemente com o desenvolvimento da civilização do que na pré-história, o que contraria Kardec de que o intervalo na erraticidade aumenta com a evolução do espírito.
 Se a grande maioria dos mais de sete bilhões de reencarnados de hoje estiveram por aqui há pelo menos 2000 anos, havia 20 vezes mais espíritos desencarnados do que encarnados na época de Jesus quando a população era de 300 milhões. Estima-se que nasciam 24 milhões a cada ano. Se todos estivéssemos aqui naquela época concorreríamos com 300 para conseguir reencarnar.
 Alternativa b: se considerarmos constante a proporção de um encarnado para dois desencarnados, em 1800 a humanidade seria de três bilhões e mais da metade dos

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