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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 111ª edição | 09 de 2015.

O que dizem os outros jornais

Resgates Coletivos

No livro “Destino: determinismo ou livre-arbítrio?” (Ed. O clarim, 2011) deste editor, capítulo III, no item “Mortes Coletivas” debrucei-me longamente sobre o assunto, exemplificando, inclusive com os casos do Titanic, o holocausto nazista, o atentado terrorista de 11 de Setembro, o tsunami da Ásia de 2004. Em outro tópico, do capítulo IV, “Estudos de Casos” analiso o incêndio do circo de Niterói em 1961 e as explicações do Irmão X no livro “Cartas e Crônicas”, de Chico Xavier.

Octavio Caúmo Serrano, (caumo@caumo.com), aliás, articulista deste periódico, na coluna que mantém na Revista Internacional de Espiritismo – oclarim@oclarim (ed. jul-2015), trata deste tema sob título “Desencarnes coletivos como resgates”. No início resume o pensamento de todo o texto dizendo que Afirmar que todo desencarne coletivo é resgate conjunto de atos anteriores é meio fantasioso, ponto de vista com o qual concordo plenamente.

Basta prestarmos atenção ao enunciado da resposta às questões 737 a 741 de “O Livro dos Espíritos”. O objetivo das desencarnações coletivas é fazer o homem avançar mais depressa... calamidades frequentemente necessárias para fazer com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor realizando em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos... são provas (grifo meu) que proporcionam a ocasião de exercitar a inteligência, paciência e resignação e desenvolver a abnegação, o desinteresse e amor ao próximo. Então, se os Espíritos falam que são provas por que insistimos em afirmar que são expiações?

Outro aspecto que precisa ser melhor considerado por nós espíritas – e fazemos por nossa conta e não do articulista da RIE - é quanto à vinculação inexorável da morte, seja isoladamente ou em grupos, a um destino predeterminado. Estamos em um mundo atrasado moralmente e que apresenta, ainda, grandes convulsões geológicas e climáticas. Desencarnamos não só porque “chegou a hora”, mas porque estamos expostos a perigos inerentes às condições de vida planetária e ao convívio com outros indivíduos que, também possuidores, por sua vez, do livre-arbítrio, podem se impor diante de nós por um ato violento, por exemplo.

Se estamos na chuva é para se molhar, isto é, sujeitos a ocorrências não casuais, mas também não de nossa livre escolha. Elas possuem causas – as contingências do mundo que habitamos -, mas não necessariamente porque pedimos antes de reencarnar ou porque Deus prefira punir em vez de educar suas criaturas ou, ainda, porque Espíritos Superiores atuem com tenacidade cruel para reunir milhares de futuras vítimas em locais onde ocorrerão um terremoto ou um ataque terrorista. Onde fica a lógica e a fé raciocinada espírita?

Caúmo reproduz o relato de Raul Teixeira sobre o homem que furava os olhos dos escravos em Sídon e Tiro, na antiga Fenícia quando tiravam purpurina dos caramujos para enfeitar os mantos dos reis. Ao provocar-lhes a cegueira, ficavam impossibilitados de roubar e fugir. Em vez de resgatar o mal nascendo sem ver por muitas encarnações, permitiu-se-lhe que se tornasse oftalmologista. Mais útil para os outros do que ser deficiente por várias encarnações. E demonstração mais uma vez da justiça, com inteligência e bondade, de Deus para com o devedor.

Que há casos de mortes em grupos por delinquências praticadas no passado, não duvidamos. Somente acreditamos que sejam menos frequentes do que se apregoa. Por outro lado, da mesma forma como muitos escapam de se tornar vítimas no último instante e outros parecem ir ao encontro do desenlace biológico, há aqueles que perecem porque estavam, sim, no lugar errado e na hora errada. Essas vítimas – dizem-nos os Espíritos na Q. 738b – terão noutra existência uma larga compensação para seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.

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