ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 115ª edição | 05 de 2016.

Todos somos escritores

Nosso Editorial fala de livros. Livros escritos pelos outros. Porém, todos nós somos escritores. Não no sentido literal, obviamente, embora não seja exagero dizer que a vida de cada um daria um livro.

Bem, esse é o ponto. Cada reencarnação é um dos, talvez, centenas de volumes que registramos na nossa história individual, verdadeira enciclopédia desdobrada em milênios. Os primeiros foram inexpressivos, porém, à medida que nos tornamos mais conscientes a respeito do próprio papel, deixando a figuração do coletivo determinístico para assumir o protagonismo do destino pessoal, mais e mais, pelo livre-arbítrio, criamos a história que vivemos.

Cada reencarnação é um livro com dezenas de capítulos, cada um deles dividido em páginas, parágrafos, sentenças, palavras, correspondendo aos nossos dias, horas, minutos, momentos. Cada trecho, um episódio vivido mais ou menos intensamente na viagem de aventuras e desventuras. Uma trama construída, muitas vezes, em torno de dramas, comédias e até tragédias. 

Mas não importa. O que vale é a vida. O que ficará registrado para a posteridade nas memórias de nossa família, amigos e personagens que vêm e vão, mais ou menos importantes, caminhantes como nós, que cruzaram nossos caminhos. Fundamentalmente, tomará lugar em nossa biblioteca particular.

Qual é a história que estamos escrevendo? Apesar de todas as vicissitudes inerentes ao palco terrestre, estamos conduzindo-a com segurança como autores veteranos que saberão conduzir para um desfecho feliz? 

Somos donos do enredo ou é ele que nos domina? Quando chegarmos ao epílogo deste volume, nosso personagem será mais herói ou vilão do que no início? Deixará um legado de exemplos construtivos, virtuosos, ou muitos borrões de experiências equivocadas, marcadas por atos reprováveis?

Em suas linhas e entrelinhas mostrará as belezas de uma alma em elevação, bondosa, pacífica, honesta e solidária ou os entulhos da baixeza moral, da violência primitiva, das ilusões materiais? 

Homens e mulheres, mãos à obra! Dediquem-se a preencher as páginas em branco de sua vida com atos de amor, tolerância e sabedoria, consolidando a paz e, assim, merecidamente, orgulhem-se, no bom sentido, por figurar na galeria dos homens de bem. Seu livro embelezará a estante do lar terrestre para admiração da própria consciência, ajudando a compor a felicidade com todos os demais coautores sociais.

Mas, oh! Deixemos de especular. Cada artista do viver que promova a autocrítica. Mude o que tiver que mudar enquanto for tempo. E, ademais, só nos resta desejar que o seu livro faça absoluto sucesso! 

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