ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Jornal Comunica Ação Espírita | 116ª edição | 08 de 2016.

Fora da educação não há salvação

O título é uma adaptação do "Fora da caridade não há salvação", por sua vez, uma resposta de Kardec aos críticos religiosos do Espiritismo de sua época ao demonstrar o equívoco que cometiam ao pretender eleger o Catolicismo como a única religião capaz de salvar as almas dos homens. Infelizmente, isso ainda permanece muito atual com cada qual achando que só ela é boa e só o “seu Deus” é o poderoso e verdadeiro como se não existisse apenas um.

Mas para nós aqui o que interessa é a importância da educação (pais, educadores, sociedade, bons exemplos individuais, autoridades). Kardec foi pedagogo e discípulo de Pestalozzi, atuou profissionalmente com o ensino mesmo antes de conhecer o Espiritismo e na Codificação Espírita enfatizou a educação moral como instrumento fundamental para a transformação e progresso social.

Na questão 685 de “O Livro dos Espíritos” ele comenta que o que deve ser buscado não é a educação intelectual, mas a moral e não a moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar o caráter, a que dá os hábitos porque a educação é o conjunto de hábitos adquiridos.

Se a educação é uma arte, o educador tem que ser um artista, ter talento ou desenvolver qualidades para ‘podar’ as más tendências trazidas de vidas pregressas, imunizar com as possíveis más influências do ambiente e fazer aflorar as virtudes, aproveitando o máximo das condições favoráveis ambientais, se houverem.

Mais à frente, ensina o mestre lionês: Quando esta arte for conhecida, cumprida e praticada... a desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar, ponto de partida, elemento real do bem-estar, garantia da segurança de todos.‘Educação bem entendida’ não é mera transmissão de informações; não é imposição, mas adoção de princípios éticos e valores espirituais.

O reforço aparece no comentário que ele aduz à Q. 917: Não a educação que faz homens instruídos, mas homens de bem porque ela, se bem entendida, é a chave do progresso moral. De fato, há tantos instruídos, cultos, diplomados e de comportamento reprochável que utilizam o conhecimento só para tirar vantagens pessoais à custa de seus semelhantes. Servem-se do mundo e das pessoas, incapazes de servi-los. E segue: Quando se conhecer a arte de manejar o caráter como se conhece a de manejar a inteligência, pode-se endireitá-lo como as plantas jovens. É como diz o ditado popular: é de pequenino que se torce o pepino. Tanto tempo, recursos econômicos e tecnológicos para cuidar do intelecto e ínfimos ou ausentes para fazer pessoas de Bem.

E prossegue Kardec: Todavia essa arte exige muito tato, experiência e profunda observação... Que se faça pelo moral tanto quanto se faz pela inteligência e se verá que se há naturezas refratárias, há mais do que se crê, as que pedem apenas uma boa cultura para produzir bons frutos.

Se o progresso intelectual antecede o moral, a educação, conforme a conceituação de Kardec, é o pré-requisito de iluminação de consciências capaz de alterar radicalmente a conduta dos seres. Para se atingir o ideal do sentimento expresso na caridade, o Bem em geral, fora da qual não haveria salvação, redentora do espírito imortal, antes há que se trilhar o caminho do esclarecimento sobre os porquês da vida. 

A tarefa de educar os espíritos é de todos e não deve ficar restrita a esta ou aquela doutrina religiosa ou filosófica. Aos espíritas cabe se investir no papel de facilitador na transmissão do conhecimento dos valores essências do ser em ambientes diversos: o lar, a instituição que frequenta, no trabalho, no convívio social diário, na ação externa em sua comunidade. 

A infância ea juventude reclamam atenção por terem nas mãos a responsabilidade do futuro, porém, os adultos não estão dispensados dessa cruzada pela renovação, tanto mais que se apresentam claramente deseducados e são eles os responsáveis por estender aos mais novos o aprendizado.

Como “sal da terra” cristão, temos o dever de disseminar as verdades espirituais onde e quando possível, pois a demanda quantificada pela realidade de maldade no coração humano é constrangedor. 

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