ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 116ª edição | 08 de 2016.

Autorretrato

O Editorial da edição setembro-outubro de 2006 deste jornal ponderou sobre a escolha de Francisco Cândido Xavier como o “Maior Brasileiro da História”, título conquistado numa eleição patrocinada pela revista Época e anunciada por ela mesma em sua edição de 11 de setembro daquele ano. Essa foi uma escolha do público, pela internet, e angariou 36% dos votos, sobrepondo-se aos ídolos desportistas Ayrton Senna e Pelé. Note-se que o nome do médium inicialmente sequer constava da lista de candidatos. Já o júri composto de 33 personalidades empatou Rui Barbosa e Machado de Assis.

Essa escolha que lembrava uma outra, promovida pelo SBT e que definiu Chico como o “Mineiro do Século”, superando nomes como Santos Dumont, Tiradentes e Kubbitschek, foi o resultado de uma grande mobilização dos espíritas e mereceu algumas críticas dentro do Movimento Espírita, porém a própria Época admitiu a possibilidade de um certo grau de arbitrariedade numa eleição desse tipo.

O Editorial defendeu a atitude dos espíritas, ao mesmo tempo que alertava para que o Espiritismo “não se deixasse seduzir por exposições imediatas, inclusive nas novelas que começavam a tratar da temática espírita com mais frequência. 

Na página 5, seção “Revista Espírita de Kardec”, o período destacado foi o 2º semestre do ano de 1860. Da edição de julho da Revue, pinçamos a seguinte advertência do Codificador: Fora das questões morais, só se deve acolher com reservas o que vem dos espíritos. Referia-se ao espírito Chalet que, ao longo de nove comunicações em 16 páginas, fornecera muitas informações acerca dos animais. Kardec afirmava que Chalet era um espírito acima do vulgar, mas não elevado o suficiente para que suas informações não devessem ser tomadas apenas como opiniões pessoais.

O alerta continuou em agosto através do espírito Channing: Pensam que tudo devemos saber, tudo ver, tudo prever. Grande erro! Nossa alma não mais estando encerrada num corpo material como um pássaro na gaiola, lança-se no espaço, os sentidos tornam-se mais sutis, desenvolvidos... sabemos mais que os homens, por vezes podemos ler os pensamentos, mas corrigi-vos da ideia  de nos interrogar para saber o que se passa em tal ou qual lugar, em relação a uma descoberta material, comercial, saber o que se passará amanhã, nos negócios políticos ou industriais... não pergunteis o que não podemos saber.

Na página 7, seção Por que saber?”, o tópico analisado foi Espiritismo e a História. “O espírita tem que estar conectado com o presente e antenado para o futuro – dizia o texto – mas não pode desprezar as experiências do passado. Convidava os divulgadores da Doutrina, palestrantes em especial, a estudar os contextos históricos dos fatos tomados como temas, por exemplo, do Evangelho. Perguntava: sabemos o que eram os talentos, um óbolo? Os samaritanos quem eram? Se Jesus nasceu em Belém, por que ficou conhecido como nazareno? Quem foi Santo Agostinho? Por que Paulo de Tarso era chamado de “O apóstolo dos Gentios”? Epístolas são o que mesmo? Quando viveram Sócrates e Platão? E o famoso São Luis, presidente espiritual da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas foi um rei, um papa, um mártir?

 

Chico Xavier escolhido o “Maior Brasileiro da da História”, em 2006;expositores espíritas: o que sabemos de datas e personagens citados?; a matéria de Isto É naquele ano e programas de rádio. 

 

Conhecemos algo sobre a história de Antigo Egito, Roma, Índia, Grécia e Israel? A tese dos exilados de Capela parece conter falhas astronômicas, históricas e antropológicas. Devemos continuar disseminando essa ideia? O que sabemos sobre a Inquisição e as Cruzadas, sobre John Huss, Galileu, Copérnico, Joana D’Arc, Buda, Lutero, Confúcio, Calvino? Tudo nos interessa. São temas conectados ao Espiritismo.

Na página 10, sintetizamos uma matéria da revista Isto É, do final do mês de julho.  Em seis páginas, o semanário tratou da mediunidade de psicografia, psicofonia, pesquisas de Sérgio Felipe de Oliveira sobre a glândula pineal e ênfase na Transcomunicação Instrumental, destacando as pesquisas de Sônia Rinaldi. Informava a matéria que ela – pesquisadora da área já há 18 anos, à época – utilizava-se de recursos da Física, da Fonética, Biometria e tecnologia digital para entabular diálogos com espíritos desencarnados através de aparelhos eletrônicos como gravadores, TV e computadores.

Rinaldi celebrava um grande êxito: a gravação da voz de uma menina brasileira morta em atropelamento havia três anos. Essa gravação havia sido enviada, seis meses antes, ao Laboratório Interdisciplinar de Biopsicocibernética de Bolonha, na Itália juntamente com outra da menina enquanto viva. Num documento de 52 páginas, o laudo atestou que as vozes eram da mesma pessoa.

Fez parte, ainda, da reportagem da Isto É a atuação de um médium em Uberaba que havia contabilizado 15.000 cartas psicografadas de parentes desencarnados, 90% delas de filhos para pais.

Na página 11, seção “Divulgar com Eficiência”, o tópico abordado foi Programas Espíritas no Rádio – segunda parte. Subtópicos tratados: vinhetas, linguagem, preparação de textos, criação de quadros, divulgação e pesquisa, entrevistas. Lembrando que o texto foi baseado no respectivo capítulo do livro “A Eficiência na Comunicação Espírita”, trabalho realizado pela equipe da Associação de Divulgadores do Espiritismo e publicado pela Editora DPL. Atualmente exemplares desta obra só podem ser adquiridos diretamente junto à ADE-PR (adepr@adepr.org.br).

Fechando a edição n° 57, nosso periódico contemplou na seção “Resenha Crítica”, o livro “Espiritismo, uma visão panorâmica”, de autoria do nosso editor e atualmente presidente, Wilson Czerski, e publicação da editora O Clarim. Ressalta o resenhista: O autor tem o cuidado de não se restringir àqueles mencionados na bibliografia hoje considerada clássica, abordando, também, temas da atualidade, tais como: composição do ectoplasma, identificação de autor espiritual pela caligrafia, terapia de vidas passadas, criogenia, cremação, experiências de quase-morte, projeções astrais, transcomunicação instrumental e outros.

E acrescenta: Além das referências bibliográficas, inclui, no final de cada tema, uma rica bibliografia complementar; indica obras relevantes para o exame mais aprofundado dos assuntos examinados, abrindo um leque de novas possibilidades para leituras e estudos.

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