ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 116ª edição | 08 de 2016.

Traços Biográficos

  • Jonathan (à esq.) e o filho Nanum Jonathan (à esq.) e o filho Nanum

A “Máquina Espírita” de Jonathan Koons

Poucos espíritas ouviram falar de Jonathan Koons e o quanto ele colaborou em favor do Espiritismo. Ele vivia como proprietário de pequena granja num condado de Ohio – USA. Em certa ocasião aceitou o convite para assistir a uma sessão num círculo de experimentações criado sob inspiração dos fenômenos de Hydesville.

Em outro desses círculos, um de seus filhos, Nahum, de 18 anos, entrava em transe e transmitia comunicações escritas e faladas atribuídas aos espíritos desencarnados. Apesar disso e das mensagens belas e elevadas, Jonathan, devido a sua formação, permanecia cético, acreditando que tudo não passava de efeitos ‘elétricos ou biológicos’, segundo ele próprio.

Certa vez, numa dessas sessões e através da mediunidade do filho, foi orientado a construir um quarto de madeira e dispor uma mesa especialmente desenhada, lápis e papel. Depois de pronta, sempre seguindo as instruções recebidas, fechou à chave, selou e aguardou certo tempo após o qual, ao reabrir o recinto, deparou-se com uma longa mensagem contendo ensinos, conselhos, palavras de encorajamento e suaves críticas à sua postura de ceticismo a respeito da existência e manifestação dos espíritos e informações comprobatórias sobre sua intimidade.

Sempre segundo as orientações dos espíritos, instrumentos musicais foram adquiridos e colocados na mesa. As sessões começavam quase sempre por golpes e ruídos atroadores, ouvidos a uma milha de distância. Ocorriam concertos, após um sinal de Koons com o violão. Às vezes a voz de um espírito pedia silêncio e ouviam-se coros angélicos. Outras vezes o ambiente povoava-se de flamas espiríticas que pairavam agilmente como insetos; seus movimentos acompanhavam a música. Outras mãos materializavam-se no meio das flamas, deixavam cair folhas de papel e deixavam-se tatear, mas não agarrar (esvaneciam-se e voltavam depois). Eram idênticas às humanas, mas frias como as de um cadáver. 

Também obtinham-se fenômenos de voz e escrita direta. A ocorrência desta podia ser vista por todos os presentes que acompanhavam os movimentos de mãos fosforescentes deslizando rapidamente nas folhas de papel, uma vez que a mesa era preparada por Koons sob orientação dos desencarnados, com uma substância especial. Nos fenômenos de voz direta podiam-se reconhecer o timbre e as características de quando os comunicantes estavam encarnados e detalhes identificadores. Obtinham-se respostas pela escrita direta a perguntas feitas naquele momento, mas fora do ambiente da sessão.

Certa vez, uma mão apertou as de todos os presentes. Segundo os espíritos explicavam: para se comunicarem eles precisavam de dois elementos: um, o eletromagnético, substrato do corpo etéreo dos espíritos e outro, a aura física do médium e substâncias inanimadas (força vital). Quando esta era suficiente, os espíritos podiam vencer a força da gravidade e a coesão das moléculas, dissolver e reconstituir matéria.

Para a realização de fenômenos físicos atuavam espíritos pouco elevados, ainda muito materializados. John King, o chefe de uma equipe de 165 espíritos, identificava-se como tendo sido Henry Morgan, um corsário famoso ao tempo de Charles II, na Inglaterra. Fora cavaleiro da Coroa e governador da Jamaica, morto em 1866 e pai de Katie King, o espírito que se materializou através de Florence Cook, entre 1871 e 1873, diante do físico William Crookes.

A famosa “Máquina Espírita” foi construída por Jonathan com cobre e zinco após receber instruções dos espíritos-guias e servia para localizar a aura magnética dos médiuns e assistentes.

As experiências do “Círculo de Koons” duraram cerca de dez anos

e foi alvo de ressentimentos e vinganças do clero. Os Koons tiveram a casa invadida, incendiaram sua propriedade, houve insultos à família. Foram acusados por jornalistas e sábios.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2019 / Desenvolvido por Leandro Corso