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Jornal Comunica Ação Espírita | 116ª edição | 08 de 2016.

Os bons amigos advertem, os maus silenciam

Por Carlos Augusto de São José

Antônio Luiz Sayão, espírito da envergadura de Bezerra de Menezes, pela psicografia de Chico Xavier em “Vozes do Grande Além”, edição FEB, deixa claro que os espíritas estão morrendo mal e afirma: Nas vastidões obscuras das esferas inferiores, choram os soldados que perderam inadvertidamente a oportunidade da vitória. São aqueles companheiros nossos que transitaram no luminoso carreiro da Doutrina, exigindo baixasse o Céu até eles, sem coragem para o sacrifício de se elevarem até o Céu. Permutando valores eternos pelo prato de lentilhas da facilidade humana, precipitaram-se no velho rochedo da desilusão.

Que espécie de erros poderiam levar a uma morte decepcionante? Entre outros, certamente: a desonestidade no trato dos bens materiais das instituições, a mentira nas pregações, o comércio mediúnico, a autoridade tirânica dos que se fazem donos das Casas que dirigem, a discórdia entre os grupos, a indiferença que admite e apoia desmandos em nome do Cristo, o trabalho interesseiro que só visa vantagens pessoais, a publicação de mensagens e livros “psicografados” de comprovado baixo nível doutrinário, a inveja entre oradores, médiuns e dirigentes... 

Todos estes aspectos são gravíssimos. Um, no entanto, avulta pela quantidade e insistência com que se manifesta: a publicação de mensagens e livros ‘psicografados’ de comprovado baixo nível doutrinário. Erros absurdos de gramática, linguagem pobre de valores literários, ausência de objetividade, pensamentos empolados, ideias desconexas, manifesta vaidade do autor são facilmente encontráveis nesses subprodutos de mentes enfermiças que insistem em não querer estudar a Religião que dizem amar.

Incansáveis, estes “escritores” ou “psicógrafos” estão tecendo um denso véu de sombra sobre a Revelação Consoladora do Espiritismo, dificultando o acesso dos que, inexperientes, batem à nossa porta em busca do Cristo e da verdade.

Há casos em que os interessados promovem o que “escrevem” ou “psicografam”. Percorrem centros, vão aos jornais e revistas, mandam cartas, autografam em noites de palestras criadas para tal fim, dão destaque às suas produções, se afastam dos que não concordam com seus caprichos, mas nunca são vistos fazendo campanha de divulgação das obras básicas de Allan Kardec ou das verdadeiramente psicografadas pelos médiuns-missionários. 

Daí, a extrema necessidade de se ler “O livro dos Médiuns”, nos capítulos que tratam da obsessão, onde encontramos, à guisa de advertência, estas passagens extremamente esclarecedoras: Por esse meio, lisonjeiam a vaidade do médium e dela se aproveitam frequentemente para induzi-lo a atitudes lamentáveis e ridículas... Os espíritos inferiores, ou falsos sábios, ocultam sob o empolamento, ou a ênfase, o vazio de suas ideias. Usam de uma linguagem pretensiosa, ridícula, ou obscura, à força de quererem parecer profundas... Os maus procuram exaltar a importância pessoal daqueles a quem desejam captar... Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.

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