ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 117ª edição | 09 de 2016.

Missão presidencial

O jornalista Roberto Pompeu de Toledo, em sua coluna na revista Veja, edição de 06 julho último, comentou declaração do presidente Michel Temer, ainda quando na condição de interinidade: O destino, Deus, me colocou isso no colo (presidência) para cumprir uma tarefa. Temer teria dito também que Tancredo Neves, falecido antes de assumir o cargo em 1985, possuía a mesma convicção.

Pompeu ajuíza que Deus não escala quem presidirá os diferentes países porque algumas dessas escolhas revelam-se péssimas, com corruptos, incompetentes e ditadores. O jornalista restringe o vocábulo ‘destino’ a única acepção de força cega, o que, segundo o Espiritismo, não corresponde à verdade porque o que se tem para cada indivíduo que reencarna é um plano de vida, carta de intenções elaborada previamente e com base em aquisições espirituais que determinam, ou melhor, sugerem, resgate de erros praticados em vidas anteriores, provações para promover o crescimento, e missões, maiores ou menores, conforme o potencial pessoal.

Pois Temer, cuja crença desconhecemos, tem outra declaração sua citada no texto de Roberto de Toledo: uma verdadeira provação. Mas Deus vai me ajudar. Aí está. Ocupar a presidência da República constitui ou não uma missão? Representa ou não uma escolha, um destino?

Se nada acontece por acaso no âmbito individual, com mais razão devemos concluir que não pode ser diferente quanto ao governante máximo de um país de 200 milhões de habitantes. Para o jornalista, desde os governos militares, que se impuseram pela força, até a afastada, todos, exceto Lula, teriam chegado ao Planalto por circunstâncias, inclusive, os vices como agora: morte de Tancredo Neves para Sarney; o oportunismo de Collor e seu impeachment para Itamar, o Plano Real para FHC e a unção de Lula para Dilma.

Só este teria tido uma trajetória planejada. Não à toa, acrescentamos, ele sempre invocou sua origem humilde para investir-se de papel messiânico, projetando até internacionalmente uma imagem megalomaníaca de construtor de um Brasil modelo, salvador de pobres e oprimidos e mentor capaz de acabar com a fome no mundo.

Ocupar a presidência é missão, mas não garantia de sucesso. Sua execução é questão de livre-arbítrio lastreado em talentos intelectuais e princípios morais, o que determina êxito ou fracasso. Se o presidente realmente estiver consciente de sua missão e munido de humildade; não exercer o poder apenas pelo poder, mas em obediência à vontade geral como defendia Rousseau, se usar sem abusar, os brasileiros podem se sentir mais esperançosos quanto ao futuro.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2019 / Desenvolvido por Leandro Corso