ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 117ª edição | 09 de 2016.

Autorretrato

Talvez fosse boa ideia reproduzir neste espaço a íntegra da capa da edição nº 58, bimestre novembro-dezembro de 2006, deste jornal. Ali estão, além da manchete principal referindo-se à primeira reunião da FEB e as Entidades Especializadas após o desligamento das mesmas, um ano antes, do CFN, todos os outros assuntos importantes contemplados, tais como o acidente com o avião da GOL, “Cozinheiro do Titanic reencarnado em Curitiba”; “o direito de criticar e o dever de elogiar”, “a desunião de esforços”, etc.

Mas vamos tentar alguns detalhes. “Apoio às instituições estaduais e municipais como ADEs, AMEs, federativas para promover o intercâmbio e cooperação em regime de autonomia, independência e liberdade de ação”, essa foi uma das propostas levadas pela Abrade – Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo – e não de “Divulgadores Espíritas” como às vezes se vê por aí – à reunião conjunta entre a FEB e as Especializadas (Abrade, AME, Abrame e outras) em Brasília, em 09 de novembro de 2006.

Destacamos mais alguns parágrafos da matéria em tom de comentário.  (... Uma das coisas que mais prejudicam a convivência dos espíritas é a falta de tolerância para com as diferenças naturais entre pessoas, ideias e níveis de percepção... reforçam-se desejos com fortes matizes hegemônicos e centralizadores, mediante atitudes impositivas no pensar e restritivas no agir... O Movimento Espírita não tem hierarquia nem donos. Ele é todos nós, iguais e diferentes. Iguais nos direitos de liberdade e participação. Diferentes porque indivíduos em estágios diversos... Podemos discordar, mas não divergir. Discutir, mas respeitar. Zelar pela verdade sem agredir... Ninguém é mais. Ninguém é menos. Todos somos apenas imperfeitos aprendizes.

“A desunião de esforços” foi analisada no Editorial. Por que é tão difícil o movimento espírita fornecer apoio aos projetos de divulgação doutrinária? Outras prioridades? Escassez de tempo? Não. Falta de vontade. Essa foi a conclusão da nossa redação ao perceber como reagem as pessoas, especialmente dirigentes de Casas Espíritas que se negam a colaborar.

Pinçamos da página 3 as notícias sobre a criação da ADE-Japão pelas mãos do ex-diretor da ADE-PR, Adalberto Prado de Morais, programada para 2007 e o programa “Espiritismo na TV” nº 300 (desde 2001) iniciativa do confrade Rubens Correia, hoje já de regresso à pátria espiritual.

Na seção “A Revista Espírita de Kardec”, à pág. 5, o semestre em foco foi a do primeiro do ano de 1861. No mês de fevereiro resumiu-se o caso do médium Squire que com as pernas amarradas juntas e uma mão entrelaçada à de outra pessoa, ao encostar levemente a mão livre em uma mesa de 40 Kg, esta se erguia, passava sobre as cabeças e caía atrás com o tampo para baixo.

O Movimento Espírita não tem hierarquia nem donos. Discordar, mas não divergir. Discutir, mas respeitar. Zelar pela verdade sem agredir. Ninguém é mais nem menos. Somos todos imperfeitos aprendizes

No mês seguinte os Espíritos explicaram sobre uma pessoa assassinada que Kardec pretendia evocar. Não deveria fazê-lo porque suas revelações poderiam influenciar a consciência dos juízes. Mas o Codificador contrapõe que a medida poderia evitar erros judiciários, argumento não aceito, pois que aos magistrados deveria permanecer a responsabilidade pela sentença. 

Mas e se o culpado escapasse à justiça? Não escaparia à observação divina, respondem. Quanto à possibilidade de um inocente pagar pelo que não fez, informaram que “pode ser uma prova útil ao seu progresso, mas, às vezes, também uma justa punição de um crime do qual escapou em outra existência”.

Mas, em outro caso no México, um espírito apontou o responsável por um incêndio de uma fazenda e, constrangido, este confessou. Cada caso é um caso.

Na edição de maio da Revue fenômenos de transporte de objetos por espíritos têm alguns esclarecimentos. Flores haviam sido colhidas de jardins e poderiam ser trazidas de qualquer lugar do planeta; bombons haviam sido retirados e substituídos por outros de onde estavam à venda; anéis apanhados em “lugares desconhecidos sem que se lhes notasse a falta” – o de uma senhora desencarnada fora retirado da terra. Ainda disseram que poderiam transportar objetos de 50 quilos com facilidade e que os encarnados poderiam ser presenteados com objetos “fabricados totalmente no mundo espiritual”. Destes, uns teriam duração fugaz, mas outros poderiam servir ao uso ordinário dos vivos permanentemente.

Na página 6 a chamada dizia “Depois de sete anos, livro espírita na praça”, informando nos detalhes a Feira do Livro Espírita realizada pela ADE-PR na Praça Rui Barbosa, em Curitiba, numa semana de mau tempo na primavera daquele ano. E mesmo assim a alegria de cooperar com a divulgação da literatura espírita, inclusive a pessoas de fora, de Minas Gerais, de São Paulo, de Santa Catarina, mesmo em só quatro dias e meio. Sensação de ser útil ao informar um casal de espanhóis que desejavam descobrir o endereço de algum centro espírita para frequentar.

Na mesma semana que o jornal O Estado do Paraná comunicava-nos que a coluna que possuíamos lá (“Visão”) há três anos havia sido cancelada, num esforço imenso de convencimento junto à Prefeitura Municipal de Curitiba, conseguíamos pôr livros espíritas na praça. “Os homens fecharam uma porta, Deus abriu outra para a divulgação da Doutrina Espírita”, finalizava o texto.

Uma “análise espírita” do acidente do avião da Gol que vitimou 154 pessoas, em setembro de 2006, ocupou a página 9. No boxe o destaque: Mas a pergunta é: Deus não pode tudo? Os Espíritos que o auxiliam não poderiam ter intuído os envolvidos para corrigir os erros a tempo? Todos que morreram “tinham” que morrer? E por quê?

Na página 8, o articulista Alberto Fiorini narra o caso do paulistano Dener Closê que, além de ter fobia de água, ao assistir o filme Titanic com a namorada, durante a cena em que ocorre colisão do navio com o iceberg entra em pânico e causa escândalo. Passou por tratamentos psiquiátricos e espirituais. Num centro espírita soube que fora chefe de cozinha, perecera no naufrágio e seu nome era Pierre Rousseau. Uma pesquisa levou à descoberta de uma foto do tal Pierre que revelava incrível semelhança física entre as duas personalidades.

Dois sites revelam esta história  (www.estado.com.br/edicao/pano/98/01/15enc101.htm e www.encyclopedia-titanic.org/biog ). Dener, à epoca do artigo, trabalhava num requitado restaurante francês em Curitiba.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2019 / Desenvolvido por Leandro Corso