ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 117ª edição | 09 de 2016.

Traços Biográficos

O Bandeirante do Espiritismo

Homenageamos desta vez neste espaço o “Bandeirante do Espiritismo”, Cairbar de Souza Schutel, por ter nascido em 22/09/1868 no Rio de Janeiro.

Tendo reencarnado pouco menos de seis meses após a desencarnação de Allan Kardec, ao contrário dos que planejam a vida inteira sem realizar coisa alguma, Cairbar tão logo entrou em contato com a Doutrina dos Espíritos, foi à luta. Corajoso, destemido, nunca se intimidou com as ameaças do clero e nem mesmo da polícia.

Debateu pela imprensa, foi à praça pública para discursar sobre os princípios espíritas, enfrentando recaídas da Inquisição. Escreveu 17 livros, falou em teatros, percorreu cidades, fundou um jornal – O Clarim, em 1905 – e a Revista Internacional de Espiritismo, em 1926, ambos em circulação até hoje. Criou o primeiro programa espírita radiofônico do Brasil na Rádio Cultura de Araraquara-SP, em 1936.

Mas não foi só um divulgador por excelência. Sua casa, por longo tempo e até que alugasse uma especialmente para essa finalidade, foi hotel, hospital, asilo de idosos e de crianças desamparadas e até de abrigo para animais sem dono.

Com dez anos de idade, órfão de ambos os pais, foi morar com o avô, ainda na capital fluminense. Com 12 empregou-se numa farmácia, área que acabou definindo sua atividade profissional para o resto da vida. Morou em Piracicaba e Araraquara antes de parar em 1896 em Matão que só adquiriria o status de município dois anos mais tarde, onde foi um dos primeiros vereadores e escolhido também seu primeiro intendente, cargo equivalente a prefeito.

Seu contato inicial com o Espiritismo deu-se em 1904 numa sessão de tiptologia usando uma mesinha tripé. Um ano depois fundou o Centro Espírita Amantes da Pobreza, atualmente C. E. O Clarim e logo depois veio o jornal, já citado linhas atrás.

Cairbar era um homem de coragem. A perseguição de um padre, após as tentativas de boicotar a farmácia que lhe dava o ganha-pão, chegou ao cúmulo quando, em conluio com o delegado local, tentou fechar o centro espírita. Cairbar invocou os direitos constitucionais e foi se defender e falar de Espiritismo em praça pública.

As escaramuças continuaram por bom tempo com o padre convocando muitos fiéis para uma procissão e manifestação na mesma praça, mas outras se sentiram incomodadas com o barulho e se puseram ao lado de Cairbar.

Entre 1914 e 1917, o também cognominado “Pai dos Pobres” atuou efetuando visitas às cadeias públicas de Matão e Araraquara. De agosto de 1936 a maio do ano seguinte manteve o programa “Conferências Radiofônicas” em Araraquara.

Entre 1911 até sua morte foram 16 livros publicados e um, póstumo. São eles: Espiritismo e Protestantismo e Histeria e Fenômenos Psíquicos, ambos em 1911; O Diabo e a Igreja, em 1914; Espiritismo para crianças, Interpretação sintética do apocalipse e Cartas a Esmo,em 1918; Médiuns e Mediunidades,1923; Gênese da Alma,1924; Espiritismo e Materialismo,1925; Fatos Espíritas e as Forças X...,1926; Parábolas e Ensinos de Jesus, 1928; O Espírito do Cristianismo,1930; A Vida no Outro Mundo,1932; Vida e Atos dos Apóstolos,1933; Preces espíritas, 1936;  Conferências Radiofônicas, 1937 e O Batismo, em 1986.

Cairbar Schutel, escolhido pela ADE-PR como seu patrono em 2001, desencarnou na cidade que ele adotou e ajudou a construir, em 30/01/1938 vitimado por um aneurisma cerebral.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2019 / Desenvolvido por Leandro Corso