ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 117ª edição | 09 de 2016.

Lentes Especiais

Um teste de honestidade

Na Universidade Federal Tecnológica, unidade de Cornélio Procópio-PR, um professor preparou um teste inspirado nos costumes da Noruega onde ele viveu algum tempo. Lá, em muitos lugares há mercadorias (roupas, frutas) expostas na rua sem ninguém cuidando. A pessoa pega o que deseja e entra para pagar.

Na cidade paranaense colocaram um freezer com sorvetes dentro da própria universidade, um aviso do valor de R$2,00 e uma espécie de urna para o depósito da compra. 

Em um mês, dos 2400 sorvetes vendidos 50 não foram pagos ou 2,08% o que foi considerado índice muito baixo, embora não o ideal que seria zero. O dinheiro arrecadado foi revertido para instituições de caridade.

Em Doutrina Espírita arriscamos afirmar que “fora da educação não há salvação”, entendida esta conforme conceituava Allan Kardec, ou seja, abrangente, “não só intelectual, mas moral e não somente aquele que vem pelos livros, mas a que se obtém pela arte de formar o caráter pelo conjunto dos hábitos adquiridos”.

Porém, antes de interrogar como imaginamos que nossos filhos ou netos agiriam diante de uma situação como aquela proposta na universidade de Cornélio Procópio, temos que perguntar como nós, pais e avós, tios, agiríamos.

Como nos comportamos diante do troco indevido que recebemos no comércio? O que fazemos quando vemos alguém derrubar uma cédula na rua? Somos complacentes com os pula-catracas no transporte público? Sonegamos informações na declaração do Imposto de Renda? Forjamos defeito em mercadoria adquirida só para poder devolvê-la com prejuízo ao comerciante? E, se comerciante, cobramos o justo, não alteramos a etiqueta do prazo de validade? Enquanto funcionário, não tentamos ludibriar o patrão no desempenho da função ou mentindo e comprando atestados falsos?

Se tivermos a plena convicção de que agiríamos em todas essas situações exatamente do mesmo modo que gostaríamos que agissem conosco, ótimo. Então, sim, podemos passar à segunda etapa e questionar

se os nossos filhos já foram devidamente orientados para ocasiões específicas como essas. Será que assimilaram realmente os nossos bons exemplos?

Toda vez que eles tentarem burlar quaisquer princípios de honestidade (para ficar somente no exemplo do teste), pegando um troco da cômoda sem consentimento ou quando pega o carro sem autorização, especialmente se não possuir habilitação, algo precisa ser feito. Acende-se no primeiro caso o sinal amarelo e no segundo direto o vermelho porque este ato representa risco não somente ao próprio autor, mas também a terceiros. 

Agora, se nem eles nem nós somos capazes de agir com correção, então, meus amigos, podemos dizer que a situação é, no mínimo, muito preocupante. As consequências vão desde a possíveis enroscos com a polícia até a triste constatação de que estamos muito, mas muito atrasados espiritualmente e muito, mas muito distantes de ser um homem de Bem. 

 É por isso que o nosso país está do jeito que está. Esse péssimo hábito querer ser mais esperto, de sempre querer levar vantagem em tudo;  a famosa lei do Gérson é responsável por grande parte das mazelas que assolam a nossa sociedade.

Pela lei de justiça divina, embasada nos mecanismos de causa e efeito que atende tanto ao individual como às coletividades, com certeza teremos que conviver por muito tempo com o egoísmo, as falcatruas, a corrupção e, por consequência, com uma sociedade doente e perversa.

Está em nós dizer ‘eu sou diferente dos que me rodeiam. Eu sou uma pessoa que crê em Deus e tenta hoje ser melhor do que fui ontem e amanhã do que estou sendo hoje’.

 

As sessões espíritas na Casa Branca

O presidente americano Abraham Lincoln (1808-1865) não só se interessava pelo Espiritismo, como tinha, ele próprio, faculdades mediúnicas e mantinha contatos constantes com os fenômenos, através das sessões espíritas realizadas dentro da Casa Branca. 

Ele tinha sonhos, a esposa tinha visões. Ele recebeu mensagens que orientavam sobre a guerra civil, sobre a elaboração de documentos para a libertação dos escravos, a democracia, o futuro, enfim, dos USA e do mundo. Lincoln acreditava que era um missionário e isso não fez mal, não o embevecia. Apenas tornava-o mais consciente de suas responsabilidades.  

O episódio mais famoso envolvendo esse extraordinário presidente americano foi o sonho sobre a própria morte, sonho este que não ocorreu uma só vez, mas várias; era um sonho recorrente.

Aliás, sobre Lincoln há o livro “Sessões Espíritas na Casa Branca”, escrito por Néttie Colburn Maynard que atuava como médium e com a qual o presidente americano costumava buscar orientações sobre assuntos diversos do governo. Ela era, à época, 1862, uma adolescente semianalfabeta que costurava sacos de dia e à noite fazia as sessões com Lincoln. 

Vários ex-presidentes e outros políticos se comunicavam encorajando a abolição da escravatura. Segundo o médium e orador Raul Teixeira, em palestra proferida em Curitiba, em 2009, um dos conselheiros nesse sentido foi um senador que, quando em vida, ‘engavetara’ tais projetos.

Lincoln teria sido orientado pelos Espíritos a se fazer presente à frente das tropas nortistas na Guerra Civil como forma de dar estímulo às mesmas que estavam esgotadas.

Além dele, outros espíritos de ex-presidentes como George Washington, Millard Fillmore, Wodrow Wilson, Franklin Roosevelt, Truman e Eisenhower tiveram experiências com mediunidade.

Roosevelt, por exemplo, foi alertado sobre a precariedade de sua saúde pelo espírito de sua secretária, Margarite Le Hand, desencarnada dois anos antes. Ele comunicou-se depois e informou que estivera consciente durante o velório, mas só fora percebido pelo cão Scottie que rolava na grama de modo incompreensível. Também manteve contato através de um médium com o estadista canadense Mackenzie King conforme consta no livro de Geraldine Cummings “Mind and life death”.

Já de Benjamin Franklin (1706-1790) é famoso o epitáfio que ele mesmo escreveu: “Aqui repousa, entregue aos vermes, o corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um velho livro cujas folhas foram arrancadas, e cujo título e douração, apagados. Mas por isto a obra não ficará perdida, pois reaparecerá, como ele acreditava, em nova e melhor edição, revista e corrigida pelo autor.” A ideia da reencarnação estava nele mais do que explícita.

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