ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 118ª edição | 11 de 2016.

Plantio e colheita

No sentido estrito, mesmo para nós espíritas, plantar e colher significa compreender os mecanismos da lei de causa e efeito. Dizemos que aquilo que de bom ou de infringente às leis de Deus que fizermos, tal e qual receberemos de volta, incutindo-nos a responsabilidade pelos atos praticados sob os impulsos do livre-arbítrio, matriz geradora da felicidade ou infortúnio futuros.

Necessário considerar, porém, que o terreno de que fazemos uso, na verdade, é uma imensa horta comunitária onde operamos o cultivo que depois, em grande parte, é partilhado com todos os demais, uns mais próximos, parentes, amigos e também os desafetos; e outros mais distantes, mas, ainda assim, sujeitos a nos sofrer as influências do que pensamos, verbalizamos, expressamos em sentimentos, e, claro, com mais vigor, dos nossos atos.

Isso é viver em sociedade. Não só a dos encarnados porque interagimos também com os que se encontram na dimensão paralela aos sentidos físicos, despidos das vestimentas carnais provisórias e, pela mão dupla, eles, os desencarnados sobre todos nós.

Embora a sabedoria divina determine “a cada um segundo as suas obras”, dando-nos a perspectiva de construtores da própria paz e alegria como também pelas desventuras, convidando-nos a melhorar sempre ainda que pelos sacrifícios impostos pela ‘porta estreita’, o fato é que não estamos sós e o tipo de semente que deixamos pelo caminho – ou fora dele, como nos relata a parábola evangélica – traz reflexos para o semeador, mas também a todos aqueles que podem ou poderiam colher-lhe os frutos.

Aqui, podemos estender um pouco mais o nosso entendimento, desdobrando os ensinamentos do Mestre cuja data, arbitrada pelos homens para designar o seu surgimento no planeta, comemoramos a cada dezembro. Não é só solo que pode ser pedregoso, incapaz de fixar a boa semente germinada nem os espinheiros dos interesses mundanos que sufocam muitas das boas intenções de espiritualização ou, ainda, porque foram lançadas desleixadamente às margens das estradas sem proveito algum. 

Temos que contar também com a qualidade do que é semeado.Que tipo de ações disseminamos aqui e ali, frequentemente de modo inconsciente e irresponsável? Selecionamos as melhores atitudes, pautando a jornada na seara da vida com compreensão, tolerância, bondade, perdão, solidariedade, um sorriso, uma gentileza, uma palavra amiga, enfim, tudo aquilo que não apenas socorre e ilumina na hora, mas se prolonga nos efeitos, contagiando e estimulando a imitação? Ou assumimos posturas diametralmente opostas, provocando a discórdia, alimentando situações constrangedoras para quem labuta na eira ao lado?

Capricho na escolha das sementes e do chão que as abrigará, eis um desafio às mãos e corações humanos. Jesus foi o maior semeador que já passou por aqui. Deixou-nos lições primorosas a nos servir de guia de conduta com os irmãos das glebas próximas ou distantes. De algum modo,  todos dependem uns dos outros, na provisão dos alimentos materiais e outras necessidades físicas, nos cuidados com a sobrevivência planetária, no trabalho de cada profissão, na educação geral, na constituição da psicosfera espiritual que nos envolve em solidariedade total que nos une ao universo e a Deus.

O Natal e o Ano-Novo convidam-nos à reflexão e às boas resoluções, renovando a paisagem íntima para mais um longo dia de trabalho entusiasmado e fraterno, atendendo ao lema estabelecido pelo escritor Alexandre Dumas na obra Os três mosqueteiros. Lembremos, “um por todos e todos por um”. Ou, se preferir, simplesmente “fazer ao próximo o que deseja que o próximo lhe faça”.

Paulo e Estevão nos cinemas em 2017

Previsto para estrear no próximo ano, o novo trabalho do diretor André Marouço, gestor da TV Mundo Maior, o mesmo de sucessos anteriores como “O Filme dos Espíritos”, “Causa e Efeito” e “Nos Passos do Mestre”, já teve filmagens em Israel, Turquia e na Itália. Outras ainda serão realizadas nestes países, além da Grécia.

O longa pretende ser o mais importante filme a divulgar a visão espírita para os fatos que marcaram o início do cristianismo, envolvendo Paulo, Estevão e as histórias e ensinamentos dos membros do Cristianismo Primitivo, numa análise especial dos fatos narrados em Atos dos Apóstolos e nas Epístolas de Paulo.

A curadoria será assinada por Severino Barbosa, escritor e doutor em Ciências da Religião pela Universidade Federal da Paraíba e conta com as colaborações do conhecido escritor espírita José Carlos de Lucca, do médium e também escritor André Luiz Ruiz, do psicólogo Jorge Damas e o ex-presidente da FEB e USE/SP, Antonio Cesar Perri de Carvalho.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2017 / Desenvolvido por Leandro Corso