ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 119ª edição | 01 de 2017.

A pedagogia espírita para consumo diário

Segundo os dicionários, pedagogia é a “teoria e ciência da educação e do ensino” ou “o conjunto de doutrinas, princípios e métodos de educação e instituições que tendem a um objetivo prático”. 

Parece-nos que o Espiritismo se encaixa de modo perfeito, principalmente nesta segunda definição, como vetor da educação da alma. Possui um corpo de doutrina, princípios fundamentais e métodos, além de instituições capacitadas a promover e disseminar conhecimentos de valor prático na vida das pessoas.

A pedagogia é, sem dúvida, uma das ferramentas mais importantes não só para o cotidiano dos centros espíritas (palestras, grupos de estudo, seminários, evangelização infantil, atendimento aos desencarnados), mas para a atuação e convivência diária de seus profitentes no meio social.

A expressão de Kardec em relação à educação moral como a arte de formar o caráter encanta-nos por se constituir na chave da felicidade deste mundo. Se o amor é a força que move o universo, este só pode se desenvolver em plenitude no terreno fértil de um coração de sentimentos enobrecidos pela consciência responsável. 

Segundo a Q. 914 de OLE, a educação promove o esclarecimento dos homens sobre as coisas espirituais com a consequente “reformulação de suas instituições que entretêm o egoísmo”. (grifo nosso). Numa época de crise ética no país, com Lava-Jato, etc, é inevitável não pensar nas palavras acima, não é mesmo? A educação espírita, ao demonstrar às pessoas a importância de reformular leis e instituições que combatam o egoísmo contribuiria em muito para a melhoria do Brasil.

Levando para outro prisma de análise, a pedagogia espírita está muito presente nos mecanismos da lei de justiça divina que é corretiva e não punitiva. E um terceiro campo diz respeito às enfermidades por nos ensinar paciência, resignação, disciplina, força de vontade numa recuperação fisioterápica, a importância da prevenção, do zelo para com o corpo, instrumento valiosíssimo de progresso, além do talvez principal deles que é a lição da reencarnação e a lei de causa e efeito.

Acima de se fazer cidadãos esclarecidos, precisamos de cidadãos de Bem. É preciso que os educadores se conscientizem que o melhor bem que eles podem fazer para nossas crianças e jovens não é só preparar para o mercado de trabalho, vencer concorrentes, fazer uma carreira de sucesso e ganhar muito dinheiro, mas que eles aprendam a fazer isso com o uso de princípios e valores morais, pelos caminhos da honestidade, da lealdade, solidariedade, respeito aos demais e aí por diante.

Se queremos soluções de longo prazo para o problema da corrupção, dos maus políticos, de adultos fúteis, escravizados pelo consumismo, ludibriados pela mídia ou que se espelham em falsos ídolos, famosos disso ou daquilo, poderosos tolos, gananciosos crônicos, temos que mostrar aos educandos por que eles podem e devem ser diferentes. Que esse mundo artificial não traz felicidade, é ilusão e motivo de frustração.

Sem isso, permaneceremos na superfície, sem alcançar a essência divina de cada ser e as ilusões do exterior continuarão arrastando legiões de incautos aos abusos, desregramentos e crimes que tanto nos entristecem e infelicitam.

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