ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 119ª edição | 01 de 2017.

Autorretrato

O Movimento Espírita comemorava em 2007 o Sesquicentenário de lançamento de O Livro dos Espíritos. Por isso, a matéria de capa da edição nº 60 deste jornal, referente ao bimestre março-abril, e que fechava o seu décimo ano de circulação, dedicou também mais duas páginas de matérias especiais sobre o assunto. Numa delas, o nosso editor, Wilson Czerski, assinou “O Livro dos Espíritos: dos autores, da proposta pedagógica e as magnas questões da humanidade”. A outra veio assinada por Marcelo Henrique Pereira sob o título “O Livro dos Espíritos: do contexto histórico e o desenvolvimento da espiritualidade no 3º milênio”.

Tentaremos aqui fazer um resumo do que foi exposto nestes dois artigos. Czerski iniciou lembrando o intervalo entre a primeira sessão assistida pelo prof. Rivail na casa da Sra. Planemaison até o festejado 18 de abril de 1857: apenas 23 meses!

Obra escrita a muitas mãos, 15 médiuns diretamente envolvidos, mas muitas mais personalidades, encarnadas e desencarnadas: Caroline e Julie Baudin, Ruth Celine Japhet, Crozet, Sra. Roustan, a já citada Plainemaison, Sra. Canu, Leclerc, Forbes, Schimidt, Roger, Aline Carlotti, Ermance Dufaux, do lado de cá; e São Luis, Vicente de Paulo, Agostinho, Platão, Lammenais, Féneon, Hahnemann, Zéfiro, Verdade, do outro.

Quinhentas e uma perguntas, 1200 exemplares na primeira edição, ampliada para 1019 na segunda, em 1860. O Espírito Verdade comunicou-se pela primeira vez com Kardec em 24 de março de 1856 e sua identidade continua sendo motivo de controvérsias.

A certa altura o texto afirmava; Nada de valioso se adquire sem esforço, dedicação, persistência. É livro para ser relido várias vezes, meditado, confrontado com os saberes materiais e científicos e metafísicos, quer procedam das religiões, das filosofias e quem não conhecê-lo não pode ser considerar espírita... Certos aspectos sociais e científicos ali, às vezes nem abordados, solicitam reavaliações parciais. Mas os alicerces doutrinários fincados, as bases filosóficas e morais estabelecidas, permanecem sólidos e inamovíveis...

Já do segundo artigo, o de Marcelo Henrique, destacamos o seguinte trecho: O Espiritismo não admite nem a imobilidade nem a estática, quer individual, quer coletiva, pois tudo está em marcha de mutação para novos estados morais-sociais, por meio da “dialética palingenética” como acentuava Manuel Porteiro... O maior legado que podemos deixar à nossa geração e às seguintes, como pensadores espíritas, é a abertura conceitual e o livre-pensar, evitando assumir posturas dogmáticas e ortodoxas em relação ao próprio edifício teórico-filosófico e experimental-prático lançado por Kardec...

O Editorial, pág. 2, tratou de “Suicídio e suicidas”, servindo, digamos, de inspiração, fato ocorrido com uma colaboradora espírita. Embora escapassem ao conhecimento e, principalmente, à necessidade de análise, até por motivos éticos, dos detalhes, o que se soube foi a preponderante influência do processo depressivo para o desfecho infeliz.

Além de enfatizar a necessidade da atenção familiar e cuidados médicos no tratamento da doença psicológica e prevenção à ideia de aniquilamento da própria vida, acentuava-se o modo como os espíritas devem encarar o ato, quando, lamentavelmente, levado a termo. Ou seja, compreensão e disposição caridosa, evitando-se a censura velada e, ainda pior, a condenação pura e simples porque, segundo “O Céu e o Inferno”, Deus leva sempre em consideração todos os fatores envolvidos, muitos dos quais servem como misericordiosos atenuantes. Isso é bom para o autor, mas talvez ainda mais, para os familiares que já têm que arcar com o peso da dor da separação dolorosa e suas próprias dúvidas e questionamentos angustiosos.

150 anos de O Livro dos Espíritos, compreensão para com os suicidas; noções de medicina aos espíritas;a desencarnacão de Ian Stevenson

Na página 7, Milton Felipeli, da ADE-SP, assinou o texto “Espiritismo e Comunicação Social”. Dentre várias colocações interessantes, citamos a seguinte: A doutrina não deve ficar enclausurada entre as paredes das instituições espíritas. Ela precisa penetrar os meios sociais e lançar aí a luz do conhecimento. Deve, entretanto, ficar bem claro que a atuação ou utilização dos meios de comunicação social pelo Espiritismo não possui o caráter doutrinal, tornando ou pretendendo tornar hegemônica a doutrina em relação a outras correntes filosóficas ou religiosas.

Na seção Por que saber, na página 8, o tópico abordado foi “Corpo humano, templo da alma: a medicina de todos nós”. Mesmo para os espíritas que não têm qualquer ligação profissional com a área da saúde, seria importante que possuíssem noções ligeiras sobre certos aspectos porque dizem respeito à parte teórica da Doutrina ou até práticos como no caso da fluidoterapia.

Noções anatomico-fisiológicas sobre o sistema circulatório, respiratório, excretor, etc foram mencionadas para subsidiar a tarefa. A reprodução assistida, clonagem, eutanásia, uso de células-tronco, doação de órgãos, tudo interessa aos espíritas que precisam saber se posicionar perante familiares, amigos, colegas de trabalho. A favor? Contra? Por quê?

E quanto ao aborto, o que sabemos do ponto de vista médico, científico que possa nos garantir a possibilidade de esclarecer e orientar sem cometer ‘heresias’ científicas? E os embriões congelados têm ou não espíritos a eles ligados? A importância da glândula pineal. Onde mesmo ela está localizada? Qual o seu papel para o corpo? E para o espírito, possui algum significado? Na mediunidade? Como?

Os neurotransmissores como a serotonina, dopamina, endorfina, qual o seu modo básico de agir? Influencia o humor, seus desequilíbrios contribuem para a depressão? Tudo isso é campo de estudo para os espíritas. E dos mais relevantes porque através dele o Movimento Espírita e, por consequência, o Espiritismo se manterá sempre atualizado.

Na página 10, seção A Revista Espírita de Kardec, cuidamos do 1º semestre de 1862. E na seguinte inaugurávamos exatamente esta seção, Autorretrato que não vamos aqui reviver novamente.

E o fechamento da edição registrou a desencarnação do pesquisador Ian Stevenson, ocorrida em 08 de fevereiro daquele ano, aos 88 anos de idade. Canadense, após 38 anos de pesquisas, catalogou 3000 casos de crianças com reminiscências de vidas passadas em países diversos como Tailândia, Índia, Turquia, Líbano, sua terra natal, Estados Unidos e Brasil.

Dos 600 casos mais significativos do ponto de vista científico, selecionou 200 e, finalmente, os 20 que compuseram a sua obra mais conhecida, “Vinte Sugestivos Casos de Reencarnação”.

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