ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 119ª edição | 01 de 2017.

Desânimo

Por Carlos Augusto de São José

Vivemos a época mais difícil da Humanidade, em todos os tempos. Agravamento da crise econômica, pornografia desenfreada, alarmante aumento do uso de tóxicos, corrupção incontrolável, separação conjugal, desregramento sexual, proliferação de artefatos nucleares, guerras intermináveis, descrença em Deus, falência das religiões tradicionais, desamor, consumismo etc, compõem o quatro sombrio de ameaças para todos os continentes do Planeta.

A criatura humana, despreparada espiritualmente, não consegue fugir ao contágio desses males por ela mesmo criados e manifesta visíveis sintomas de esgotamento na forma de inúmeras cardiopatias, “stress”, neurastenias, úlceras “nervosas”, agressividades e mais uma complexa “colcha” de obsessões incuráveis a curto prazo.

O movimento espírita, constituído de pessoas comuns, está nitidamente sob a pressão desses fenômenos. Embora a sinceridade, poucos, pouquíssimos estão vencendo a dura batalha de permanecer “de pé”, consoante advertência do Senhor para estes dias.

O desânimo, como resultado direto da síndrome apocalíptica, está nos corações, nos lares e nas instituições. Diante das tarefas doutrinárias, alguns companheiros queridos apresentam evasivas; outros respondem com meio-sorriso saturado de amargura, quando não se afastam revoltados e vencidos.

O Cristo não nos deu fórmulas mágicas ou varinhas de condão para destruir ou transformar de imediato aquilo que os séculos construíram a convite da invigilância, da ignorância e da prepotência. No entanto, disse que o seu “fardo” e o seu “jugo” são, respectivamente, bem mais leve e suave do que os do mundo.

A verdade é que se implantou em nosso ambiente espírita a falsa ideia de que nós, estando servindo à Seara, estaríamos a salvo de aborrecimentos e dificuldades. Monstruoso engano! Em momentos algum o Cristo e os espíritos disseram algo que nos levasse a crer nisso. O “fardo leve” e o “jugo suave” representam a diminuição das dores expiatórias ou provacionais e não a anulação delas.

Se a vida está difícil com o Cristo, será insuportável sem Ele. Meditemos nisto. Tudo serenamente compreendido e aceito acumulará “tesouros no céu, onde as traças e os ladrões não alcançam”. A presente encarnação é a maior chance de resgate e de obtenção de luz, em todos os milênios.

O Apóstolo Paulo, após perder a noiva amada, a família, o prestígio do Sinédrio, os amigos, foi à Grécia e lá pregou o Cristianismo para os filósofos epicureus e estoicos. Apesar da brilhante exposição foi alvo de zombarias e maus-tratos. Diante de tantas decepções, entregou-se ao desânimo para chorar copiosamente nos arredores de Atenas. Debaixo de enorme desalento, ouviu doce voz a lhe sussurrar nos ouvidos mediúnicos: “Ama, trabalha e espera”. Ergue-se para nunca mais sentar. Venceu a si mesmo e arrebatou o Céu. Espírita, “ama, trabalha e espera” e o futuro responderá.

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