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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 119ª edição | 01 de 2017.

Lentes Especiais

Ataques terroristas e obsessões

“A globalização do terror é a mais nefasta praga do século XXI”, afirma a revista Veja em sua edição de 20 de julho do ano passado, ao comentar o ocorrido em Nice (França) uma semana antes. 

Se, em termos de saúde mental, os grandes vilões da atualidade são a ansiedade e a depressão, em nível espiritual, mas também com reflexos no mental, no social e até no físico, são as obsessões.

Por outro lado, um problema até agora insolúvel que vem atormentando governos, pessoas comuns, principalmente na Europa, Ásia e África, e turistas do mundo inteiro são os ataques terroristas.

Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? 

Pretendemos analisar aqui a possível influência de espíritos desencarnados como cúmplices ou até mesmo mentores invisíveis destes ataques sanguinolentos que tanto pavor tem disseminado.

Segundo Allan Kardec há três tipos principais de obsessões: a- simples (leve; geralmente só manifesta pelos pensamentos na forma de sugestões, causa mal-estar, cefaleia, pequenos outros incômodos somáticos, irritação, agressividade, etc); b- fascinação (comum na mediunidade, mas também como força persuasiva, constrangedora, supressão da vontade, cegueira da razão) e c- subjugação (domínio amplo mental e físico).

Também sabemos que essa ação maléfica de uns sobre outros ocorre não só de desencarnados para encarnados, mas de encarnados para desencarnados; de um espírito desencarnado para outro e de encarnado para outro encarnado.

Pois o que observamos no modus operandi de grupos terroristas como o Estado Islâmico, Talibã, Al Quaeda e Boko Haram faz supor essa possibilidade. O recrutamento via internet – a mensagem atinge milhões, mas só alcança o objetivo naqueles com problemas emocionais, desajustados, etc. Nesse processo de recrutamento, ocorre uma verdadeira “lavagem cerebral”, há um forte apelo do fundamentalismo religioso, comportamentos psicóticos (insensibilidade absoluta diante da dor de desconhecidos, crianças, idosos, etc).

 

Erro de laboratório salva a vida de médico

 

“Há males que vem para o bem”; “Deus escreve certo por linhas tortas”. São dois ditos populares interessantes. Então vejamos essa história: o médico David Uip, de 64 anos, secretário estadual de Saúde de São Paulo deu um depoimento à revista Veja de 13/07/16 dizendo que só descobriu que estava com duas coronárias com 95% de obstrução que o levaria à morte a qualquer momento, por “acaso”.

Vamos aos detalhes: ele queria fazer um plano de previdência especial e precisou fazer um exame prévio. O laboratório indicado por “coincidência” era o mesmo de seu pai. Os exames estavam normais, mas muito diferente dos anteriores. Logo ele percebeu que, tendo ambos, ele e o pai, o mesmo nome, os exames de ambos tinham sido trocados.

A seguradora também notou isso e pediu exames complementares e ele, até para ganhar tempo, em vez de desfazer o engano, aceitou realizar estes exames quando apareceu o grave problema cardíaco. O médico diz: fui vítima de um erro que acabou salvando minha vida.

Bem, talvez ele não tenha feito por mal, por orgulho ou falta de fé, mas o fato é que, em lugar dele muitas outras pessoas lembrariam de atribuir a Deus esse fato e agradecer por isso. Na vida diária, muitos casos semelhantes podem ser relatados. Sabemos que o “acaso” não existe; a Providência Divina está atenta. Se não ocorre com todo mundo é porque as missões de cada um são diferentes; seus méritos são diferentes, os resgates de vidas passadas são diferentes ou as provações do caminho são diferentes.

Portanto, quando sofremos algum contratempo, quando algo dá errado, um atraso, desencontro, pequeno acidente, uma frustração, pensemos que talvez aquele pequeno mal pode representar um grande bem no futuro e Deus realmente sabe muito bem o que faz. Não duvidemos de sua sabedoria nem de seu amor e bondade. Tenhamos fé acima de tudo.

 

A EQM de Lars Grael

 

Os cientistas só começaram a se interessar pelas Experiências de Quase-Morte no início da década 1960 e, modo geral, apontam cinco fases no processo. São elas: a) o indivíduo vê-se invadido por sentimentos de paz, beleza e alegria; b) uns veem seus corpos outros não; sentem-se mais vigorosos, os sentidos tornam-se mais aguçados, há maior lucidez mental e percebem estar em um ambiente iluminado; ouvem espíritos incitar a volta ao corpo, às vezes acusam dores; c) percorrem um túnel escuro ou há só uma permanência no escuro; d) alguns seguem até o final e saem para luz e sentem saudade dos que ficaram; flutuam; e) encontram-se em belas paisagens, percepção de harmonia, luz, mas alguns andam lugares tenebrosos.

No final de 2015 foi lançado o livro “Lars Grael, Um Líder Para Nossos Tempos' em coautoria dele com Eduardo Ohata. Ali há o relato de um dos mais impressionantes episódios da vida do velejador medalhista olímpico que sofreu um acidente náutico em 1998 do que resultou a amputação de uma das pernas.

“O que viu, como foi, o que sentiu enquanto estava fora do corpo, e a torcida silenciosa para que depois de os médicos terem desistido de revivê-lo, algum deles continuasse a tentar”, assim resume o coautor. Mas no Youtube também há um vídeo do próprio Grael no qual ele conta que a EQM se deu durante o trajeto para o hospital em Vitória quando teve uma parada cardiorrespiratória e sentiu primeiro a sensação de impossibilidade de se mexer, depois uma profunda paz e uma espécie de levitação de seu espírito.

Ele explica que sempre fora muito racional achando que depois da morte a energia que sustentava a vida se esvai e acabava tudo. Porém, com a experiência aprendeu a valorizar mais a vida, desfrutar do presente e das coisas simples, reconhecendo que bens materiais e fama nada valem.

Então aí está o depoimento de uma pessoa conhecida de todos nós comprovando mais uma vez e de modo diferente das comunicações mediúnicas que a morte não existe.

Mais que isso, dessa experiência fica a lição, a recomendação de como viver. O valor que devemos, ou melhor, não devemos dar às ilusões da carne: dinheiro, beleza, fama, poder, nada, mas nada disso mesmo levaremos para as dimensões espirituais.

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