ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 119ª edição | 01 de 2017.

Livros que eu recomendo

Por Wilson Czerski

“Kardec, a biografia”, de Marcel Souto Maior, o mesmo que escreveu “As vidas de Chico Xavier” e que serviu de base para o filme sobre o médium mineiro, é o livro resenhado neste bimestre. O mesmo tem 363 páginas, publicação da Editora Record e foi lançado em 2013.

Por não conhecer outras biografias sobre o Codificador, estou impossibilitado de fazer comparações. O que sei é que gostei muito desta que tenho em mãos.

Embora Marcel, às vezes, abuse um pouco do seu estilo irônico, a verdade é que o livro é ótimo. A narrativa inicia com a primeira sessão de manifestação dos espíritos pelas mesas girantes a que ele assistiu na casa da Sra. De Planemaison, em 08/05/1855, mas não deixa de mencionar atos anteriores a estes, principalmente quanto à formação e atividades profissionais do até então prof. Hippolyte Léon Denizard Rivail.

O livro traz detalhes da luta enfrentada por ele desde então até sua desencarnação, em 1869, contra as perseguições do clero, as chacotas da imprensa, o descaso dos cientistas, as fraquezas de falsos médiuns e incompreensões internas, além das dificuldades materiais e suas próprias dúvidas iniciais e na separação do que poderia considerar como fatos dos enganos involuntários.

Disso tudo resulta o retrato de um homem missionário, possuidor de inúmeras virtudes, mas ainda assim humano, sujeito a emoções, fadiga  e da necessidade de adotar ações mais duras, de mais diálogos com os desencarnados do que com os encarnados.

Allan Kardec vê, estuda, compara, conclui, se convence e, daí em diante, mantém uma postura de firmeza inquebrantável, seja qual for o tipo de inimigo, dos meios empregados por ele e dos princípios estabelecidos pelos Instrutores Invisíveis.

E lá desfilam diante de nossos olhos, de modo ordenado, cronológico e rico em detalhes, tantos coadjuvantes de que já ouvimos falar, muitos deles estrelas de primeira grandeza: as precursoras Irmãs Fox, as meninas Baudin e a Srta. Japhet, que intermediaram a maior parte dos contatos de Allan Kardec com os Espíritos; os ensinamentos e conselhos espirituais de Zéfiro e do Espírito Verdade; o médico Demêure que ele conheceu depois de desencarnado e zelava pela sua saúde; o doador Jobard que exigia mais rapidez na propagação da Doutrina; a dedicada companheira Amélie e o jovem astrônomo Camille Flamarion; o editor Didier e o importador dos livros queimados no Auto de Barcelona, Leymarie; a médium Ermance Dufaux biografando Joana D’Arc e Madame Girardin reforçando a convicção do escritor Vitor Hugo; as exibições de fenômenos de Daniel Douglas Home e os irmãos Davenport que atiçavam a curiosidade ao mesmo tempo que provocavam críticas maldosas, mas, às vezes, justas.

Enfim, “Kardec, a biografia” é uma oportunidade rara de conhecer melhor a figura do Codificador da Doutrina Espírita e a forma como essa obra foi estruturada, razão pela qual, passados 110 anos, seu edifício permanece de uma solidez granítica para benefício da humanidade. 

 

O Espiritismo é pop

 

Escrito por Marcelo Teixeira, o título acima tem o selo do Centro Espírita Amor e Caridade, de Bauru-SP, 191 páginas distribuídas em 18 capítulos e sua primeira edição é de 2015.

A intenção do autor, marcada já no título, é demonstrar que o Espiritismo é uma doutrina sempre atualizada, de vanguarda. Todos os problemas e temas que afetam o dia a dia das pessoas, em âmbito social, moral, nacional ou internacional, atestam mais uma vez que o Espiritismo relaciona-se com todos os ramos do conhecimento.

Essa doutrina precisa ser ouvida porque tem muito a dizer e contribuir, de modo muito útil, sobre a vida em geral das pessoas. O Espiritismo é moderno, atual, mas também alegre, otimista.

Em vários deles o autor critica os próprios espíritas que poderiam estar no mundo, sem ser do mundo e nem fugir do mundo, explicando com isso que podemos e devemos participar dos fatos da vida material sem se deixar ser engolidos por eles e, também, sem ter que ser omissos, agindo como avestruzes.

Claro, nem por isso precisamos ter que concordar 100% com as colocações do autor. Porém, isso não só é normal como desejável, pois não se deseja um Movimento com posturas bovinas, mas constituído de pessoas lúcidas e capazes de pensar por si mesmas. E também não invalida nem retira outras qualidades da obra.

Se tivermos que sempre e apenas ler tudo aquilo que já foi escrito, nenhuma nova obra será necessária. A Doutrina Espírita é progressiva e dinâmica. Requer acompanhamento dos problemas e desafios apresentados à sociedade atual. Desenvolver a capacidade de raciocínio e discernimento, eis o desafio de todos aqueles que trabalham não só a literatura espírita, mas também nas demais formas de divulgação de seu conhecimento.

Por isso o autor transita pela política, terrorismo, homossexualidade, ecologia, preconceitos, tradições, 

Enfim, uma leitura leve, agradável e que cumpre com o objetivo proposto de instruir pela atenção despertada para a presença constante dos ensinamentos espíritas na vida de todos nós, mesmo em meio a toda a ciência, tecnologia e transformações sociais atuais.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2017 / Desenvolvido por Leandro Corso