ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Jornal Comunica Ação Espírita | 120ª edição | 06 de 2017.

A vida lá fora

 Um dos seus princípios básicos da Doutrina Espírita é a pluralidade dos mundos habitados, convicção não só embasada na revelação dos Espíritos Superiores e nos ensinamentos do Cristo quando diz que “na casa de meu Pai há muitas moradas”, mas também depreendido filosoficamente que é irracional se imaginar Deus tendo criado o universo com cerca de 120 bilhões de galáxias, cada uma delas com cerca também de tal número de estrelas e seus planetas inutilmente ou só para o deleite de nossos olhos.
 É de todo interesse da Doutrina Espírita que se acompanhe todas as descobertas desta área científica. Entretanto, antes de avançarmos em nossa análise, cabe lembrar que afora essa revelação recebida de modo taxativo pelos Espíritos Superiores e descrições mais ou menos gerais a respeito da vida nestes mundos, quando se tratava de julgar comunicações mais detalhadas de um ou outro, Kardec teve o cuidado de afirmar que “só ao futuro cabe confirmá-las ou não”.
 O Espiritismo precisa estar atualizado sobre a cosmogonia em geral, a formação dos mundos, a expansão do universo, os buracos negros, o destino da Terra. Ao Espiritismo interessa acompanhar e incorporar os conhecimentos adquiridos através das viagens exploratórias a outros planetas sejam de naves tripuladas ou não; há vida lá fora? Interessa-nos a descoberta de exoplanetas, buracos negros, matéria escura e energia escura.
 Falando, aliás, em exoplanetas, desde 1900 já foram descobertos 3300 e estima-se que haja 14 bilhões deles só na Via Láctea. Recentemente foi descoberto aquele que mais se assemelha a Terra, denominado de “Próxima b” a 4,2 anos-luz daqui em órbita de Centauri, a estrela mais próximo do nosso sistema solar.
 Em 2011, o telescópio Kepler havia detectado um total de 1235 planetas ou astros prováveis planetas, mas chama a atenção de que do total, 54 orbitam suas estrelas na chamada “zona habitável” e destes, cinco têm diâmetro próximo ao da Terra.
 Em 2009, Duncan Forgan, astrofísico da Universidade de Edimburgo (Escócia) estimava em 361 o número de civilizações inteligentes em nossa galáxia e 37.964 fora dela.
 Quanto à matéria escura, etc, sabemos que o universo é composto por 72% de energia escura, 23% de matéria escura, 4,6% de átomos, ou seja, menos de 5% de matéria como a conhecemos, e menos de 1% de neutrinos.
 Para que servem essa matéria e energia escuras? Do que são constituídas? Qual a relação entre ambas e com o restante dos componentes do universo? Pouco ou nada se sabe. “A matéria escura forma uma espécie de esqueleto em torno do qual se localiza a matéria normal”. Já da energia escura supõe-se que tenha força contrária à gravidade e seja responsável pela aceleração da expansão do universo.
 Segundo uma complexa equação do astrofísico Frank Drake, teríamos 16,2 planetas (incluindo a Terra) na Via Láctea (ou luas com condições de planeta) habitados por seres capazes de enviar e receber mensagem pelo espaço.  Em julho de 2015, estimava-se haver 10 bilhões de planetas parecidos com a Terra na Via Láctea.
 Calculando-se o número de estrelas que possuem sistemas planetários, número de planetas com atmosferas propícias à vida, número de planetas em que vida inteligente pode evoluir, número dos que teriam alcançado tecnologia avançada e capacidade de comunicação interespacial, haveria entre 10 000 e um milhão desses planetas só em nossa galáxia.

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