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Jornal Comunica Ação Espírita | 120ª edição | 06 de 2017.

As verdades que gostamos e as que não gostamos de ouvir

Por Wilson Czerski

  • Juiza Selma Arruda, do Mato Grosso, fã de Sérgio Moro Juiza Selma Arruda, do Mato Grosso, fã de Sérgio Moro

 No Mato Grosso, a juíza criminal Selma Arruda que se diz fã do colega Sérgio Moro, está seguindo-lhe os passos e prendendo traficantes violentos e políticos poderosos como, por exemplo, um ex-governador do seu estado. O portal UOL divulgou na 4ª Feira de Cinzas uma matéria sobre ela e algumas das suas interessantes declarações, como de que é contrária à descriminalização das drogas que, segundo suas palavras, seria o “caos do caos”.
 Aprovadíssima por nove em cada dez cuiabanos, ela garante que é uma falácia se dizer que no Brasil encarcera-se gente demais e, talvez, até por isso mesmo, defende penas mais duras para os criminosos.
 Declarando-se espírita, afirmou que se preocupa muito com o ‘juiz de todos os juízes, Deus’ porque não sabe como ela será julgada quando ‘chegar do lado de lá’, justamente no desempenho de seu trabalho de julgar. Há três anos perdeu uma filha por câncer e conclui que a vida, afinal de contas, é justa.
 Tomei dessa notícia para comentar aqui não só porque ela é espírita, mas também por isso. E explico. Em primeiro lugar, Sérgio Moro fazer escola é ótimo. Nem entrarei em detalhes, pois os entendo desnecessários. Em segundo lugar, chama a atenção a preocupação dessa magistrada com a ‘medida com que será medida’ pela justiça divina. Pelo que sei, essa preocupação não é só dela, mas talvez recaia com maior peso entre as autoridades da justiça que se declaram espíritas.
 Para eles não dá para aplicar o “não julgueis para não serdes julgados’ proposto por Jesus. Por escolha própria, mas também por delegação da sociedade, espera-se que tais pessoas  tenham o conhecimento, competência, discernimento e valores morais elevados para cumprir bem com essa missão.
 Ao final, resigna-se diante dos ditames da vida que, por uma grave enfermidade, separaram-na temporariamente da filha. De fato, não se esperaria outra coisa de uma pessoa que se diz espírita.
 Para finalizar, ao contrário de muita gente que quer parecer muito boazinha, caridosa e defensora dos direitos humanos, ressalto o entendimento da juíza de que não se encarcera demais no Brasil. Também sou defensor dos direitos humanos e considero o tratamento destinado aos nossos presos como indecente, cruel e absurdo, mas um erro não justifica outro.
 O fato é que se prende bastante porque tem bandido demais nas ruas. Falta melhor educação e prevenção? É verdade. Faltam melhores condições econômicas? Faltam, mas na maioria das vezes a causa principal da delinquência não é essa.
 O delito pequeno conduz ao grande. A perda de pouco valor para quem tem bastante significa muito para quem quase não tem nada. E penas alternativas no Brasil não funcionam porque ninguém fiscaliza.
 Então é preciso ter coragem de se dizer com todas as letras que a sociedade está cansada de ser refém da bandidagem e enquanto pensamos que estamos sendo tolerantes e bonzinhos, estamos, na verdade, apenas sendo coniventes.

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