ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 121ª edição | 08 de 2017.

Espíritos infantis

Por não sabermos quem somos, nossa origem, o porquê do existir e destinação, em geral, exigimos da vida coisas que não merecemos ou não necessitamos e também nos rebelamos, contrariados, por não conseguirmos os ‘brinquedos’ materiais e no tempo desejado. Esse comportamento revela a presença de espíritos infantis em corpos adultos – crianças grandes.

Por exemplo, perdoar é sinal de maturidade e inteligência porque faz bem à saúde física e psíquica/emocional. Mas preferimos bater o pé e dizer que não. Preces não atendidas podem até enfraquecer a fé, provocar desânimo, mas sabemos o que pedir? 

Então, como podem ser vistas essas crianças teimosas e mimadas que são muitos de nós? Indivíduos que não desenvolveram algumas de suas potencialidades que poderiam lhes servir de faróis na vida. Não se trata nem de falta de inteligência, talvez de discernimento ou o vigor nefasto do orgulho que impede o reconhecimento das próprias incapacidades.

Aliás, poderíamos aqui diferenciar inteligência de sabedoria. A primeira, segundo os dicionários, em resumo, é a capacidade de aprender; já a segunda representa a aquisição e uso da prudência, moderação, temperança, sensatez.

Por isso que, sem querer ofender, pode-se dizer que um profissional da saúde, médico, fumante, é inteligente (caso contrário, não teria se formado), mas pouco sábio porque deveria ser o primeiro a aplicar o conhecimento dos males causados pelo tabagismo em si mesmo. 

Também por isso, muitas vezes falamos em sabedoria popular entre pessoas incultas cuja observação e experiência de vida superam outros que julgam ter aprendido muito só pelos livros.

Viver no mundo das ilusões, cometer equívocos, denota nem sempre maldade, mas ignorância, ingenuidade, ou seja, espírito infantil. Erra-se por desconhecimento. Até certo ponto. Pois, como diz o ditado, insistir no erro já é burrice.

E é isso o que fazemos, percorrendo o caminho de ida e volta do mundo material ao espiritual e daquele para este, quase inconscientes, cometendo os mesmos equívocos, indiferentes às razões do ciclo reencarnatório sem saber e, mais grave, sem querer saber quem somos, de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde iremos.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2017 / Desenvolvido por Leandro Corso