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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 121ª edição | 08 de 2017.

Livros que eu recomendo

Por Wilson Czerski

O livro em análise nesta edição é “Fantasmas, espíritos e aparições”, de autoria da médium inglesa Linda Williamson, editado no Brasil em 2007 pela Butterfly e possui 211 páginas.

Há dois aspectos principais a serem destacados nessa obra. Em primeiro lugar a credibilidade que se dá aos médiuns num país em que a predominância da Igreja Anglicana tende a ser mais impermeável a esse tipo de ideias, embora uma pesquisa do Instituto Gallup de 1999-2002 tenha revelado que no Reino Unido 29% criam na reencarnação e 58% na vida após a morte. Provavelmente esses porcentuais não tenham se alterado significativamente.

O segundo aspecto é a imensa coincidência dos conceitos emitidos pela autora com os contidos na Doutrina Espírita. Embora Linda Williamson não mencione uma vez sequer Allan Kardec e não conste na bibliografia da obra nenhuma referência espírita, ou ela estudou as obras de Kardec e omitiu o fato ou a sua experiência permitiu avaliar otimamente bem o que ocorre, principalmente na área da mediunidade, mas também a vida no além, reencarnação, lei de causa e efeito, importância da caridade para com os desencarnados, etc.

Ofereço aqui alguns pormenores a título de ilustração do conteúdo tratado pela médium inglesa e, talvez, de incentivo para que os leitores se animem a adquirir e ler o livro.

Por exemplo. Ela narra ter visto o “fantasma” de um gato e os dois gatos seus, vivos, também ficaram olhando para o vazio com o pelo arrepiado. Em outro trecho descreve o mundo espiritual como mais sutil, mas semelhante ao nosso com cidades grandes e pequenas, árvores e flores com cores desconhecidas; mora-se com os que nos antecedem; crianças nos recebem e animais aos seus donos. Isso no primeiro plano, o astral. Haveria outros mais evoluídos.

Ela fala da reencarnação e quando já não se precisa dela, só voltando para cá como guias, para fazer curas ou orientar a humanidade. Discorre sobre o atendimento prestado em igrejas e locais de oração, realizado só por espíritos e do número de necessitados e curiosos que até ali acorrem.

Ao falar do seu trabalho como médium, deixa claro que o que faz é desobsessão, ou melhor, “encaminhamento caridoso” e afirma que tudo dura poucos minutos; só há contato mental, a partir de ‘impressões’ de tristeza e solidão. Pede ajuda aos guias e ambos projetam luz para beneficiar os errantes.

Agora, para não deixarmos de sermos imparciais, três pontos de divergência com a Doutrina Espírita. Primeiro ela diferencia fantasmas (espécie de espectros energéticos, mas não vivos) de espíritos errantes (‘perdidos’, confusos,  ex-moradores das casas ‘mal-assombradas’, porém,  não são maus).

Aliás, e segundo ponto, afirma que os espíritos maus são muito raros. Só se por lá, porque por aqui está cheio, como bem sabem os espíritas que atuam na área de atendimento aos encarnados afetados e respectivos desencarnados responsáveis pelos transtornos físicos, emocionais e espirituais que provocam.

O terceiro ponto é o seu entendimento de que O corpo espiritual é sempre perfeito, sem doenças... qualquer doença desaparece no momento da morte. Mas em alguns casos, sua mente está tão concentrada na dor que a sentem ou pensam senti-la. Como sabemos, a Doutrina Espírita não pensa exatamente assim porque muitas lesões perispirituais persistem e até retornam em reencarnações subsequentes.

De qualquer forma, vale muito a leitura desta obra, exemplo, acima de tudo de um belo uso da mediunidade.

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