ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 122ª edição | 08 de 2017.

O milagre das crianças de Fátima e a interpretação espírita

Recentemente foi bastante divulgada pela televisão no Paraná uma cerimônia de canonização ocorrida em Portugal, com duas personalidades adquirindo o “status” de santo. Para que isso aconteça, como primeiro passo, é necessária a comprovação da suposta realização de pelo menos um milagre que permite a beatificação e, depois, um segundo para a canonização propriamente dita. 

E foi o que aconteceu com duas das três crianças que protagonizaram as visões de Fátima nas quais as chamadas crianças pastorinhas teriam ouvido de Nossa Senhora três segredos. Como o papa João Paulo II já havia cumprido a primeira parte, agora Francisco realizou a segunda para a qual foi decisiva uma ocorrência envolvendo um menino do interior do Paraná, atualmente com nove anos.

Em 2013 ele sofreu uma queda de seis metros de altura, teve traumatismo craniano, entrou em coma, mas três dias depois despertou, recuperando a saúde em plenitude, sem sequelas.

A família havia pedido para que algumas freiras da cidade orassem por ele. Uma delas teria visto um chaveiro das pastorinhas e a elas recorreu e todos passaram a atribuir a cura do menino a um milagre realizado pelos agora declarados santos.

Não vamos analisar aqui especificamente este fato, mas todos os que se assemelham. A intenção não é tecer nenhuma crítica e os comentários, sempre respeitosos aos ditames da Igreja Católica e seus fiéis, pretende somente mostrar como o Espiritismo interpreta ocorrências desta natureza.

Por definição, milagre é algo inexplicável porque se realizaria fora das leis naturais. De origem, portanto, sobrenatural, o milagre é insólito, isolado e excepcional. Isso tudo está bem explicado no livro “A Gênese” de Allan Kardec, onde, quase no final, há três capítulos dedicados ao assunto, incluindo ao que se refere aos chamados milagres de Jesus. 

Pelo que lá está exposto, compreendemos que a aceitação dos milagres significaria uma derrogação das leis da natureza. Deus até poderia realizá-los, mas por ele próprio tê-las criado leis absolutamente perfeitas, não as corromperia.

Leis ignoradas ou mal conhecidas levam a falsas interpretações do que os sentidos físicos captam no plano objetivo. A Doutrina Espírita, ao ratificar a existência e propriedades do corpo sutil da alma, o perispírito, já conhecido há milhares de anos pelas religiões orientais e citado por Paulo de Tarso, derruba completamente a ideia do sobrenatural, embora sem negar a possibilidade de intervenção do Divino ou outros seres superiores no mundo material.

Devemos lembrar que muitos desses supostos milagres acontecem todos os dias aparentemente sem interferência de nenhuma entidade, como em acidentes, catástrofes naturais ou provocadas. Normalmente costuma-se, então, atribuir diretamente a autoria Deus, anjos da guarda, espíritos protetores.

Outra situação, aliás, presente também no caso do menino Lucas, é o das preces intercessórias. As obras de André Luiz, via psicografia de Francisco Cândido Xavier, contêm diversos casos ilustrativos e o benefício pode se dar tanto para encarnados como para desencarnados.

As preces podem ser dirigidas diretamente a Deus ou a alguma dessas entidades e mesmo entre elas pode ser que o socorro venha por algum outro membro da equipe como sabemos ocorrer nos ambientes espíritas, por exemplo, com o espírito do médico Bezerra de Menezes.

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