ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Jornal Comunica Ação Espírita | 123ª edição | 09 de 2017.

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O principal destaque da edição n° 64 do Comunica Ação Espírita, referente ao bimestre novembro/dezembro de 2007 foi, sem dúvida, a realização do segundo e último – até agora – Congresso Brasileiro de Divulgadores do Espiritismo, evento sediado por João Pessoa-PB e organizado pela ADE local, entre os dias 11 e 14 de outubro daquele ano.

O tema central foi “Comunicação Social Espírita – construindo pontes entre as pessoas” cuja solenidade de abertura teve a presença de Merhy Seba, do presidente da federativa local e do prefeito da capital paraibana. Luiz Signates fez a conferência da noite, estendendo o tema central do congresso com “Os desafios da comunicação na era globalizada”.

Nos três dias seguintes muitos painéis, oficinas, mesas-redondas e cursos coordenados, por exemplo, por Dora Incontri, Alamar Régis e Alkíndar de Oliveira. Wilson Czerski, da ADE-PR , ministrou o curso “Metodologias Práticas de Divulgação e Comunicação – da Mídia ao Livro”.

Duas conferências fecharam o 2º CONBRADE: André Trigueiro que falou sobre “Espiritismo e Ecologia” e Cosme Massi que discorreu sobre “De Kardec ao 3º Milênio”.

Outro evento foi o 3º Fórum Nacional de Espiritismo de Curitiba, promovido pelo NPU-Brasil realizado no feriado de Finados. Alguns dos temas tratados foram: “Aura e chacras”, “Educação, Reencarnação e Família”, “Razões Científicas e Espirituais do Aborto”, “A instituição Espírita como Centro de Educação e Cultura”. Entre os conferencistas, Marlene Nobre, Ricardo Di Bernardi, Wilson Picler. 

Novamente o editor do CAE, Wilson Czerski expôs o seu trabalho, repetindo o tema já apresentado ao 2º CONBRADE, quando ressaltou a necessidade de se aperfeiçoar o discurso usado pelos espíritas nos meios de comunicação, especialmente em relação à ênfase doutrinante, ufanista e salvacionista.

Na sequência fez um descritivo daqueles que considerou como os 16 principais veículos que se prestam à divulgação e comunicação espírita: rádio, Tv, jornais e revistas, internet; palestras, estudos, atendimento fraterno, educação infantil; comunicação interna nos centros espíritas, atividades de apoio aos encarcerados, idosos e enfermos e o grupo de eventos como seminários, oficinas, cursos; e mais o atendimento fraterno por telefone, as artes e o livro, incluindo biblioteca, livraria, bancas, feira e clube do livro, além da autoria de literatura.

Ainda sobre o CONBRADE, nas páginas 6 e 7, pinçamos algumas colocações feitas pelos conferencistas. Da palestra inicial, Luiz Signates: Na própria mediunidade não há mais diálogo. O telefone só toca de lá para cá, ninguém faz perguntas, não se busca respostas para os novos problemas nem se duvida do que os espíritos dizem como Kardec fazia... Na comunicação social não basta interatividade e tecnologia. É necessária a fraternidade nas relações, uma postura de diálogo e disposição de aprender... 

As notícias do 2º CONBRADE de 2007 e o 3º Fórum Nacional de Espiritismo em Curitiba;a mediunidade em conventos e até presídios. 

Dora Incontri: ... a pedagogia espírita não visa catequisar ou doutrinar porque ela é abrangente e deve voltar-se não só para os espíritas, o que exige método e linguagem diferenciados... Somos iguais quanto à origem, às potencialidades e à destinação final, mas a singularidade individual, presente nas experiências já adquiridas... precisa ser trabalhada por uma educação não padronizada ou formatadora.

Em “O que compromete a credibilidade da mensagem espírita”, Pedro Vieira elencou: uso de linguagem pseudocaridosa que não critica em nome da caridade, a prolixa, rude, rebuscada, informal ao extremo ou chula e mística.

Na página 10, seção “A Revista de Kardec”, os destaques publicados foram referentes ao 1º semestre de 1864. Mencionando o mês de fevereiro, recordamos Allan Kardec comentando sobre um presidiário que, após ler “O Livro dos Espíritos”, desenvolvera a mediunidade da psicografia. E o Codificador arremata dizendo que se nem as grades e ferrolhos de uma penitenciária eram capazes de deter as manifestações dos Espíritos, não seriam os inimigos da Doutrina que o coseguiriam.

Em março, o editor da Revue conta dois casos curiosos. O primeiro de uma religiosa cega que fazia belos desenhos num convento de Saint-Laurent, isto em 1849. Segundo ele, tanto podia ser um espírito pintando pelas suas mãos ou ela própria através da ‘dupla-vista’ ou clarividência, portanto, manifestação anímica. A outra notícia se referia às consultas que a rainha Vitória fazia ao espírito do príncipe Albert, seu falecido marido, toda vez que se via diante de uma grave decisão de governo.

Em maio, Kardec, ao analisar o problema da presciência ou capacidade de prever o futuro, compara o indivíduo hábil para tal realização a alguém no alto da montanha em relação ao viajante no vale ou àquele que dispõe de um poderoso telescópio ao que observa o céu a olho nu. Essa faculdade seria dada a alguns como missão especial e as revelações, em geral, surgem espontaneamente.

Ainda ilustrando manifestações espíritas em conventos, Kardec cita em dezembro de 1864 a produção de ruídos diversos e movimentos de objetos em uma cela no convento de Vivers, em 1741, e a médium involuntária era Irmã Maria, pessoa de moral ilibada e paralítica.

Na última página da edição 64 do CAE, foi notícia o primeiro ano de fundação da ADE-Japão, constituída em 16 de dezembro do ano anterior, 2006.

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