ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 124ª edição | 11 de 2017.

Nossas artes, nossos ídolos e modelos

  • Escultura da rainha egípcia Nefertiti Escultura da rainha egípcia Nefertiti

Não precisamos ir longe para compreender sobre a natureza e objetivo da verdadeira arte. Em O Livro dos Espíritos, além das questões em que Allan Kardec e os Espíritos tratam de modo figurado – ou nem tanto – da arte de formar o caráter, essa área de expressão humana é empregada em pelo menos cinco outras.

São elas: 220, (perda do talento pelo mau seu mau uso); 521 (auxílio de espíritos aos artistas); 561 (progresso geral); 565 (interesse dos Espíritos pelas artes dos encarnados) e 566 (ocupação com as artes após a desencarnação).

Léon Denis em “O Espiritismo nas Artes”, livro resultante de uma série de artigos publicada por ele na Revue Spirit, em 1922, não devia deixar de ser lido. Abaixo, um pequeno extrato.

A arte..., é a expressão da beleza eterna, uma manifestação da poderosa harmonia que rege o Universo; é o raio de luz que vem do alto e que dissipa as brumas, as obscuridades da matéria, e nos faz entrever os planos da vida superior... é, por si mesma, plena de ensinamentos, de revelações, de luz. Ela arrasta a alma em direção às regiões da vida espiritual, que é a verdadeira vida, e que a alma anseia tornar a encontrar um dia. A arte bem compreendida é um poderoso meio de elevação e de renovação. É a fonte dos mais puros prazeres da alma; ela embeleza a vida, sustenta e consola na provação... Quando a arte é sustentada, inspirada por uma fé sincera, por um nobre ideal, é sempre uma fonte fecunda de instrução, um meio incomparável de civilização e de aperfeiçoamento. Porém, em nossos dias, muito frequentemente ela é aviltada, desviada do seu objetivo, escravizada por mesquinhas teorias... e, principalmente, considerada como um meio de chegar à fortuna, às honras terrestres. Emprega-se a arte para adular as más paixões, para superexcitar os sentidos, e assim faz-se da arte um meio de aviltamento. Quase todos aqueles que receberam a sagrada missão de conduzir as almas para o alto se eximiram dessa tarefa. Eles se tornaram culpados de um crime, recusando-se a instruir e a esclarecer as sociedades, perpetuando a desordem moral e todos os males que se precipitam sobre a humanidade. Esse comportamento explica a decadência da arte em nossa época e a ausência de obras importantes. O pensamento de Deus é a fonte das altas e sãs inspirações. Se nossos artistas soubessem beber nessa fonte, nela encontrariam o segredo das obras imperecíveis e as maiores felicidades. O Espiritismo... nos faz compreender que a vida, em sua plenitude, é apenas a concepção e a realização da beleza eterna.

Se, diante das explicações de OLE e de Denis, muito do que os homens produzem no mundo das artes provém de inspiração espiritual, fácil deduzir que espécie de espíritos estão inspirando muitos destes ‘artistas’ atuais.

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