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Jornal Comunica Ação Espírita | 124ª edição | 11 de 2017.

Quem são os nossos ídolos e modelos?

Talvez a mais antiga referência à idolatria encontramos na Bíblia, no livro Êxodos, com o bezerro de ouro, construído à revelia de Moisés que subira ao Sinai para receber as Tábuas da Lei, e depois reduzido a pó por ordem dele mesmo. Hoje continuamos elegendo ídolos, muitos deles não de ouro, mas de latão, inúteis porque vazios e enferrujados, perigosos.

Dinheiro, fama, poder, beleza, no abstrato; artistas, jogadores de futebol, cantores, suspeitos bem-sucedidos, nas personificações humanas. Ilusões criadas para preencher as próprias carências de afeto, autoestima ou simples hábito de imitar e fazer parte de grupos a qualquer custo.

Deveríamos repensar sobre as escolhas que estamos fazendo para simbolizar nossas preferências, condutas, sentimentos. Tais figuras famosas, algumas surgidas de modo tão instantâneo quanto efêmeros são seus sucessos, que valores apresentam?

Desperdiçamos tempo valioso como seus seguidores fanáticos nas redes sociais para saber tudo o que dizem e fazem. E ganhamos o quê com isso? Acaso servem como modelo para alguém?

Se perguntarmos para as pessoas religiosas, ou ao menos àquelas que têm algum conhecimento sobre a crença que adotaram formalmente, certamente cada um saberá indicar um líder espiritual ou o fundador da religião como o modelo a ser seguido.

Assim, os budistas falariam de Buda; entre os hindus podemos encontrar Hare Krishna; entre os muçulmanos temos Maomé; para os cristãos obviamente Jesus, mas há vários santos inspiradores de estilo de vida como Francisco de Assis, Tereza de Calcutá e tantos outros. Nós, espíritas, também falamos em Chico Xavier e Allan Kardec.

Mas qual o significado dos ídolos? Idolatria pode ter um lado positivo? Jesus pode ser idolatrado? O Livro dos Espíritos, sobre ele, nos diz que é o maior guia e modelo, porém, o conceito de idolatria não se encaixa.

De qualquer forma, estamos falando aqui de ídolos e modelos mais próximos de nós, não só por estarem encarnados, porém, por apresentarem qualidades, digamos, mais humanas. E aí é que está o problema: estamos nos tornando seguidores, talvez copiadores de conduta, de vida, de que tipo de pessoa? 

Os ídolos que estamos elegendo, entre eles, algumas celebridades instantâneas da internet, fazem por merecer? Quais são os valores (ou a falta deles) que apresentam aos seus fãs?

As modelos, aqui em referência às profissionais da moda, por exemplo, determinam padrões de beleza, gostos, hábitos e formas de conduta que tentamos em vão imitar, daí as obsessões (não espirituais) com os cuidados com o corpo, dietas, excesso de exercícios, (academia), plásticas e muitas frustrações, a inaceitação da idade. 

Dizem os especialistas do comportamento que está havendo um deslocamento da identidade para a imagem. Estamos cada vez mais perdendo terreno em nossa autonomia e nos submetendo à heteronomia, ou seja, a influência e comandos que vêm de fora. Somos cada vez mais guiados pelo que os outros pensam, dizem e fazem, amassados em nossa individualidade, não raro, por outros indivíduos tão ou mais fracos e vazios do que nós mesmos.

De certa forma, se por um lado, o egoísmo parece cada vez mais forte, por outro, estamos deixando progressivamente de sermos nós mesmos para nos tornarmos cada vez mais parte dos outros. Isso não é fraternidade nem empatia; é falta de personalidade, de discernimento, de determinação para optar pela preservação de princípios e capacidade de sermos apenas nós mesmos.

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