ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 124ª edição | 11 de 2017.

Traços Biográficos

Os Irmãos Davenport

Eram de Buffalo, Estados Unidos. Ira, o mais velho, reencarnou em 17/09/1939 e William Henry em 01/02/1842. Foram dois extraordinários médiuns de efeitos físicos. 

Allan Kardec na “Revista Espírita”, de outubro/1865, quando de uma visita deles a Paris, faz restrições às suas atividades porque cobravam pelos espetáculos. Acreditava em suas faculdades, mas negou o apoio que eles haviam-lhe solicitado. As acusações de fraude dos Davenport respingou no Espiritismo, o que muito aborreceu o Codificador.

A vinda deles a Paris deu-se após longa temporada de sucesso na Inglaterra. Na apresentação aos franceses, instrumentos musicais produziram belas canções e ruídos estranhos, transportes de objetos e surgiram mãos luminosas, porém, um expectador avançou no palco e descobriu tábuas soltas no tablado para a ação de terceiros. Kardec não assistiu às sessões e aprovou as críticas dos jornais quanto à conduta dos médiuns, mas não às que foram estendidas ao Espiritismo.

Aconteceu com eles o mesmo que com muitos outros médiuns que possuem faculdades verdadeiras, mas pela necessidade de atender ao público em apresentações pagas, acabam, em certo momento, fraudando.

Os fenômenos com eles começaram em sua cidade natal dois anos antes de Hydesville. Produziam ruídos diversos, o lápis escrevia sozinho em plena luz, objetos levitavam, surgiam luzes, havia psicografia, instrumentos musicais se materializavam e tocavam, ocorriam voz direta. 

Havia crentes e céticos. Inventaram os mais variados sistemas para testá-los, alguns quando eram ainda meninos. Um mago admitiu terem sido eles quem mais contribuiu para a divulgação do Espiritismo na Inglaterra onde realizaram a primeira sessão em 28/09/1864. 

Ao contrário de Home e Hayden que agiam na obscuridade, com público favorável e não cobravam, eles faziam o inverso, mas não se deixavam seduzir por grandes ofertas. Na segunda sessão com eles amarrados (e lacrados) ocorreu uma balbúrdia de efeitos físicos: mãos materializadas e instrumentos musicais (estes dos experimentadores), incluindo interatividade com os presentes. Na segunda parte da sessão, na obscuridade, deram-se muitos transportes internos (violão, paletó).

Chegaram a ser agredidos fisicamente por assistentes. Em Paris, uma sessão foi presenciada pelo imperador e a imperatriz. Estiveram em diversos países. Ao todo, foram quatro anos na Europa.Voltaram aos Estados Unidos e depois seguiram para a Austrália onde William morreu em julho de 1877.

 Foram acusados e perseguidos, mas era mais fácil admitir serem mágicos e ganhar dinheiro e fama do que insistir no papel de médiuns que foi o que fizeram. Às páginas 198-200 de seu “História do Espiritismo”, Arthur Conan Doyle reproduz notáveis declarações de Mr. Randall favorável aos Davenport, inclusive, justificando os meios usados e a natureza dos espíritos manifestantes. Para o escritor, em momento algum pairou dúvidas quanto à existência de fraudes, como se vê até em outras fontes espíritas.

Os irmãos Davenport foram os criadores do “Gabinete Mediúnico”: O mesmo consistia em uma cabine de madeira, com as dimensões de 1,80 metros de comprimento por 2,10 metros de altura, com três portas na frente que se abriam e ofereciam visão total do interior.

Dentro dele, os médiuns sentavam-se em dois bancos, um diante do outro, e voluntários do público encarregavam-se de atá-los com cordas. O processo de imobilização chegava a demorar 45 minutos. No banco, entre os dois, ficava uma testemunha insuspeita. Instrumentos musicais ou outros objetos ficavam do lado de fora, longe de seu alcance.

Tomadas estas providências, fechavam-se as portas do gabinete e diminuíam-se as luzes. Quase de imediato, trombetas, violinos e pandeiros começavam a tocar diante dos espectadores. Apareciam mãos, inclusive de crianças, por uma abertura da porta central do gabinete que, às vezes, podiam ser apertadas pelos presentes. Ao final da apresentação as portas da cabine eram abertas, mostrando os Davenport ainda bem amarrados.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2018 / Desenvolvido por Leandro Corso