ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 126ª edição | 03 de 2018.

Gênero e hora da morte: tema de estudo dos mais interessantes

No meio espírita encontramos os reformistas e os puristas. Como já apregoava Aristóteles, melhor evitar os extremos. Podemos usar da lucidez, da lógica, da fé raciocinada (no exame do que disseram os Espíritos na Codificação), absorver novos conhecimentos (inclusive dos próprios Espíritos) sem ter que comprometer o edifício doutrinário.

Nesta edição, a partir do debate entre os apresentadores de um dos programas de Tv Diálogo Espírita sobre a hora e gênero de morte, oferecemos espaço a dois deles para exporem suas ideias com mais liberdade aqui, que é um jornal voltado para o público espírita, diferentemente daquele outro assistido majoritariamente por não espíritas. O resultado o leitor pode confrontar às páginas 4 e 5.

Sem tomarmos partido deste ou daquele cujas opiniões devem ser respeitadas, o fato é que há questionamentos e ponderações que podem ser acrescentados ao tema como subsídio de fomentar ainda mais a discussão. O Movimento Espírita precisa ter maturidade e competência para analisar os ensinamentos dos Espíritos – e também dos encarnados – sem se sentir ameaçado de cometer alguma heresia.

Na edição nº 123, bimestre out. - nov./17, tratamos deste mesmo assunto. Diferenciamos as desencarnações naturais das provocadas ou violentas. Afirmamos que nas decorrentes de enfermidades hereditárias “certamente representava uma provação ou expiação e a desencarnação provavelmente também já estaria prevista”. Já as prematuras “geralmente também estavam previstas” e costumam representar um complemento de vida anterior interrompida antes da hora. “Nas desencarnações por velhice... é uma lâmpada que se apaga”, conforme “O Livro dos Espíritos”. 

Mas as mortes violentas, dizíamos, não é sensato afirmar que todas elas ocorreriam ‘fatalmente’. “Há várias situações que, se bem estudadas, põem por terra essa tese da predeterminação absoluta” porque, embora aportemos ao mundo material com o planejamento reencarnatório, estamos sempre, pelo livre-arbítrio, refazendo escolhas e caminhos. E enumeramos algumas razões: término de uma provação ou expiação; moratória para conclusão de um projeto especial, abusos da saúde com morte prematura por outra causa, acidentes provocados por terceiros que “não estavam escritos” para acontecer, etc.

Encontramos em “O que é o Espiritismo” (Terceiro Diálogo): Não podendo conseguir um desenvolvimento completo numa única existência, quase sempre abreviada por causas acidentais...  Questões de OLE como a 854 e 855 esclarecem que os cuidados tomados são necessários para evitar que a morte ocorra antes da hora. Ora, isso significa que quando se age com imprudência (ao dirigir ou frequentando locais pouco recomendados, por exemplo) pode, sim, ocorrer a morte antes da hora (grifos nossos).

O espírito de Deolindo Amorim, em “Espiritismo em Movimento” diz que a Q. 853 de OLE estabelece apenas um princípio geral e que os genes possuem registros para viver “x” anos, mas que tal prazo pode ser modificado para diminuir ou alongar a vida. Em “Loucura e Obsessão” (Manoel P. de Miranda) refere-se a uma dilatação do tempo de vida. Já José, irmão de Chico Xavier (“Chico, de Francisco”, Adelino da Silveira) e Augusto Cezar (“Presença de Luz”, Augusto Cezar/Chico Xavier) tiveram as existências encurtadas em 11 anos o primeiro, para não ficar internado num sanatório, e 14 anos o segundo, por mérito para não passá-los num leito.

Para finalizar, sem esgotar a análise, a Q. 259 de OLE : Se uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito...”. E se a telha – ou um tijolo – matar?

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