ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 126ª edição | 03 de 2018.

Perguntas & Respostas

Pergunta: Sobre casas mal-assombradas, poltergeist, os evangélicos dizem que são coisas do demônio; já os parapsicólogos afirmam que tudo é produzido pela mente. Quem tem razão?

Carlos Augusto Parchen é quem responde. Cada qual busca explicação para o que não entende de acordo com suas crenças e interesses. Assim fazem as religiões e os estudiosos da parapsicologia. É evidente que para as religiões, é muito cômodo colocar a responsabilidade do que não conhecem e não querem estudar no “demônio”. Assim não precisam admitir o que não lhes interessa; é uma explicação simplista e reducionista.

Já a parapsicologia, que se diz “ciência”, mas que usa a negação da existência dos fatos espirituais como paradigma de seus estudos, contrariando o próprio conceito de ciência (estudar e verificar todas as possibilidades e hipóteses para compreender e descobrir a verdade dos fatos), prefere atribuir à “mente” a produção de todos os fenômenos de origem não física.

Mas o conceito de “mente” utilizado pela parapsicologia é apenas o da atividade mental exercida “dentro” do corpo físico, tendo o cérebro como seu impulsionador. Isso também é uma explicação simplista e reducionista, frente às complexidades dos fenômenos como os das “casas assombradas”, poltergueist, materializações, fenômenos diversos de efeitos físicos, comunicações mediúnicas, curas, etc.

Por certo essa classe de fenômenos já citados, em especial os que produzem manifestações físicas gritantes e evidentes não são obra do “demônio”, mesmo porque ele não existe, até como condição indispensável para se admitir a própria existência de Deus.

Já o conceito de “mente” adotado pela parapsicologia, para poder explicar o que efetivamente acontece em toda a classe dos fenômenos de efeitos físicos e de efeitos subjetivos, necessita ser ampliado, admitindo-se que a “mente” pode estar fora do corpo físico e mesmo que sobrevive à morte desse corpo.

Para o Espiritismo, essa “mente” é o espírito desencarnado que pode se manifestar de diversas maneiras, mas que para atuar sobre a matéria necessita da “sintonia” com uma “mente” encarnada que lhe fornece a energia mais próxima à matéria, de modo a possibilitar ao espírito produzir os mais diferentes tipos de fenômenos, inclusive, agindo sobre a matéria.

A “mente” encarnada, ou seja, um ser vivo (pessoa) necessita ter em seu organismo uma predisposição específica para produzir o fornecimento de energia e a sintonia com a “mente” desencarnada (espírito). A essa pessoa com essas possibilidades, o Espiritismo dá a denominação de médium.

Os fenômenos de efeitos físicos, tais como os que ocorrem nas ditas “casas mal-assombradas”, nos poltergueist, nas materializações, transporte e movimentação de objetos, são muito raros, pois necessitam de um médium com características muito especiais e apropriadas a isso, e que não controla essa sua habilidade natural.

Normalmente, esse médium é uma adolescente entre 12 e 16 anos, de famílias que não têm contato com o Espiritismo, ou seja, não detêm conhecimento nessa área (espiritual). Essa idade e sexo (menina, adolescente) são propícias aos fenômenos mediúnicos, pois a glândula pineal que é também a glândula das energias psíquicas e do desenvolvimento das características sexuais físicas e hormonais da menina, está em máxima atividade, podendo, embora de forma bem rara, fornecer as energias que os espíritos necessitam para suas manifestações físicas.

Por isso, seria muito interessante que a parapsicologia alargasse seus horizontes e se despisse de seus preconceitos, propondo-se a estudar os fenômenos de acordo com as diversas teorias sobre eles, analisando e testando imparcialmente todas as hipóteses possíveis e plausíveis. Só assim voltará a ser ciência e não “braços pseudocientíficos” das religiões.

Quanto às religiões, estas devem sair do dogmatismo, da “verdade” absoluta de seus conceitos, do ritualismo e das crenças que não se sustentam coma ciência. Mas isso está muito longe de ocorrer, infelizmente.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2018 / Desenvolvido por Leandro Corso