ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 126ª edição | 03 de 2018.

Mais vale um pote de realidade...

Não são poucos os que, ao se aproximarem da verdade espírita, se tornam arredios, não sorriem, quase não falam e, taciturnos, se movimentam nas instituições a que servem; outros, ao contrário, brincam, conversam demais e, irrefletidamente, gargalham abraçando a todos com espalhafato.

Os primeiros são aqueles que se impregnam excessivamente do sentimento de respeito e do senso de responsabilidade que se evolam das páginas doutrinárias; os segundos, por não saberem dosar a satisfação que lhes vai à alma, irradiam a festiva excitação que se nutrem, supondo levar otimismo.

Todos redescobrem razões para viver e, alentados, estão de alguma forma abrindo o coração para o Cristo no trabalho e na alegria. Precisamos não só entendê-los, mas também, amá-los. São companheiros a caminho do amadurecimento. Recusá-los é crestar o mundo de suas esperanças, é matar no nascedouro os ideais superiores que começam a alimentar.

No entanto, urge reeducá-los para que não vivam de enganos, cristalizando uma falsa imagem que, mais cedo ou mais tarde, haverá de decepcioná-los. Com carinho, necessitamos mostrar-lhes que carranca jamais foi seriedade e sisudez nunca representou responsabilidade.

Inquisidores e tiranos como Torquemada e Loyola, Napoleão e Hitler, infundiam pavor com suas carantonhas, carregando tempestade na própria face.

Orientados, saberão que a alegria desmedida costuma comprometer o equilíbrio psíquico, induzindo a influência de espíritos zombeteiros e muitas vezes perversos.

O imperador romano Heliogábalo, da dinastia dos Séveros, que governou de 218 a 222 d.C., cheio de humor, deixou-se obsedar a tal ponto que em determinada festividade brindou os convivas com pétalas de rosas, mas eram tantas as pétalas que alguns morreram asfixiados, isso quando não punha vidro moído na comida dos que se sentavam à mesa, para rir ruidosamente, ao vê-los no auge das convulsões. Sua avó, indignada, tramou a execução e, no dia seguinte, seu corpo foi encontrado boiando nas águas sujas do Tibre.

Respeito, responsabilidade, silêncio, alegria, comunicabilidade, convivência fraternal, quando legítimos, são aspectos obrigatórios do comportamento espírita.

“O equilíbrio está no meio”: diziam os antigos latinos. O “meio” é a verdade que nos conduz à liberdade espiritual. Por isso, Jesus asseverou: ”Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”. Para conhecermos a verdade temos que buscá-la. Busquemo-la, portanto.

Mil vezes um pote de realidade que salva, a carradas de ilusões que algemam.

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