ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 127ª edição | 05 de 2018.

Timidez, bondade, ousadia e intrigas

Comete-se exagero quando se diz que o Movimento Espírita é excelente e perfeito. Longe disso! Temos muitos problemas. Mas também se propaga uma inverdade quando se sugere que está tudo errado.

Como exemplo de assuntos que deveriam ser melhor examinados podemos citar o uso de técnicas pertinentes comprovadamente eficientes no combate à influência dos espíritos perturbadores da paz e fomentadores da maldade. 

Restringir-se aos ensinamentos dos espíritos desencarnados, gerando verdadeira dependência das informações procedentes pela via mediúnica, como se eles fossem detentores únicos da verdade em prejuízo das valiosas contribuições da inteligência e trabalho dos encarnados é outra situação indesejável.

Vale o mesmo raciocínio em relação à eleição de nomes consagrados entre os encarnados com frequentes boicotes aos trabalhos literários de boa qualidade produzidos por colaboradores do movimento, mas alijados dos seletos grupos compostos por seres considerados missionários especiais. Os ídolos também erram.

Há a relutância à prática da mediunidade de cura aqui ou ali e, da mesma forma, ao atendimento para o recebimento de mensagens de parentes desencarnados que proporcionam esclarecimento e consolação quando tantos ainda necessitam delas para firmar convicção e aliviar a saudade do coração.

A falta de debate sobre a importância e necessidade da conscientização política, com a efetiva participação e exercício de cidadania que reporta às memórias do tempo em que o sexo era considerado abominável aos olhos da Igreja, também deve ser citada.

Muitos outros escolhos encontramos no dia a dia das instituições espíritas, quase todas elas fruto das imperfeições humanas que criam um grave descompasso entre a teoria contida e insistentemente apregoada do Evangelho e as práticas contaminadas pela hipocrisia.

Não poucos, num momento arregalam os olhos para enxergar os ciscos nos dos outros para em seguida comprimir as próprias pálpebras na tentativa de ignorar os madeiros maciços que lhes pesam por trás delas.

Há os que criticam o mundo profano do qual, no discurso casto, desejam manter distância, porém agem mantendo exatamente os mesmos vícios: a política rasteira para assumir cargos, a ambição de fazer ‘carreira’ no Espiritismo, o uso da posição para obter vantagens pessoais e para familiares, não raro, afastadas da moralidade. Servem para servir-se.

Por outro lado não se pode esquecer das dezenas, centenas de milhares de trabalhadores espíritas espalhados por todos os recantos do país que seguem exercendo o seu papel com humildade e abnegação, no anonimato.

Quase todos trazem também as suas limitações de conhecimento, de disponibilidade de tempo, enfrentando as lutas próprias pela sobrevivência, sua e da família, e travando as próprias batalhas internas, mas não desanimam e seguem em frente.

O problema é que atualmente a demanda de maldades atinge um nível assustador e a intensidade da “ousadia” e quantidade de “intrigas” e intrigantes se nos impõem atitudes também corajosas e mais ousadas.

Por isso, em horas de maiores provações são também exigidos os mais duros testemunhos. Não apenas de resistência passiva, de fé, tolerância e paciência, mas de posturas ativas que contribuam para as transformações esperadas de uma sociedade mais justa.

Segundo a questão 643 de O Livro dos Espíritos só o egoísta é incapaz de fazer algum tipo de Bem. Mas agir bem não se resume a uma boa prática religiosa e nem mesmo a atitudes pessoais corretas, por mais importantes que elas possam ser. Não podemos esquecer do coletivo e das necessidades e limites que aprisionam todos outros indivíduos menos equipados intelectual e moralmente para enfrentar os momentos de crise. 

Cabe a nós que já dispomos de melhores recursos de entendimento dos valores espirituais que, aliás, não se desvinculam absolutamente das exigências da vida material, atuar também neste âmbito, aqui e agora.

Como nos lembra bem o texto da página 6 e o título acima empregado com as palavras-chave da questão 932 de OLE, sem a presunção de já nos considerarmos bons, mas em vias de consegui-lo, ao menos temos que mostrar força de reação contra os intrigantes ousados,  encarnados e desencarnados, que ameaçam destruir o nosso país pelas drogas, pela corrupção, pela violência, pela sensualidade abjeta.

Deixar a zona de conforto custa a quebra da tranquilidade pessoal, o enfrentamento corajoso, os danos colaterais da reação dos incomodados, a crítica, às vezes perseguições. Mas em nome do Bem e do compromisso com a verdade, o sacrifício se faz necessário. 

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